Segunda-feira, 22.08.11

Paisagem Protegida Local da Fonte Benémola

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

O Concelho de Loulé possui cerca de 51,3 % da sua superfície classificada como área protegida, incluindo as áreas correspondentes às Áreas protegidas de Âmbito Local (paisagem Protegida Local da rocha da Pena e Paisagem Protegida Local da Fonte Benémola), Parque Natural da Ria Formosa e Rede Natura 2000.

 

A Paisagem Protegida Local da Fonte Benémola fica situada nas Freguesias de Querença e Tôr, ocupando uma área de 392ha, em pleno Barrocal Algarvio. A área protegida é atravessada pela Ribeira da Menalva, onde existe água durante todo o ano, o que contribui para que a sua fauna e flora seja rica e diversificada.

Existem mais de 300 espécies diferentes de plantas nesta Paisagem Protegida Local. O facto de existirem solos xistosos, solos calcários e uma ribeira tem contribuído para esta variedade. Além da flora existem também mais de 100 espécies de aves que fazem os seus ninhos nas encostas do vale e nas margens da ribeira, dos quais se destaca o Guarda Rios, Abelharuco e a Águia de Bonelli.

O património construído desta Paisagem Protegida está ligado à água, nomeadamente o moinho de água, as levadas, as noras e os açudes.

 

Nota:

 

1. Aqui fica o link para quem estiver interessado em  saber mais sobre a Fonte  Benémola: http://www.cmloule.pt/upload_files/client_id_1/website_id_1/files/Ambiente/flt_fonte_benemola.pdf

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Segunda-feira, 01.08.11

Freguesias do Concelho de Loulé (IV) - Querença

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje vamos até Querença, uma das mais afamadas freguesias do interior louletano.

 

Situada num monte fica a aldeia de Querença que dá o nome à freguesia, que já pode caracterizar-se pela transição entre o Barrocal e a Serra. As casas descem pela encosta em todas as direcções, situando-se bem lá no alto a pequena e bonita Iigreja, orgulho das gentes de Querença. A aldeia, de ocupação bem antiga, como provam os vestígios pré-históricos encontrados na região, desenvolve-se a partir do alto de um monte, estendendo o casario branco pela encosta marcada por ladeiras íngremes e empedradas. Barras azuis emolduram portas e janelas, e algumas chaminés rendilhadas, redondas e rectangulares, vão decorando os telhados bem visíveis. Platibandas ricamente trabalhadas marcam alguns edifícios ao longo da subida.
É nesta freguesia que se destila um dos mais afamados medronhos e se produz o mais apreciado chouriço, para além de outras tipicidades. A Festa das Chouriças constitui, entre outros, um dos pontos mais altos das festividades que em Querença se realizam anualmente.

Nesta freguesia encontramos uma gastronomia típica que os restaurantes locais conservam o mais genuinamente possível. São pratos típicos de Querença, entre outros, a Galinha Cerejada, o Galo de Cabidela e o Xerém (as papas do milho, tradicional do Algarve).

As grutas da Salustreira com quase oitenta metros de comprimento e doze de altura, junto à Fonte da Benémola - área protegida de rara beleza e originalidade - são ponto de passagem obrigatória para quem visita a freguesia.

De salientar que a Freguesia de Querença, em virtude da criação institucional da nova Freguesia da Tôr, em 1997 então a integrava, acaba de ver substancialmente reduzida a sua área geográfica.

 

Nota:

 

1. De Querença são naturais alguns dos mais ilustres louletanos, parte deles já aqui referenciados, como é o caso de Quirino dos Santos Mealha.

Rabiscado por Lígia Laginha às 06:51 link do post | Comentar | Marafações predilectas
Quarta-feira, 27.07.11

Artesanato do Concelho de Loulé (II) - Os bonecos de trapo de Filipa Faísca

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Filipa Faísca, uma octogenária natural de Querença, distinguem-se, entre outras vertentes, pela confecção de bonecos que trapo. Mas estes bonecos de trapo não são uns bonecos quaisquer. São antes de mais figuras representativas do mundo rural algarvio, aludindo às tarefas desempenhadas pelas pessoas do interior. Assim, salientam-se bonecos com a ceifeira, a apanhadora de alfarroba, o apanhador de medronhos, a fiadeira, entre outros. Presença habitual nas feiras de artesanato, Filipa Faísca de Sousa é também poetisa e intérprete de contos tradicionais. Dedica-se de corpo e alma aos seus bonecos de trapo e coloca nos mesmos um pouco da etnografia do Concelho de Loulé, tendo em conta os pormenores do vestuário, dos instrumentos de trabalho e até da maquilhagem. Os bonecos de Filipa Faísca atraem bastante os estrangeiros e podemos dizer que esta humilde senhora é já uma referência no mundo cultural louletano. Os seus bonecos vendem-se também no Posto de Turismo de Querença e pode ser adquiridos a partir da módica quantia de 13 euros.

 

Nota:

 

1. Aqui fica o contacto desta artesã para os interessados: Morada: Borno - 8100 - 113 Querença, Loulé / Telefone: 289422359


Rabiscado por Lígia Laginha às 07:19 link do post | Comentar | Marafações predilectas
Terça-feira, 26.07.11

O que os algarvios comem (IX) - Guisado de Galo Caseiro (à moda de Querença)

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje trago-vos um prato tipico do interior algarvio: Galo guisado com batatas.

 

Ingredientes:

 

1 Galo com 5 Kg aprox.

3 Kg de Batatas

750 grs. de Cebola

250 grs. de Toucinho de porco preto

1,5 dl de Vinho tinto caseiro

10 Cabeças de cravinho inteiro

5 Raminhos de salsa

3 Colheres de azeite

2 Tomates médios

2 Cabeças de alho

2 Folhas de louro

2 Malaguetas

Um pouco de noz-moscada

Sangue do galo misturado com 3 colheres de água e 3 colheres de vinagre

Pimentão-doce q.b.

Sal q.b.

 

Preparação:

 

Corta-se o galo aos bocados e põe-se de conserva no vinho caseiro cerca de 1 hora. Misturam-se na conserva 1 cabeça de alhos descascados e cortados aos bocados, louro, cominhos, noz-moscada, 1 carteira pequena de pimentão-doce, cabeças de cravinho, malaguetas e sal.

Num tacho de barro faz-se um frito com o toucinho, deixando-se fritar bem, retirando-o depois. Junta-se o azeite e a outra cabeça de alhos, a cebola, o resto do pimentão-doce e a salsa e deixa-se aloirar tudo muito bem. Depois junta-se o galo, dando-se voltas para o misturar com o preparado. Começa a criar água. Quando esta tiver evaporado, para não queimar, vai-se adicionando, aos poucos, mais água, até o galo estar cozido.

Quando a carne começar a desligar-se do osso da perna, põem-se as batatas, cobrindo-as com água. Deixa-se cozer tudo lentamente. Depois de cozido adiciona-se o sangue do galo mexendo suavemente.

 

Nota:

 

1. O galo deve ser mesmo caseiro. É de comer e chorar por mais!

 

Rabiscado por Lígia Laginha às 09:34 link do post | Comentar | Marafações predilectas
Quarta-feira, 20.07.11

Ilustres Louletanos (XIII) - Quirino dos Santos Mealha

 

 

 

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje recordamos mais um ilustre louletano de seu nome Quirino Mealha.

 

Agraciado com a Medalha Municipal de Mérito Grau Ouro em 2009, Quirino dos Santos Mealha nasceu em Querença a 8 de Julho de 1908.

Em 1926 matriculou-se na Universidade de Lisboa, tendo-se licenciado em Lisboa em 1931.

No ano seguinte fixou-se em Loulé onde fez os estágios de advogado, de notário e de subdelegado do Procurador da República. Em simultâneo, entrou para a vida pública de Loulé, tendo sido administrador do concelho (1932, 33 e 35), provedor da Misericórdia, vice-presidente da Câmara e presidente do Grupo Desportivo Louletano.

Em 1935 foi nomeado delegado do Instituto Nacional do Trabalho e Previdência no distrito de Beja.

Foi deputado na III Legislatura (1942-45), mandato que não concluiu para ocupar o lugar de governador civil do distrito de Beja, de 1944 a 1950, exercendo novo mandato na VIII Legislatura (1961-65), sendo também procurador à Câmara Corporativa na VI e VII Legislaturas por inerência de ser presidente da Direcção da FNAT.

Foi também Presidente do Concelho de Administração e do Concelho-Geral do Banco do Alentejo entre 1966 e 1975.

Presidiu várias comissões de estudos e grupos de trabalho, tomou parte de congressos, colaborou com diversos jornais e revistas e foi autor de relatórios, discursos, conferências, comunicações e de iniciativas culturais, nomeadamente de concursos e exposições de carácter heráldico, etnográfico, folclórico e de arte popular.

Faleceu em Lisboa a 4 de Junho de 1991.

 

Rabiscado por Lígia Laginha às 06:54 link do post | Comentar | Marafações predilectas
Domingo, 26.06.11

Ilustres Louletanos (IX) - Manuel Gomes Guerreiro

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

O Festival MED já terminou e a marafada ontem não "postou" o programa porque estava demasiado cansada para tal. Sabem "noites alegres, manhãs tristes". De qualquer forma podiam aceder ao programa no site do MED que aqui foi referido.

 

Mas mudando de assunto, porque o MED acabou mas a vida continua, hoje vamos homenagear mais um ilustre louletano de seu nome Manuel Gomes Guerreiro.

 

Agraciado com a Medalha de Municipal de Defesa do Meio Ambiente - Grau Prata, em 1993, pela Câmara Municipal de Loulé, Manuel Gomes Guerreiro nasceu na freguesia de Querença, Conselho de Loulé, frequentando o Liceu João de Deus, em Faro. Desde 1943 exerceu a profissão de engenheiro silvicultor. Paralelamente trabalhou 12 anos com o Prof. Vieira Natividade em Alcobaça, tendo-se dedicado ao melhoramento genético de espécies florestais como o choupo. Convidado para trabalhar em Moçambique, tornou-se director do Instituto Museu de História Natural de Álvaro de Castro e da Sociedade de Estudos de Moçambique. Foi igualmente Vice-reitor da Universidade de Luanda. Em 1974 regressa a Lisboa onde posteriormente exerceu o cargo de Secretário de Estado do Ambiente. Leccionou nas Universidades de Letras de Lisboa e na Universidade Nova. Em 1989 foi jubilado. É autor de uma vasta bibliografia nas áreas da silvicultura, do ensino e da ecologia. Proferiu diversas conferências em inúmeras Instituições.

Viria a falecer no decorrer do ano 2000.

 

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