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Marafações de uma Louletana

Blog sobre Loulé e as suas gentes

Blog sobre Loulé e as suas gentes

Marafações de uma Louletana

09
Jun11

Presidentes da Câmara Municipal de Loulé (I) - José João Ascensão Pablos

Lígia Laginha

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje este blog marafado inaugura mais uma rúbrica: os Presidentes da Câmara Municipal de Loulé. Porque são sem dúvida personalidades cuja a acção foi contruindo o que hoje se chama "Concelho de Loulé". Sobre algumas destas pessoas não dispomos hoje de bastos elementos que permitam traçar o que foi a sua vida e a sua acção governativa, assim sendo, lamentavelmente nem todos os Presidentes serão aqui "biografados".

 

Começemos então por José João Ascensão Pablos:

 

José João Ascensão Pablos nasceu na Freguesia de S. Clemente em 15 de Agosto de 1910.

A 7 de Abril de 1956 tomou posse como Vice-Presidente da Câmara Municipal de Loulé. Foi nomeado Presidente da referida edilidade a 4 de Setembro de 1957, cargo que exerceu até 2 de Janeiro de 1959.

A sua acção enquanto Presidente incidiu na continuação do projecto educativo dos cursos nocturnos, na electrificação das povoações do Concelho e da Av. José da Costa Mealha, na construção de uma lavadouro público em Quarteira e no inicio da 2.ª fase da construção do Parque Municipal.

Depois de um interregno, em que fora Presidente do Município Francisco Guerreiro Barros, nas “Actas de Vereação” de 12 de Abril de 1962, o nome de José João Ascensão Pablos volta a surgir como Presidente, não sendo no entanto possível datar a  1.ª sessão a que presidiu. Neste segundo mandato destacam-se as seguintes iniciativas: a beneficiação de fontes públicas, a aprovação do Parque de Turismo de Quarteira, a ampliação do cemitério, a reparação do Mercado Municipal de Loulé dotando o mesmo de mais bancas, o projecto da rede de esgotos de Quarteira, o estabelecimento do Mercado mensal em Boliqueime, entre outras. Este segundo mandato terminou em 1965.

José João Ascensão Pablos faleceu em Loulé a 06 de Agosto de 1974.

 

Nota:

 

1. Na falta de uma outra fotografia de José João Ascensão Pablos copiei esta do blog "SEbastião". Ascensão Pablos é o homem no centro da fotografia.

 

29
Mai11

Ilustres Louletanos (VIII) - José Cavaco Vieira

Lígia Laginha

 

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje voltamos a homenagear quem na nossa terra se destacou e o ilustre louletano escolhido foi: José Cavaco Vieira.

 

Agraciado pela Câmara Municipal de Loulé com a Medalha Municipal de Mérito - Grau Prata, em 1993, José Cavaco Vieira nasceu em Alte, em 1903. Um apaixonado pela cultura local, nos anos 30 e 40 dedicou-se a lançar as bases de uma etnografia popular, participada pelas populações locais e baseada em princípios científicos sérios de recolha e divulgação. Estudou em Lisboa, onde tirou o curso de Guarda-Livros e aprendeu línguas (francês e inglês). Foi presidente da Junta de Freguesia muitos anos e funcionário da Caixa Agrícola mais de três décadas. Foi membro fundador do Grupo de Amigos de Alte, que por sua vez criou o jornal "Ecos da Serra", em Dezembro de 1967, para apoiar moralmente os soldados no Ultramar e emigrantes. Neste jornal escreveu inúmeras crónicas, na célebre rubrica "Conversando", discorrendo sobre a etnografia, a política, a ecologia, a religião, a literatura e a biografia popular. Da sua visão artística e ecológica nasceram em Alte a escultura camoniana da Fonte Grande e também o Cristo de madeira que expôs em sua casa. José Cavaco Vieira sabia ainda tocar viola e violino. Faleceu na sua aldeia natal em 2002.

Em 23 de Novembro de 2003, no âmbito das comemorações dos cem anos do seu nascimento, foi inaugurada, em Alte, uma escultura em homenagem a José Cavaco Vieira da autoria de Fernanda Assis e Marcílio Campina.

 

23
Mai11

Ilustres Louletanos (VII) - José Alves Batalim Júnior

Lígia Laginha

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje este singelo blog decidiu homenagear um homem que será sempre querido a Loulé, pelo menos para os mais velhos e para aqueles que o conheceram e cujas circunstâncias da vida obrigaram a precisar da sua ajuda. Esse homem é José Alves Batalim Júnior, ou seja, o Dr. Batalim, médico dedicado e altruísta a quem Loulé muito deve. Natural de Monchique, foi mais louletano do que o são ou foram alguns!

 

Assim sendo:

 

José Alves Batalim Júnior, nasceu na Vila de Monchique no dia 15 de Setembro de 1927.

Frequentou a Escola Primária em Monchique e concluiu o Ensino Liceal no Liceu João de Deus em Faro. Ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra em 1950, concluindo a licenciatura em 1956.

Com manifesta inclinação para a Cirurgia, opta por efectuar o Estágio Obrigatório num Serviço de Cirurgia.

Em 1958 é admitido no Internato Complementar de Cirurgia e é colocado no serviço de Cirurgia I dos Hospitais da Universidade de Coimbra. Apresentou-se, em1962, a exame da Especialidade de Cirurgia Geral pela Ordem dos Médicos, tendo sido aprovado por unanimidade com distinção.

Já com o título de especialista em cirurgia, organiza uma Equipa Cirúrgica que quinzenalmente se deslocava a Loulé para observar doentes e realizar intervenções cirúrgicas já programadas.

Durante o período que estudou em Coimbra, o Dr. Batalim dedicou-se também à prática desportiva. Foi director da Secção de Futebol da Associação Académica de Coimbra de1955 a1958. Praticou hóquei em patins e foi também dirigente desta Secção da Associação Académica.

Em 1963 decidiu voltar ao Algarve e foi admitido como médico-cirurgião do Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Loulé, do qual foi Director durante largos anos.

Após a transformação do Hospital da Misericórdia em Centro de Saúde de Loulé, passou a exercer a sua actividade como Assistente da Carreira Médica, encarregado da Consulta de Cirurgia.

Após a sua reforma por imposição de idade, foi contratado para continuar a sua actividade no Centro de Saúde de Loulé.

O Dr. Batalim e a sua esposa, Maria Augusta Mendonça Batalim, faleceram num trágico acidente de viação no dia 28 de Maio de 1999.

Em 2000 foi agraciado pelo Município Louletano com a Medalha Municipal de Mérito - Grau Ouro.

Em 2001 a Câmara Municipal de Loulé homenageou este ilustre louletano e a sua esposa com a colocação do seu busto em bronze no Largo Tenente Cabeçadas.

 

Nota:

 

1. Até sempre Dr. Batalim.

13
Mai11

Ilustres Louletanos (VI) - José Viegas Gregório

Lígia Laginha

 

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Numa altura em que se aproxima o feriado municipal, este ano celebrado a 2 de Junho, e com ele a Festa da Espiga, festividade conhecida e aclamada por todos os louletanos que se prezam, este singelo blog decidiu fazer uma justa homenagem ao criador da referida festa, José Viegas Gregório.

 

José Viegas Gregório nasceu em Salir no ano de 1915. Iniciou a sua actividade no comércio e passados alguns anos dedicou-se à agricultura.

Em 1952 iniciou a sua actividade pública, assumindo o cargo de Secretário da Junta de Freguesia de Salir. Seis anos depois foi eleito presidente da mesma Junta, funções que exerceu até Setembro de 1974. Regressaria à presidência da Junta de Freguesia nas eleições de 1982, mandato que cumpriu até 1985.

Uma das suas grandes paixões era o coleccionismo de tudo quando pudesse de alguma forma estar ligado a Salir. Daí o vasto acervo que deixou e que inclui diversos vestígios históricos, jornais e documentação da mais variada que inclui cartazes, programas de festividades realizadas em Salir e um vasto espólio fotográfico. Durante 43 anos foi correspondente do jornal “O Século” e colaborou em diversos jornais locais e regionais.

Contudo, José Viegas Gregório será sempre lembrado sobretudo pela criação da chamada Festa da Espiga, realizada em Salir, por sua iniciativa, desde 1968. A importância que este evento alcançou, desde o inicio, como cartaz turístico do interior algarvio foi tal que a Câmara Municipal mudou para este dia o seu feriado municipal.

Em 1991 foi alvo de uma homenagem pública promovida pela Junta de Freguesia de Salir tendo sido atribuído na altura o seu nome a uma das principais artérias da referida Freguesia.

Em 1993 foi agraciado pela Câmara Municipal de Loulé com a Medalha Municipal de Mérito Grau Bronze.

Em 2005 foi inaugurada, em Salir, a Biblioteca José Viegas Gregório.

José Viegas Gregório faleceu a 13 de Outubro de 2007.

 

Nota:

 

1. Oportunamente a marafada voltará a falar na Festa da Espiga e no seu criador.

29
Abr11

Ilustres Louletanos (V) - Pedro de Freitas

Lígia Laginha

 

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje este blog marafado volta à rúbrica "Ilustres Louletanos" e traz-vos um defensor e apologista da sua terra Natal chamado Pedro de Freitas.

 

Pedro de Freitas nasceu em Loulé, no Largo do Carmo, em 1894. Louletano, autodidacta e escritor popular, chegou a ser apelidado de "Embaixador de Loulé", dado o seu esforço para manter vivas as tradições e feitos desta vila, hoje cidade. O primeiro contacto de Pedro de Freitas com a música, onde se destacaria maioritariamente, deu-se em 1902. Em 1903 foi viver para Faro e em 1904 para Olhão, completando a instrução primária numa e noutra localidade. Mais tarde regressa a Loulé onde se emprega como caixeiro de uma mercearia, continuando em simultâneo a aprendizagem da música na Sociedade "Artistas de Minerva". Em 1916 era ferroviário, guarda-freio dos comboios e no ano seguinte parte para a guerra, em França. Aí narra um dos episódios de guerra numa carta que alguns meses mais tarde acaba por ser publicada num jornal. A partir daí, Pedro de Freitas nunca mais deixou de escrever. Em 1926, regressado a Portugal, entra na luta pró Variante do Caminho de Ferro para Loulé, mantendo-se acerrimamente na mesma até 1946. Aquela que Pedro de Freitas descreve como a sua "maior proeza bairrista" foi, no entanto, a grande luta que travou para trazer a Loulé o Batalhão de guerra a que pertencia, o Batalhão de Sapadores de Caminhos-de-ferro, comandado pelo General Raul Esteves. Conseguiu este feito e assim honrou Loulé. A visita do Batalhão e a Festa da Mãe Soberana fizeram convergir a esta cidade milhares de pessoas. Enquanto soldado do referido Batalhão, Pedro de Freitas foi construindo uma espécie de diário que deu corpo ao seu primeiro livro intitulado "As minhas recordações da Grande Guerra". Mais tarde, em 1950, com o livro "História da Música Popular em Portugal", alcançou grande sucesso mesmo em termos internacionais. Esta última obra é também dedicada pelo autor a Loulé. Em 1961, Pedro de Freitas recebe o convite do Senhor Governador Geral da Índia Portuguesa, General Vassalo Silva, para o visitar e escrever um livro. Pedro de Freitas visita então Goa, Damão e Diu e através do que observou escreveu a obra "Eu Fui à Índia". Neste mesmo ano, enquanto membro da Comissão Cultural da "Casa do "Algarve", em Lisboa, cargo que ocuparia durante dez anos, Pedro de Freitas deslocou-se à histórica aldeia de Alvor para defender a ideia da criação da Casa - Museu do Rei D. João II. Durante a sua vida activa Pedro de Freitas escreveu quinze livros, sendo um dos mais importantes "Quadros de Loulé Antigo", monografia da sua terra natal que conheceu diversas edições sendo a primeira de 1964. Pedro de Freitas faleceu no Barreiro em 1987 com 93 anos.

 

Nota:

 

1. Pedro de Freitas doou um imenso espólio à Câmara Municipal de Loulé. Esse espólio, rico em fotografias, cartas e objectos vários, encontram-se hoje no Castelo de Loulé e permite o aprofundamento dos conhecimentos acerca da história e etnografia locais.

 

2. O livro "Quadros de Loulé Antigo" embora escrito de forma apaixonada e muitas vezes instintiva não pode deixar de ser tido em conta como uma obra importante que nos leva ao Loulé dos inicios do século XX e nos transmite as vivências do autor, as tradições da época que infelizmente se vão perdendo, entre outros aspectos que fazem desta monografia um livro único para quem quer traçar a história da cidade louletana. A marafada recomenda a sua leitura.

 

19
Abr11

Ilustres Louletanos (IV) - Engenheiro Duarte Pacheco

Lígia Laginha

 

 

 

Bom dia caríssimos visitantes do “Marafações de uma Louletana”.


Hoje na rubrica “Ilustres Louletanos” fazemos homenagem ao Engenheiro Duarte Pacheco. Fazemo-lo antes de mais por ser uma das personalidades mais importantes que Loulé “deu à luz” e também porque hoje, dia 19 de Abril, se celebram 111 anos sobre o nascimento desse homem invulgar que foi Duarte Pacheco.


José Duarte Pacheco nasceu no seio de uma família numerosa em 1900. Órfão de mãe logo aos seis anos e de pai aos catorze recebeu apoio económico do tio. Tirará, com uma média de 19 valores, o curso de engenheiro electrotécnico no Instituto Superior Técnico no qual é professor com apenas vinte e três anos e vindo a dirigir o mesmo Instituto em 1927.

Ainda estudante alinha, em 1919 aquando do levantamento de Monsanto, no Batalhão Académico, na defesa da República. Em 1926, Duarte Pacheco tem ligações com o oficial da marinha também louletano Mendes Cabeçadas e com Cunha Leal, tendo este formado a União Liberal Republicana, que conspira na preparação do golpe militar de 28 de Maio.

Em Abril de 1928, Duarte Pacheco é nomeado ministro da Instrução, cargo que permanece apenas até Dezembro do mesmo ano. Durante este curto período de tempo é incumbido de ir a Coimbra chamar Salazar para fazer parte do governo presidido pelo General Vicente de Freitas.

Em 1932, Salazar preside pela primeira vez a um governo e nomeia Duarte Pacheco para ministro das Obras Públicas e Comunicações.

Em Janeiro de 1938 é nomeado presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

Durante sensivelmente nove anos de governação, Duarte Pacheco revolucionou profundamente as obras públicas. Estabeleceu um plano urbanístico para o desenvolvimento de Lisboa, teve um papel preponderante nas infra-estruturas que regularizaram o abastecimento de água à capital, assim como nas obras portuárias, na expansão da rede rodoviária, na construção de edifícios escolares, etc.

As obras que inequivocamente permanecem ligadas ao seu nome são: a construção do viaduto de Alcântara, o estádio Nacional, os edifícios do Instituto Superior Técnico, da Casa da Moeda, do Instituto Nacional de Estatística, do Hospital Júlio de Matos, a Alameda D. Afonso Henriques e outros.

Duarte Pacheco viria a falecer em Setúbal, a 16 de Novembro de 1943, num abrupto acidente de viação. Ficou assim uma obra grandiosa a meio.

Loulé, enquanto terra natal deste notório estadista, erigiu em 1953, no dia em que se celebravam dez anos sobre a morte de Duarte Pacheco,  um monumento em homenagem ao malogrado engenheiro e à sua obra.


13
Abr11

Ilustres Louletanos (III) - José Guerreiro Murta

Lígia Laginha

 

Hoje o "Marafações de uma Louletana" escolheu homenagear José Guerreiro Murta. E porque a terra faz os homens e os homens fazem a terra aqui fica mais uma breve biografia, um "cheirinho" que apela a ir mais além.

Bem hajam todos os nossos visitantes.

 

 

 

 

 

 

 

Pedagogo e escritor, José Guerreiro Murta, nasceu em Loulé em 1891. Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa e,em Filologia Românicapela Faculdade de Letras de Lisboa. Leccionou nos liceus de Faro, de Setúbal e de Lisboa, onde foi Reitor do Liceu Passos Manuel. Publicou na "Colecção Estudar É Saber", de que foi co-fundador, seis volumes sobre o estudo e o ensino da Língua Portuguesa. Em colaboração com João de Barros escreveu "Como se devem ler os Escritores Modernos". Foi autor da "Evocação Histórica do 1º Liceu do País" e "Ensino da Redacção da Língua Portuguesa". Colaborou igualmente com a imprensa dirigindo a revista "A Mocidade", assim como a secção de crítica literária da revista "Alma Nova", criada em 1915. Organizou também o I Congresso das Caixas Económicas Portuguesas, publicando nesta área as obras "O Montepio Geral e o seu Iniciador", e "Caixa Económica de Lisboa ou o Primeiro Mealheiro Público". Foi eleito Presidente do Montepio Geral, onde realizou obras de grande importância. Em 1955, foi condecorado com a Ordem de Benemerência. Recusou cargos políticos, mas participou em trabalhos na Junta Nacional de Educação. Pertenceu ainda à direcção dos Jardins-Escola João de Deus e da Casa do Algarve. Deu diversas conferências em que o tema Algarve foi fulcral. Viria a falecer na cidade em que nasceu em 1979.


 

08
Abr11

Ilustres Louletanos (II) - Joaquim Laginha Serafim

Lígia Laginha

Bom dia e bem-vindos ao "Marafações de uma Louletana".

Continuamos a falar de ilustres louletanos e hoje a personalidade escolhida é o Engenheiro Laginha Serafim.

Disfrutem da breve biografia e procurem saber mais se for esse o vosso desejo.

Boas marafações!

 

 

 

 

 

Joaquim Laginha Serafim nasceu em Loulé em 1921 e faleceu em Lisboa em 1994. Licenciado em Engenharia Civil, no Instituto Superior Técnico, em 1944, foi convidado a frequentar um curso nos Estados Unidos, destinado a cientistas e engenheiros estrangeiros. Foi professor catedrático das Universidades de Coimbra e de Maputo, e recebeu o grau de Doutor Honoris Causa pelas Universidades de Liége e do Rio de Janeiro. Fez parte integrante de diversas sociedades científicas espalhadas por todo o mundo sendo reconhecida a sua competência na execução de algumas das maiores barragens existentes em várias partes do mundo. Trabalhou em Marrocos, Espanha, Itália, Moçambique, Angola, Venezuela, Estados Unidos da América, Turquia, Brasil, Irão, e em muitos outros paises. Em Portugal contruíu as barragens de Castelo do Bode, Boução, Cabril, entre outras. Foi agraciado com diversos prémios, medalhas e comendas ao longo da vida, por entidades portuguesas, espanholas, inglesas e americanas. Como delegado português visitou mais de cinquenta países, onde participou em congressos e reuniões e realizou centenas de conferências.