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Marafações de uma Louletana

Blog sobre Loulé e as suas gentes

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Marafações de uma Louletana

27
Jul11

Artesanato do Concelho de Loulé (II) - Os bonecos de trapo de Filipa Faísca

Lígia Laginha

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Filipa Faísca, uma octogenária natural de Querença, distinguem-se, entre outras vertentes, pela confecção de bonecos que trapo. Mas estes bonecos de trapo não são uns bonecos quaisquer. São antes de mais figuras representativas do mundo rural algarvio, aludindo às tarefas desempenhadas pelas pessoas do interior. Assim, salientam-se bonecos com a ceifeira, a apanhadora de alfarroba, o apanhador de medronhos, a fiadeira, entre outros. Presença habitual nas feiras de artesanato, Filipa Faísca de Sousa é também poetisa e intérprete de contos tradicionais. Dedica-se de corpo e alma aos seus bonecos de trapo e coloca nos mesmos um pouco da etnografia do Concelho de Loulé, tendo em conta os pormenores do vestuário, dos instrumentos de trabalho e até da maquilhagem. Os bonecos de Filipa Faísca atraem bastante os estrangeiros e podemos dizer que esta humilde senhora é já uma referência no mundo cultural louletano. Os seus bonecos vendem-se também no Posto de Turismo de Querença e pode ser adquiridos a partir da módica quantia de 13 euros.

 

Nota:

 

1. Aqui fica o contacto desta artesã para os interessados: Morada: Borno - 8100 - 113 Querença, Loulé / Telefone: 289422359


01
Mai11

Os "Maios" ou "Maias"

Lígia Laginha

 

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje inicia-se um  novo mês, é dia do trabalhador e da mãe, e é dia de piqueniques onde os caracóis não podem faltar.

 

Hoje a marafada louletana decidiu falar-vos um pouco de uma tradição não só nossa, dos louletanos, mas também um pouco de todos os algarvios.

Essa tradição ancestral terá origem em costumes da Roma pagã, ligados ao culto da natureza e às festas em honra da Deusa Flora e de outras divindades, e constiste em, durante os primeiros dias de Maio, arranjarem-se grandes bonecos de trapos e enfeitá-los com flores. A estes bonecos, personificação da Primavera e da fecundidade, chamam-se "Maios" ou "Maias", consoante o sexo representado. Estes bonecos são colocados no jardim, no cimo do telhado ou no meio da casa e em torno deles desenvolvem-se danças e cantares.

A tradição manda também que se "ataque o Maio" logo bem cedinho, o que se faz comendo figos secos e bebendo aguardente de medronho.

Esta tradição prevalece nos dias de hoje, sobretudo no Interior do Concelho de Loulé, onde os festejos populares passam por piqueniques no campo. Em Alte, uma das aldeias mais rústicas de Portugal, as comemorações desta data atraem muitos turistas com o Festival de Folclore e a Cerimónia tradicional de Casamento da Boda. 

 

Nota:

 

1. Todos os anos, por altura do mês de Maio, é colocada à porta da Cozinha Tradicional situada no Castelo de Loulé uma "Maia" bem florida que convida os visitantes a entrar e a "atacar o Maio" com bolos secos e um copinho de medronho. Visite e verá que vai gostar.

 

2. Bons piqueniques.