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Marafações de uma Louletana

Blog sobre Loulé e as suas gentes

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Marafações de uma Louletana

29
Ago11

EXPOSIÇÃO DE JOÃO VAZ DE CARVALHO E JOÃO CASTRO E SILVA

Lígia Laginha

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Foi inaugurada este sábado, 27 de Agosto, pelas 19h00, a Exposição conjunta de João Vaz de Carvalho e João Castro e Silva, patente ao público na Galeria de Arte do Convento Espírito Santo, em Loulé, até 29 de Outubro.

João Vaz de Carvalho nasceu no Fundão em 1958. O contacto e vivências com a ruralidade envolvente viriam a marcar profundamente o seu trabalho e a sua linguagem pictórica. Nos anos 80, instala-se em Coimbra na oficina de Vasco Berardo, onde irá trabalhar entre 1981 e 1984 no desenho, na pintura e na cerâmica. É a partir de 1987 que começa a expor o seu trabalho, passou por inúmeras galerias, entre as quais, Altamira, Edicarte, Miron-Trema, Novo Século, entre outras.
Com vários trabalhos publicados em livros e na impressa nacional, por exemplo no “Diário de Notícias”, João Vaz de Carvalho é também uma presença constante na Bienal Ilustração Portuguesa, sendo o vencedor do 1º prémio Ilustrare 2005. Para além destes, tem participado também em outras exposições de referência na área da ilustração, como por exemplo o Prémio Stuart de desenho de Impressa e o World Press Cartoon.

 

 


Representar um corpo é isolar uma forma permanente que na realidade não existe, em que os ‘traços inalteráveis’ serão percepcionados num processo que tenta congelar o constante fluxo desse corpo, num estado de imutabilidade. Estes são os princípios que as obras de João Castro e Silva encerram na sua genialidade. 
A Exposição pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 10h00 às 19h00, e aos sábados, das 9h30 às 14h00.

 

26
Ago11

Presidentes da Câmara Municipal de Loulé (V) - Francisco Guerreiro Barros

Lígia Laginha

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje falamos de Francisco Guerreiro Barros, louletano que foi Presidente da Câmara Municipal de Loulé entre 1959 e 1961.

 

Francisco Guerreiro Barros nasceu em Loulé em 1993.

Fez na sua terra natal e no Seminário de São José, de Faro, os primeiros estudos. Abandona a vida eclesiástica, pelo advento da República, e matricula-se na Escola Primária Superior e na Escola do Magistério Primário da mesma cidade.

Dedicou-se ao comércio de frutos secos, ligado a uma importante firma louletano-farense.

Entretanto foi nomeado chefe da Secretaria do Liceu de Faro, em 1927, funções que exerceu durante alguns anos.

Foi igualmente vereador, vice-presidente e presidente da Câmara Municipal de Faro, presidente da Câmara Municipal de Loulé, membro da Direcção da Caixa de Providência e Abano de Família do Distrito de Faro, presidente do Rotary Clube de Faro e Presidente da Direcção do Grémio dos Exportadores de Frutos e Produtos Hortícolas do Algarve.

Colaborador assíduo da imprensa regional, cujos artigos abordam temas de cariz económico.

Terá tomado posse como Presidente da Câmara Municipal de Loulé no decurso do ano de 1959, sendo que surge como tal em documentação de 9 de Junho de 1960. Durante a sua presidência instala-se definitivamente a Biblioteca Municipal com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, no edifício dos Paços do Concelho. É dada continuidade ao trabalho no plano educacional, de construções de escolas e cursos nocturnos para adultos e de estudo de localização da Escola Industrial e Comercial de Faro.

Francisco Guerreiro Barros morreu em Faro no ano de 1974.

 

25
Ago11

Património Louletano (VII) - Ermida de Nossa Senhora da Conceição

Lígia Laginha

 

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje voltamos a falar de património e a escolha recaiu sobre a Ermida de Nossa Senhora da Conceição:

 

As origens deste pequeno templo remontam a meados do século XVII. Pensava-se que tinha sido construído da parte de fora das muralhas medievais, adossado a uma das portas então existentes, no local onde as Visitações da Ordem Militar de São Tiago de 1565 referem ter existido um nicho. No entanto, novas revelações vieram pôr de parte esta suposição. 

Na sequência da Restauração da Independência, nas Cortes de 1646, D. João IV emitiu um voto de acção de graças, consagrando Nossa Senhora da Conceição padroeira de Portugal. Ordenou, então, que se colocasse às entradas das cidades e vilas uma lápide evocativa deste acontecimento. A lápide existente na fachada principal da Ermida de Nossa Senhora da Conceição de Loulé parece corresponder, não só aos desígnios do Rei D. João IV, mas também ao impulso que motivou a construção do templo, surgindo a data de 1656 como o ano provável do início das obras.
Para além dos elementos característicos do Estilo Chão, detectáveis na utilização da planta de nave única e na sobriedade da fachada, nomeadamente nos vãos e nos enrolamentos do ático, referem-se como especificidades deste templo, a ausência de capela-mor, o revestimento total da fachada da Ermida com cantaria e o encontrar-se ladeada por habitações.
Em meados do século seguinte, a Confraria de Nossa Senhora da Conceição das Portas da Vila foi responsável pela renovação da ornamentação interior da Ermida, resultando desta intervenção uma das mais interessantes manifestações artísticas setecentistas do Algarve. No entanto, algumas intervenções posteriores têm descaracterizado a ornamentação deste templo: a abertura de uma porta na parede do lado do evangelho e a consequente destruição de um dos painéis de azulejaria; a construção de um coro alto; a pilhagem de azulejos na parede do fundo e a completa destruição da pintura da cobertura, restando somente uma tela pintada e em mau estado de conservação.
Foi classificada como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto-Lei nº35443, de 2 de Janeiro de 1946.
Entre 1743 e 1747 foram eleitos como responsáveis desta Confraria, Diogo de Sousa e Sarre, para Juiz, Henrique da Costa Pestana, para Escrivão, e Brás Camacho Navarro, para Recebedor. Apresentavam como projecto ornamentar o interior do templo. Para tal contrataram, no dia 20 de Dezembro de 1743, com o escultor farense Miguel Nobre, a feitura do retábulo, pelo preço de 350 réis. O dito escultor deveria fazer esta obra "conforme o risco que se lhe entregou" e transportá-la de Faro para Loulé, dando o trabalho concluído até 1745.
Por sua vez, Diogo de Sousa e Sarre, o mais prestigiado pintor algarvio, comprometeu-se, juntamente com o seu colega de ofício, Rodrigo Correia Pincho, também morador em Loulé, a dourar, pintar, estofar e encarnar, não só a talha mas também as imagens do Arcanjo S. Miguel e do Anjo da Guarda, até ao dia da padroeira, no ano de 1747.
O retábulo, enquanto elemento proeminente do conjunto arquitectónico, determinou o programa decorativo a realizar. A "cornija" de Talha, que percorre as paredes da Ermida, é a continuação do entablamento do retábulo e serve de delimitação aos painéis de azulejaria figurativa, cujo esquema iconográfico é a continuação da temática mariana, já apresentada no retábulo.
Atendendo a que a talha deveria estar colocada no seu lugar até Dezembro de 1745, é natural que a azulejaria tenha sido posta simultaneamente, desconhecendo-se não só a oficina lisboeta que a realizou, mas também o mestre local que a encomendou e assentou.
Os azulejos apresentam já alguns elementos do formulário rocaille, nomeadamente nos concheados das cercaduras das cartelas, onde se lêem inscrições latinas.
O esquema iconográfico apresentado no retábulo, permite-nos conhecer as devoções desta Confraria e, particularmente, dos seus responsáveis.
O local das diversas representações escultóricas obedece a uma hierarquia. A imagem de Nossa Senhora da Conceição, orago deste templo, ocupa o lugar principal, no centro da tribuna. Segue-se o Menino Jesus, colocado no nicho superior. Depois surge Sant'Ana, a mãe da Virgem, no centro da banqueta. O pai e o marido da Virgem, respectivamente, S. Joaquim e S. José, preenchem as peanhas dos intercolúneos. Finalmente, sem ligação com a temática mariana, o Anjo da Guarda e o Arcanjo S. Miguel estão na banqueta ao lado de Sant'Ana.
Pelas afinidades formais de todas estas esculturas com as restantes representações figurativas existentes no retábulo, pode-se deduzir terem sido feitas pelo mesmo entalhador, o mestre Miguel Nobre.
Na "Monografia do Concelho de Loulé", Ataíde de Oliveira refere que "o tecto desta Ermida em 1841 estava maravilhosamente pintado pelo insigne pintor desta vila, o célebre Joaquim José Rasquinho. Hoje essa pintura foi substituída por trabalho a gesso (...) tendo ao centro um lindo quadro alusivo à assumpção da Virgem, obra do nosso insigne pintor Rasquinho, e que, antes da reforma do tecto, já ali existia".
É provável que a cobertura deste templo apresentasse uma ornamentação coeva e semelhante à que hoje existe na Ermida de Nª Srª da Piedade, em Loulé, onde no meio da pintura em perspectiva e do período rocaille, pontua uma tela respeitante à padroeira.

A Câmara Municipal de Loulé, conjuntamente com a Paróquia de S. Clemente, candidatou a Ermida de Nossa Senhora da Conceição, de Loulé, ao Prémio Igreja Segura, organizado por várias entidades nacionais, entre elas o Instituto Superior de Polícia Judiciária. Após o concelho de Loulé ter ganho o Prémio Igreja Segura, no ano de 2005, a autarquia começou a desenvolver esforços para a recuperação do referido espaço. No ano de 2007 iniciaram as obras de conservação e restauro das estruturas interiores e exteriores. Durante este período procederam-se a escavações no interior deste espaço religioso, que vieram a revelar a existência da Porta de Portugal (uma das portas do castelo, cuja localização era desconhecida) no interior da Ermida. No mesmo período, quando se estava a retirar o reboco da parede de fundo da sacristia, ficou a descoberto um dos torreões do castelo.

No dia 29 de Novembro, de 2008, pelas 15h, procedeu-se à cerimónia de inauguração do restauro da Ermida de Nossa Senhora da Conceição, tendo sido apresentado o livro “Plano de Emergência Interno. Projecto Igreja Segura – Igreja Aberta”, mais um instrumento para a salvaguarda e protecção do património material.

 

Nota:

 

A Ermida de Nossa Senhora situa-se na Rua Dom Paio Peres, em Loulé, e pode ser visitada nos seguintes horários*:

 

- De segunda a sexta: das 10h00 ao 12h30 e das 14h às 19h

 

- Sábados: Das 9h30 às 14h.

 

* Estes horários correspondem ao periodo de Verão que decorre até 17 de Setembro. 

21
Ago11

O Centro Interpretativo dos Frutos Secos

Lígia Laginha

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

A alfarroba, os figos e a amêndoa têm tido ao longo dos tempos um papel bastante importante na economia do Algarve. Embora em diminuição essa importância continua a existir pois os frutos secos são parte fulcral da nossa doçaria e, em suma, das nossa tradições.

 

Neste sentido existe em Loulé, localizado na Rua Gil Vicente, n.º14, um Centro Interpretativo dos Frutos Secos. Este Centro, que foi inaugurado em Dezembro de 1998, apresenta uma pequena unidade fabril de produção e comercialização de frutos secos desactivada na década de oitenta do século passado. A empresa de “Francisco Joaquim Bota & Filhos, Lda”, cuja sociedade por quotas foi estabelecida a 1 de Julho de 1943, estava vocacionada para a transformação e comercialização de figos, amêndoas e alfarrobas.

O Centro Interpretativo é composto por um único espaço de exposição de longa duração. No espaço expositivo pode observar-se uma máquina de partir amêndoa e uma máquina de triturar alfarroba, para além de alguns exemplares de frutos secos, fotografias e gravuras alusivas aos trabalhos de varejo e apanha desses frutos secos, os quais possibilitam aos visitantes o contacto directo com os processos tradicionais e uma melhor compreensão e conhecimento desta actividade socioeconómica no concelho de Loulé.

 

Nota:

 

1. Em plena época de varejo (os frutos secos para cairem da árvore-mãe têm de ser varejados, normalmente com uma cana comprida) aqui fica uma interessante sugestão. Visitem este Centro que está aberto nos dias úteis das 9h00 ao 12h30 e das 14h00 às 17h30. Aos sábados podem visitar esta exposição das 10h às 13h00.

 

2. A imagem publicada mostra uma máquina de partir amêndoas, máquina esta que pode ser observada no Centro Interpretativo de Frutos Secos.

 

 

 

20
Ago11

O Cine Teatro Louletano

Lígia Laginha

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje falamos de um ex-libris da Cidade de Loulé: O Cine Teatro Louletano

 

O Cine Teatro manteve-se ao longo de 75 anos de existência como propriedade da Sociedade Teatral Louletana, constituída em 1925 com o objectivo de “construir um teatro e suas dependências, a respectiva exploração em todas as suas manifestações de arte dramática, lírica, cinematográfica, concertos musicais, serões e conferências artísticas e em tudo o mais que lhe é próprio, excepto comícios políticos”. De entre o nome dos seus fundadores estavam Alberto Rodrigues Formosinho, António Maria Frutuoso da Silva, Artur Gomes Pablos, David Evaristo d'Aragão Teixeira, Dr. Joaquim Cândido Pereira de Magalhães e Silva, José da Costa Ascenção,José da Costa Guerreiro, José Martins Júnior e Manuel dos Santos Pinheiro Júnior que investiram um capital social de 180 contos divididos em nove quotas de 20 contos, ao qual se juntaram dois terrenos, um deles adquirido em hasta pública à Câmara Municipal de Loulé.

A inauguração oficial do teatro deu-se a 19 de Abril de 1930 mas, entre 15 e 23 de Março, já funcionara como cinema.

Na inauguração actuou a Companhia Teatral, da grande actriz Ilda Stichini, da qual faziam parte os artistas Clemente Pinto, Luz Veloso, Luís Prieto, Joaquim Oliveira, Alves da Costa, Maria Lagoa, Fernanda de Sousa e outros mais. Apresentaram a peça “Se eu quisesse”; no segundo dia “Os Filhos” e no terceiro “O Tambor e o Guiso”.

Para além das autoridades concelhias, estiveram, presentes nesta cerimónia autoridades distritais como o Governador Civil, o Secretário Geral e outras, além de muitos populares de Faro, Olhão, S. Brás, etc..

Durante décadas passaram por este palco grandes figuras da cena como Alves da Cunha, Berta de Bívar, Chaby Pinheiro, companhias de revista, etc., e mais recentemente alguns dos melhores actores nacionais como Maria do Céu Guerra ou Raul Solnado.

No que concerne ao cinema, foram ali projectadas películas de fama mundial que encheram por completo aquela que é considerada a mais importante sala de espectáculos do Algarve.

Após vários anos de negociação difícil e burocrática com os proprietários do Cine Teatro Louletano, a Câmara Municipal de Loulé adquiriu, em 2003, este ex-líbris cultural da cidade, do concelho e de toda a região. Ao longo dos tempos, o papel desempenhado pela autarquia em termos de promoção dos eventos realizados neste espaço, bem como da manutenção do edifício, foi fundamental para que o Cine Teatro não fechasse as suas portas ou não chegasse mesmo a ser demolido, apesar deste ser um edifício de domínio privado.

Ao longo dos anos, a Câmara Municipal tem levado a efeito obras de conservação e modernização deste imóvel de forma a satisfazer as exigências dos espectáculos de qualidade que, cada vez mais, farão parte do cartaz de animação deste local, com excelentes condições acústicas e de espaço para acolher grandes eventos, oferecendo uma maior comodidade aos seus usufruidores.

 

17
Ago11

Presidentes da Câmara Municipal de Loulé (IV) - Eduardo Delgado Pinto

Lígia Laginha

 

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje voltamos a falar daqueles, que em determinada altura, estiveram à frente dos designios da nossa autarquia. E o eleito é Eduardo Delgado Pinto:

 

Eduardo Delgado Pinto nasceu em 1918.

Director da Farmácia Pinto durante 30 anos, a primeira sessão que preside enquanto Presidente da Câmara Municipal de Loulé data de 10 de Março de 1965. Continuando a obra do seu antecessor, José João de Ascensão Pablos, promove a beneficiação das fontes públicas, a construção de casas para magistrados e a construção da rede de esgotos de Quarteira. Saliente-se também a reparação de arruamentos nas sedes das freguesias, a aprovação do projecto da Pousada de Juventude em Quarteira, a electrificação da Ponte de Salir, a construção de lavadouros públicos em S. Clemente e Alte, o projecto de abastecimento de água em Vilamoura, etc.

A última sessão que assinou data de 24 de Fevereiro de 1969.

Faleceu em Faro no dia 8 de Outubro de 1976.


08
Ago11

Freguesias do Concelho de Loulé (V) - Boliqueime

Lígia Laginha

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje falemos de Boliqueime:

 

Boliqueime, sede de freguesia, situa-se na encosta de uma pequena colina à vista do mar e tocando, já, o barrocal. "Vizinha do Mar", terá ido buscar o nome, aos Olhos de Água, segundo defende Ataíde Oliveira, num tempo em que Genoveses, Sicilianos e Venezianos, pelos séculos XIII, XIV e XV, andavam na faina pesqueira pelos mares do Algarve e ali se abasteciam de água potável.O "Povo Velho", a poucos passos da povoação e antiga sede da freguesia, foi destruído pelo terramoto de 1755 que deitou por terra o templo medieval de três naves. Já na encosta e rodeada pela povoação propriamente dita, a Igreja actual foi construída logo em 1759 e dedicada ao mártir São Sebastião. 

Lugar relevante é o que ocupam, ali e na piedade tradicional do povo de Boliqueime, o altar e a bonita imagem de Nossa Senhora das Dores. A sede da freguesia é constituída por um aglomerado habitacional com algumas casas típicas, ruas estreitas com recantos acolhedores. Boliqueime é uma vasta freguesia rural que compreende uma área de 4.139 ha, com cerca de 5.000 habitantes, que se distribuem por vários sítios que constituem aglomerados dispersos.Estende-se, na linha nascente-poente, sobre um largo e bonito horizonte que tem por fundo o mar, circunstância que vem assinalada no nome de um dos seus sítios, que escolheu para si a designação de Maritenda, que significa, justamente, a que se estende sobre o mar. 

Estende-se para o interior, no sentido sul-norte, desdobrando-se em férteis campinas e em graciosas colinas, algumas delas já viradas para a serra. A excelência da paisagem e o superior acolhimento da sua gente constituem forte atracção para nacionais e estrangeiros que de longe a visitam e a escolhem para residência.Os valores da ruralidade caracterizam a freguesia de Boliqueime, que vive fundamentalmente da agricultura de sequeiro e de regadio. E vive, também, do comércio que se localiza próximo do aglomerado urbano e na Fonte de Boliqueime, ao mesmo tempo que se estende ao longo da E.N. 125. 

Mantêm-se vivas, ali, algumas tradições, tais como as feiras de 4 de Agosto e 17 de Outubro; a festa em honra de Nossa Senhora das Dores, São Luís e São Sebastião, em Setembro; a festa de São Faustino, no Domingo de Pascoa. De tradição mais recente, celebram-se ali, em meados de Junho, as festas de São João.Boliqueime começa a estar dotada de equipamentos sociais significativos e tem uma vida associativa que revela alguma dinâmica, com diversas colectividades culturais, desportivas e recreativas. Entre outros equipamentos de incontestável interesse público, são de destacar: o Lar da Terceira Idade com o Centro de Dia, a Creche e o Jardim de Infância; a moderna Escola Básica Integrada; a nova extensão do Centro de Saúde de Loulé; o Pavilhão Gimnodesportivo e a Sociedade Recreativa.Boliqueime reune, efectivamente, condições que lhe permitem um crescimento harmonioso. 

Do ponto de vista geográfico, a natureza a colocou no coração do Algarve e dotou-a com a riqueza paisagística e do solo: Está servida por uma boa rede de comunicações e a sua própria história a dignifica. O querer, o saber e o ser da sua gente lhe asseguram a possibilidade de um crescimento promissor, integrado. Do ponto de vista humano, mantém vivos os valores, os saberes e os sabores que dão expressão à vida em comunidade.São filhas de Boliqueime figuras de destaque como Cavaco Silva, Lídia Jorge, Aliete Galhoz, Carminda Cavaco, Ruivinho Brazão, entre outros.

Para além da agricultura e do comércio, o turismo pode vir a constituir uma mais valia para a freguesia de Boliqueime. O órgão de informação local, "O Correio Meridional", poderá vir a servir a promoção de uma das mais interessantes freguesias do Concelho de Loulé.

05
Ago11

Feira do Livro e do Artesanato de Quarteira

Lígia Laginha

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

A partir de hoje e até 14 de Agosto, a Marginal de Quarteira volta a ser palco de mais uma Feira do Livro e do Artesanato.

 

 

O certame contará com 30 pavilhões onde estarão representadas as seguintes editoras: Instituto Piaget, Esfera dos Livros, Guerra e Paz, Objectiva, Cavalo de ferro, Esquilo, Planeta Manuscrito, Âmbar, Arte em movimento, Publicações D. Quixote, Caminho, Texto, Teorema, Livros do Brasil, Porto Editora, Gradiva, Dinalivro, Civilização Editora, Clube Autor, Evereste, Impala, Konsoante, Leya, Academia do Livro, Asa, Caderno, Casa das Letras, Estrela Polar, Gailivro, Lua de Papel, Oficina do Livro, Quinta essência, Sebenta e Presença.

 

A vertente de artesanato contará com 52 pavilhões em representação de 49 artesãos e 12 produtores agro-alimentares, oriundos do Concelho de Loulé, de outros pontos do Algarve e até mesmo de outras regiões do país. 

 

Mais uma vez o artesanato tradicional está em destaque, com muitos expositores a trabalharem ao vivo. Dos trabalhos em palma, madeira e trapologia, típicos do interior, à cerâmica decorativa, bijutaria e acessórios de moda mais urbanos, a feira oferece ao visitante um leque alargado de produtos genuínos e de qualidade. Para os apreciadores da gastronomia local, podem ainda encontrar os licores e compotas regionais, o mel, os enchidos, a aguardente de medronho e o melhor da doçaria algarvia.

 

A Biblioteca Municipal contará com a presença de dois pavilhões com actividades diárias:


Dia 5 – 21h30 - História para pais e filhos “Barriguinha” de Steve Smallman;

Dia 6 – 21h30 - Atelier de Expressão Plástica para pais e filhos – Pinturas com Sal colorido;

Dia 7 – 21h30 - História para pais e filhos “É tão injusto” de Jonathan Allen;

Dia 8 – 21h30 -  Atelier de Expressão Plástica para pais e filhos – Pinturas com areia;

Dia 9 – 21h30 -  História para pais e filhos “As poções secretas da professora Parassalsa” de Robin Tzannes;

Dia 10 – 21h30 - Atelier de Expressão Plástica para pais e filhos – Construção de Moinhos de Vento;

Dia 11 – 21h30 - História para pais e filhos “Meninos de todas as cores” de Luísa Ducla Soares;

Dia 12 – 21h30 - Atelier de Expressão Plástica para pais e filhos – Origami;

Dia 13 – 21h30 - História para pais e filhos “Anjos” de Carla Antunes;

Dia 14 – 21h30 - Atelier de Pinturas Faciais e Pinturas colectivas.

 

O horário de funcionamento é o seguinte: domingo a quinta-feira, das 19h00 às 00h00, e à sexta-feira e sábado, das 19:00 às 1:00 horas.

 

No dia de abertura, pelas 19h00 e 21h30 decorrerá no recinto da feira o espectáculo “Os livros na nossa vida” pelo T.A.L. - Teatro Análise de Loulé - Casa da Cultura de Loulé.

 

Nota:

 

1. A entrada é livre. Aproveitem!



04
Ago11

A Praia da Quinta do Lago

Lígia Laginha

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Mais uma ida até à praia:

 

A Praia da Quinta do Lago situa-se em pleno Parque Natural da Ria Formosa, numa zona de grande equilíbrio ecológico e sensibilidade paisagística. Esta praia está associada a uma estância turística de alta qualidade, com excelentes infra-estruturas, compreendendo, entre outras, a prática de golfe e ténis, actividades equestres e uma vasta oferta a nível de desportos náuticos. O acesso ao areal é feito através duma ponte em madeira perfeitamente enquadrada no meio, a mais extensa da Europa (com 300m), que se eleva sobre os esteiros da ria. É uma das zonas do Concelho onde existe uma maior biodiversidade, com grande variedade de habitats, sendo um local privilegiado para a observação de avifauna. Existem aqui dois trilhos pedestres demarcados, onde se pode avistar de perto Patos-Reais, Galeirões e Galinhas-Sultanas, entre outros. As dunas estão bem conservadas e mostram uma flora rica e aromática muito diversificada. Tem apoio de praia com instalações sanitárias restaurante/bar, vigilância, concessão de toldos e desportos náuticos motorizados.

 

Nota:

 

1. Circule pelos passadiços de modo a contribuir para a preservação do sistema dunar.

 

01
Ago11

Freguesias do Concelho de Loulé (IV) - Querença

Lígia Laginha

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje vamos até Querença, uma das mais afamadas freguesias do interior louletano.

 

Situada num monte fica a aldeia de Querença que dá o nome à freguesia, que já pode caracterizar-se pela transição entre o Barrocal e a Serra. As casas descem pela encosta em todas as direcções, situando-se bem lá no alto a pequena e bonita Iigreja, orgulho das gentes de Querença. A aldeia, de ocupação bem antiga, como provam os vestígios pré-históricos encontrados na região, desenvolve-se a partir do alto de um monte, estendendo o casario branco pela encosta marcada por ladeiras íngremes e empedradas. Barras azuis emolduram portas e janelas, e algumas chaminés rendilhadas, redondas e rectangulares, vão decorando os telhados bem visíveis. Platibandas ricamente trabalhadas marcam alguns edifícios ao longo da subida.
É nesta freguesia que se destila um dos mais afamados medronhos e se produz o mais apreciado chouriço, para além de outras tipicidades. A Festa das Chouriças constitui, entre outros, um dos pontos mais altos das festividades que em Querença se realizam anualmente.

Nesta freguesia encontramos uma gastronomia típica que os restaurantes locais conservam o mais genuinamente possível. São pratos típicos de Querença, entre outros, a Galinha Cerejada, o Galo de Cabidela e o Xerém (as papas do milho, tradicional do Algarve).

As grutas da Salustreira com quase oitenta metros de comprimento e doze de altura, junto à Fonte da Benémola - área protegida de rara beleza e originalidade - são ponto de passagem obrigatória para quem visita a freguesia.

De salientar que a Freguesia de Querença, em virtude da criação institucional da nova Freguesia da Tôr, em 1997 então a integrava, acaba de ver substancialmente reduzida a sua área geográfica.

 

Nota:

 

1. De Querença são naturais alguns dos mais ilustres louletanos, parte deles já aqui referenciados, como é o caso de Quirino dos Santos Mealha.