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Marafações de uma Louletana

Blog sobre Loulé e as suas gentes

Blog sobre Loulé e as suas gentes

Marafações de uma Louletana

28
Jun11

Rancho Folclórico Infantil e Juvenil de Loulé

Lígia Laginha

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

O folclore é sem dúvida uma marca predominante do Algarve. Desde cedo muitos optam por fazer parte de ranchos e começam a "balhar" o corridinho.

 

Criado em 1977, o Rancho Folclórico Infantil e Juvenil de Loulé interpreta danças e cantares do Concelho de Loulé, nomeadamente da zona serrana de Alte, a aldeia algarvia mais portuguesa, classificada nos primeiros lugares nos concursos das Aldeias Mais Portuguesas em 1938, data em que foram feitas as primeiras recolhas e se formou o Rancho-Mãe, considerado o mais genuíno do Algarve.

A idade dos seus componentes varia entre os 4 e os 12 anos. Dos 12 anos em diante formaram a tocata e o Coro. Os mais velhos fazem parte da Direcção do Rancho.

Utilizam como instrumentos os ferrinhos, o acordeão, a pandeireta e as castanholas.

Usam trajes típicos da zona serrana algarvia que em tempos antigos eram envergados em Festas, arraiais, casamentos e festas religiosas.

As danças mais características são o corridinho, o baile de roda mandado e os bailes de roda com a muito conhecida “Ti Anica de Loulé”.

O Rancho Folclórico Infantil de Loulé tem percorrido o País de Norte a Sul e algumas vezes deslocou-se a Espanha.

O fundador do Rancho Infantil de Loulé foi Fernando Correia Soares, agraciado este ano a título póstumo com a Medalha Municipal de Mérito - Grau Bronze. Natural da freguesia de Alte, Fernando Correia Soares após ter frequentado o Seminário, aos 22 anos, decidiu não prosseguir carreira eclesiástica e regressa à sua aldeia natal. 
Aí inicia funções na companhia de Seguros “O Alentejo”, cumpre o serviço militar e em 1952 ruma a Moçambique, onde permaneceu até 1975, desempenhando vários cargos na administração pública. No seu regresso vem viver para Loulé onde começa a participar na Comissão de Festas do Carnaval. 
Com currículo na área do Folclore, já que havia fundado um Rancho Folclórico em Moçambique, foi convidado para formar um Rancho Infantil em Loulé o qual surgiu em 1977. 

O Rancho Folclórico Infantil e Juvenil de Loulé foi orientado durante 32 anos por Fernando Soares. Em 1997, a Câmara Municipal de Loulé decidiu homenagear este grupo com a atribuição da Medalha Municipal de Mérito – grau prata.

 

12
Jun11

Santos Populares em Quarteira

Lígia Laginha

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Para aqueles que pensam que só se comemoram os Santos Populares em Lisboa e no Porto aqui fica a informação que o mesmo se faz na cidade louletana de Quarteira.

 

Esta noite, dia 23 e 28 de Junho, Quarteira recebe o tradicional desfile das Marchas em representação das mais características ruas e bairros da cidade. 

Os Santos Populares de Quarteira atraem à marginal um mar de gente, que aprecia os trajes, as músicas e as coreografias dos grupos participantes nestes festejos.

Quarteira apresenta-se profundamente bairrista, alegre e jovial, inundada de alegria e animada pela entrega e paixão dos entusiastas deste evento.

Participam as seguintes Marchas com os respectivos temas: Rua Gago Coutinho – "O Amor da Varina e do Pescador"; Rua Vasco Da Gama – "As Maravilhas de Portugal"; Florinhas – "Os 25 Anos das Florinhas”; Rua Cabine – “Marcha Portuguesa”; Marcha Fundação António Aleixo – "A Fundação Pintou uma Flôr"; Rua Pinheiro – "Cais dos Marinheiros"; Rua Outeiro – "A Sardinhada Algarvia"; Vilamoura – "As Pérolas do Algarve".

A entrada é gratuita e este ano, a organização promove no local animação musical, com os artistas: Luís Guilherme (dias 12 e 28) e Tony das Favelas (dia 23).

 

Nota:

 

1. Viva o Santo António, Viva o São João!!!

04
Jun11

Festa dos Petiscos do Pescador 2011

Lígia Laginha

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje este blog marafado dá a conhecer mais um evento que marca a nossa agenda cultural no mês de Junho. Esse evento tem lugar em Quarteira, uma das mais importantes cidades do Concelho de Loulé, durante os dias 3, 4 e 5 de Junho. Terra desde sempre ligada às lides da pesca, Quarteira celebra o Dia do Pescador (31 de Maio) com a edição de mais uma Festa dos Petiscos do Pescador.

A Praça do Mar é o sitio escolhido para apresentar as tradições gastronómicas locais e atrair a Quarteira dezenas de pessoas.

A par do vasto programa musical e dos sabores sempre apetecíveis do marisco e do peixe fresco, aqui confeccionados e apresentados por famílias de pescadores, este evento tem como um dos momentos mais importantes a tradicional lavada que terá lugar no sábado, dia 4, pelas 18h00, na Praia de Quarteira.

A lavada ou arte tradicional de arrastar para terra, constitui um quadro ímpar e típico desta antiga aldeia piscatória, a população é convidada a participar no "puxar a rede" para terra onde se pode ver a riqueza que ainda se encontra nas águas que banham Quarteira, através da quantidade e qualidade do pescado que, ano após ano, é capturado.

A Festa dos Petiscos do Pescador é uma organização da QUARPESCA - Associação de Pescadores e Armadores de Quarteira (agracida com a Medalha de Mérito Municipal em 2011), que conta com o apoio da Câmara Municipal de Loulé e da Junta de Freguesia de Quarteira.

 

Nota:

 

1. Não faltem e venham comer entre outros acepipes a bela da cataplana de marisco.

25
Mai11

Artesanato do Concelho de Loulé (I) - A empreita

Lígia Laginha

 

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje este blog marafado dá-vos a conhecer um pouco do artesanato e das artes manuais do Concelho de Loulé. E decidiu começar por vos apresentar a empreita de palma. Um forma de sustento em tempos dos meus avós, a empreita é hoje vista como uma arte praticada por poucos e uma atractivo turisto.

 

A empreita, feita à base de palma, possui diversas fases:

Os ramos de palma são, primeiro, postos a secar. Parecem pequenos leques que, depois, hão de ser rasgados com o polegar, separando cada fina folha da palmeira anã.

Posteriormente a palma é demolhada para que não quebre ao ser entrelaçada. Ao demolhar segue-se a sua colocação em enxofre para ser clareada ou, para certos efeitos, tingida.

Depois começa então a confecção da empreita propriamente dita. A empreita consiste no entrelaçar das folhas de palma formando tiras que vão sendo enroladas e depois, quando unidas, formam então as alcofas.

Normalmente, sentadas em pequenas cadeiras deatabua, com um molho de palma enrolado num trapo velho humedecido, as mulheres faziam empreita escolhendo com arte cada folha, ripando as mais largas com os dentes para que a tira fosse sempre crescendo certinha.

Para cozer a empreita, ou seja, unir as diversas tiras, era feita a "baracinha". A baracinha consiste igualmente no entrelaçar das folhas de palma até formar uma espécie de "linha" depois utilizada, através de uma agulha de cobre, para ir cozendo a empreita e dando forma aos "sacos", alcofas", balaios, etc.

 

Segundo a wikipédia:

 

" A empreita de palma surgiu com a necessidade de embalar figos, amêndoas e alfarrobas para o seu transporte; passou, então, a ser utilizada noutros objectos quotidianos, na pesca, e com propósitos decorativos. A esteira popularizou-se devido à lacuna de mobiliário nas habitações mais humildes.

Originalmente, a matéria prima provinha do interior Algarvio, embora actualmente, devido à escassez da planta nesta região, as folhas de palma começaram a ser importadas do Sul de Espanha, aonde a produção de palma foi transformada em indústria.

Actualmente, a empreita é efectuada quase totalmente com propósitos decorativos, sendo uma das atracções turísticas na região. Verifica-se, igualmente, uma maior diversidade de materiais utilizados na empreita, como os plásticos e outros materiais reciclados."

 

Nota:

 

1. E pronto aqui foi contada uma pequena história sobre a empreita e o artesanato do nosso Algarve.

 

2. A marafada lamenta que estas e outras tradições se estejam a perder e apela para que os mais jovens se preocupem não só com o seu passado como procurem aprender, conhecer e preservar as suas tradições.

 

14
Mai11

O Grupo Folclórico da Casa do Povo de Alte

Lígia Laginha

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje o post será dedicado a uma das Freguesias mais importantes do nosso Concelho, Alte, nomeadamente ao Grupo Folclórico da Casa do Povo da mesma Freguesia. Alte é uma das aldeias mais rústicas de Portugal e um atrativo não só para louletanos como para turistas provenientes das mais diversas terras e terrinhas.

O Folclore é também um simbolo da nossa cultura e os Grupos Folclóricos ilustres representantes da nossa etnografia e das nossas tradições.

 

Assim sendo:

 

O Grupo Folclórico da Casa do Povo de Alte foi fundado em Outubro de 1938 durante a realização de um concurso etnográfico ao nível nacional: o “Concurso das aldeias mais portuguesas”.

Foi seu fundador, entre os altenses, José Cavaco Vieira, que dirigiu este Grupo durante vários anos.

Desde da sua fundação, o Grupo Folclórico da Casa do Povo de Alte tem participadoem diversos FestivaisNacionaise Internacionais de Folclore e nas mais variadas festas de cariz etnográfico e cultural. Fez também parte de vários Congressos de Etnografia em Lisboa e na Região Autónoma dos Açores.

Fora do País, este Grupo esteve em Madrid no ano de 1949 participando no Concurso Internacional de Danças e Canções Populares, obtendo neste a Medalha e Diploma de Alto Mérito Etnográfico. Participou igualmente nas Festas de Ayamonte e representou o Algarve na Feira Internacional de Turismo,em Madrid. Recebeuo primeiro prémio num Festival Nacional de Folclore e tem sido galardoado ao longo da sua existência com diversas medalhas e taças.

Em 1994, o Grupo Folclórico da Casa do Povo de Alte foi agraciado com a Medalha Municipal de Mérito Grau Ouro.

Do seu reportório fazem parte os bailes de roda simples com pares no meio, cadeados, despiques, baile mandado, topes, marcadinhas, corridinhos, etc.

Os instrumentos musicais utilizados são geralmente o acordeão, os ferrinhos, a “gaita de beiços” e as castanholas.

Os seus trajes são Domingueiros e de Cerimónia, visto que o Grupo Folclórico da Casa do Povo de Alte recria o tradicional casamento camponês na sua Aldeia, nomeadamente no dia 1 de Maio de cada ano.

 

Nota:

 

1. Esta informação é só um cheirinho do muito que há a saber sobre Alte e os seus atributos. Por isso, a marafada aconselha a visita a essa terra fantástica e o contacto real com uma das aldeis mais portuguesas de Portugal.

 

01
Mai11

Os "Maios" ou "Maias"

Lígia Laginha

 

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje inicia-se um  novo mês, é dia do trabalhador e da mãe, e é dia de piqueniques onde os caracóis não podem faltar.

 

Hoje a marafada louletana decidiu falar-vos um pouco de uma tradição não só nossa, dos louletanos, mas também um pouco de todos os algarvios.

Essa tradição ancestral terá origem em costumes da Roma pagã, ligados ao culto da natureza e às festas em honra da Deusa Flora e de outras divindades, e constiste em, durante os primeiros dias de Maio, arranjarem-se grandes bonecos de trapos e enfeitá-los com flores. A estes bonecos, personificação da Primavera e da fecundidade, chamam-se "Maios" ou "Maias", consoante o sexo representado. Estes bonecos são colocados no jardim, no cimo do telhado ou no meio da casa e em torno deles desenvolvem-se danças e cantares.

A tradição manda também que se "ataque o Maio" logo bem cedinho, o que se faz comendo figos secos e bebendo aguardente de medronho.

Esta tradição prevalece nos dias de hoje, sobretudo no Interior do Concelho de Loulé, onde os festejos populares passam por piqueniques no campo. Em Alte, uma das aldeias mais rústicas de Portugal, as comemorações desta data atraem muitos turistas com o Festival de Folclore e a Cerimónia tradicional de Casamento da Boda. 

 

Nota:

 

1. Todos os anos, por altura do mês de Maio, é colocada à porta da Cozinha Tradicional situada no Castelo de Loulé uma "Maia" bem florida que convida os visitantes a entrar e a "atacar o Maio" com bolos secos e um copinho de medronho. Visite e verá que vai gostar.

 

2. Bons piqueniques.