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Marafações de uma Louletana

Blog sobre Loulé e as suas gentes

Blog sobre Loulé e as suas gentes

Marafações de uma Louletana

19
Ago11

O que os algarvios comem (XII) - Arroz de Lingueirão

Lígia Laginha

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje trago-vos um prato muito tipico do litoral algarvio: arroz de lingueirão.

 

Ingredientes:
Para 4 pessoas

  • 1,2 kg de lingueirão ;
  • 400 grs de arroz ;
  • 1 dl de azeite ;
  • 100 grs de cebolas ;
  • 2 dentes de alho ;
  • 1 folha de louro ;
  • 3 cravos de cabecinha ;
  • 200 grs de tomates frescos ;
  • 1 pimento verde pequeno ;
  • 1 dl de vinho branco seco ;
  • sal q.b. ;
  • pimenta q.b.

Confecção:

Lave bem os lingueirões em água fria.
Pique os alhos e a cebola muito fino. Retire os pés aos tomates e escalde estes em água quente. Depois, tire-lhes a pele e as sementes e corte em dados pequenos. Em seguida, retire, também, as sementes ao pimento, lave-o e corte igualmente em dados pequenos.
Leve um tacho ao lume. Ponha dentro os lingueirões e cubra com água, até abrirem.
Depois de abertos, retire os miolos do lingueirão e lave os mesmos para libertar de impurezas.
Passe o caldo onde cozeu os lingueirões por um passador fino, para dentro duma tijela.
Lave o tacho e leve novamente ao lume. Coloque dentro o azeite e deixe aquecer. Em seguida, deite os dentes de alho, a cebola, a folha de louro e os cravos de cabecinha.
Deixe alourar mexendo com uma colher de pau. Adicione o pimento e os tomates. Junte o vinho e deixe refogar. Adicione, também, o caldo onde cozeu os lingueirões e os miolos.
Deixe ferver. Junte o arroz, tempere com sal e pimenta e coza cerca de 15 minutos no forno.

 

Nota:

 

1. Bom apetite!

 

2. Os lingueirões são moluscos bivalves, que se encontram protegidas por duas conchas articuladas num ponto.
De composição sememelhante á carne e ao peixe, os bivalves possuem, no entanto, menor quantidade de proteínas (8-13%) e um teor baixo de gordura (0,7-1,7%). Contudo, contêm cerca de 100 mg de colesterol por 100g, o que é um teor considerável.
Ricos em ferro, fornecem ainda algumas vitaminas B1 e B2 e o mexilhão é muito rico em vitamina A.
Os bivalves, porque vivem nas zonas costeiras onde as águas são mais poluídas e devido á sua grande capacidade filtradora, podem acumular tóxicos presentes na água e ser causa de patologias digestivas, ou outras. Por esse motivo é  arriscado recolher ou comprar bivalves de locais sem vigilância.
Devem ser adquiridos muito frescos, se possível ainda vivos e consumidos no próprio dia ou no dia seguinte. A sua frescura é reconhecida pelas cascas fechadas ou que fecham quando são tocadas. Conchas  abertas, muito leves e/ou de som oco devem ser rejeitadas.
Antes de confeccionados  devem ser deixados em água e sal para que libertem areia e outros resíduos que possam conter. Actualmente, é possível adquirir bivalves congelados ou em conserva, de boa qualidade.

 

 

18
Ago11

5.º Surfóreggae Summer Edition 2011

Lígia Laginha

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Amanhã, 19 de Agosto, Quarteira recebe a 5.ª edição do Surfóreggae. Este evento terá lugar no Passeio das Dunas, junto ao Porto de Pesca de Quarteira.

 

As actividades desportivas, a animação e a música são os pontos altas do evento que este ano conta no cartaz com a Batida, Marrokan, Sons of Revolution e um aftershow com os Stepline Project.

 

O recinto abre as portas às 21h00.

 

Os bilhetes têm um custo de 6 euros (pré-comprados) e 10 euros (comprados no próprio dia), e vão estar à venda nas aulas de Fitness da “Quarteira Activa”, Ericeira Surfshop (Fórum Algarve e AlgarveShopping), Sun Planet (Fórum Algarve), Yucca Jeans Stores (Loulé) e Optimax (Marina de Vilamoura).


17
Ago11

Presidentes da Câmara Municipal de Loulé (IV) - Eduardo Delgado Pinto

Lígia Laginha

 

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje voltamos a falar daqueles, que em determinada altura, estiveram à frente dos designios da nossa autarquia. E o eleito é Eduardo Delgado Pinto:

 

Eduardo Delgado Pinto nasceu em 1918.

Director da Farmácia Pinto durante 30 anos, a primeira sessão que preside enquanto Presidente da Câmara Municipal de Loulé data de 10 de Março de 1965. Continuando a obra do seu antecessor, José João de Ascensão Pablos, promove a beneficiação das fontes públicas, a construção de casas para magistrados e a construção da rede de esgotos de Quarteira. Saliente-se também a reparação de arruamentos nas sedes das freguesias, a aprovação do projecto da Pousada de Juventude em Quarteira, a electrificação da Ponte de Salir, a construção de lavadouros públicos em S. Clemente e Alte, o projecto de abastecimento de água em Vilamoura, etc.

A última sessão que assinou data de 24 de Fevereiro de 1969.

Faleceu em Faro no dia 8 de Outubro de 1976.


16
Ago11

Colecção visitável da cozinha tradicional

Lígia Laginha

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

A Colecção Visitável da Cozinha Tradicional fica localizada na Rua Dom Paio Peres Correia, em pleno centro histórico, no 1º piso do edifício da Alcaidaria do Castelo.

Esta exposição pretende mostrar uma fracção da vida rural do concelho que, pouco a pouco, vai sendo substituída pelo progresso tecnológico, económico e social. O espólio desta colecção visitável é numeroso e diversificado, do qual constam, entre outros, o tabuleiro e a tábua para tender a massa para o pão, talheres e utensílios de cozinha em alumínio, a mó para moer o milho de cuja farinha se faz o xarém, pratos, travessas e tachos de cobre e arame, cabaças e cocharros de cortiça.

Para além da exposição permanente, decorrem mostras pontuais de tradições relacionadas com o contexto rústico que se pretende recriar, como é o caso do Presépio Tradicional Serrano, que fica em exposição durante o período natalício, ou a Maia que, a partir do primeiro dia de Maio, assinala a chegada da Primavera e o início de um novo ciclo da vida.

 

 

Uma das peças que se pode encontrar entre esta colecção é o referido cocharro, utensilio de cortiça que servia essencialmente para beber água. Já bebi várias vezes por um cocharro e acreditem que a água sabe melhor!

 

Nota:

 

1. A cozinha tradicional, tal como os restantes espaços do castelo e o museu de arqueologia, pode ser visitada pela módica quantia de 1,50€. Crianças e reformados não pagam.

 

12
Ago11

Dia Internacional da Juventude em Loulé

Lígia Laginha

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje é Dia Internacional da Juventude, efeméride que será assinalada um pouco por todo o país, incluindo em Loulé.

Assim, hoje, pelas 18h30, o Convento de Santo António, em Loulé, recebe a Conferência “Novas Tendências”, apresentada por João Vasconcelos.

João Vasconcelos é fundador e director do Canal 180 de OSTV, disponível na Zon, o primeiro canal da televisão portuguesa dedicado à cultura e criatividade.

 

Nota:

 

1. A entrada é livre.

 

11
Ago11

Património Louletano (VI) - O castelo de Loulé

Lígia Laginha

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje falemos um pouco de um dos atributos patrimoniais de maior importância da Cidade de Loulé: O castelo.

 

O castelo de origem árabe, reconstruído no séc. XIII, possuía um grande perímetro amuralhado, parte do qual ainda é visível.

Voltada para a Rua da Barbacã destaca-se uma torre albarrã, de alvenaria, datada da Baixa Idade Média. Outra das torres visíveis é a denominada Torre de Vela, também esta uma torre albarrã, de taipa, localizada na antiga Rua da Corredoura, actual Rua Engenheiro Duarte Pacheco, e perto desta destaca-se a Porta de Faro, que ainda conserva traços da primitiva construção almóada. No arrabalde sul, ou Mouraria, à saída da Porta de Faro, após a reconquista, foi destinada uma área aos mouros forros que receberam foral de D. Afonso III, em 1269. Era nestas ruas que estariam localizadas as instalações artesanais, a comprovar pelos topónimos outrora ou ainda hoje existentes.

Não existem vestígios da primitiva alcáçova, no entanto pressupõe-se que estaria situada no mesmo local onde hoje se encontra a alcaidaria que alberga vários espaços culturais (Museu Municipal; Cozinha Tradicional; Centro de Documentação com hemeroteca, fototeca, bibliografia e estudos variados sobre a história local e regional, personalidades, acontecimentos e outros).

Conservam-se, pela cidade, as muralhas almóadas de taipa, construídas, ou pelo menos, reforçadas no século XII, as quais são visíveis em pequenos tramos, camuflados por casas que foram sendo construídas adossadas à mesma, e outros panos de muralha que foram sendo descobertos em recentes intervenções efectuadas pela autarquia.

 

Nota:

 

1. A marafada faz saber que a partir desta semana e até 17 de Setembro os espaços visitáveis albergados pelo Castelo (Cozinha tradicional e Museu de Arqueologia) possuem o seguinte horário:

 

- De segunda a sexta-feira: 10h00 - 19h00

- Sábado: 9h30 - 14h

 

Visite-nos! 

10
Ago11

Ilustres Louletanos (XV) - Rogério Fernandes Ferreira

Lígia Laginha

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje decidimos homenagear um ilustre louletano de seu nome Rogério Fernandes Ferreira:

 

Agraciado em 1998 pela Câmara Municipal de Loulé com a Medalha Municipal de Mérito - Grau Ouro, Rogério Fernandes Ferreira nasceu a 27 de Junho de 1929, em S. Clemente, freguesia de Loulé. De origens humildes, fez toda a sua instrução em Loulé, sem que tivesse possibilidades de estudar em Faro. Por morte da mãe e tendo o pai emigrado para a Argentina, Rogério Fernandes Ferreira abandonou os estudos aos quinze anos e começou a trabalhar na secção de Despacho da EVA- Empresa de Viação Algarve. Pouco depois, veio viver para Setúbal, onde entre outros empregos, trabalhou numa mercearia e retomou os estudos.

Terminou em 1947 a Escola Comercial e Industrial com a mais alta classificação (18 valores) e, em 1949, entrou para o Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras, sem nunca ter deixado de trabalhar e acabou o curso em 1954, com a classificação de 15 valores. Em 1966, licenciou-se em Direito, na Faculdade de Direito de Lisboa. E doutorou-se em 1983.

Além da sua actividade como professor catedrático, em Portugal e no estrangeiro, publicou em revistas e jornais inúmeros artigos e livros sobre gestão, contabilidade, auditoria, fiscalidade, entre outros temas.
Foi membro da comissão de Reforma Fiscal (1985/88), foi presidente da Comissão para a Revisão do IRS (1998) e da Comissão para a Revisão do IRC e Anteprojeto de Unificação (1999/2000). Foi também o primeiro presidente da Comissão de Normalização Contabilística de Portugal.

Faleceu a 12 de Julho de 2010.

 

09
Ago11

O que os algarvios comem (XI) - Queijo de figo

Lígia Laginha

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Os figos são um dos frutos mais apreciados em terras algarvias. Comem-se logo após serem colhidos da figueira ou colocam-se ao sol para secar. Os figos secos com amêndoas são uma das iguarias que os marafados mais degustam.

Os figos são também grandemente utilizados na doçaria algarvia, assim como a alfarroba e a amêndoa. Nesse sentido, hoje escolhi uma receita bem docinha: Queijo de Figo.

 

Ingredientes:

 

1 kg de Figo

500 grs. de Miolo de amêndoa

300 grs. de Açúcar

25 grs. de Chocolate em pó

5 grs. de Canela

1 Colher de sopa de erva doce

1 Chávena de água

1 Cálice de medronho

Raspa de limão q.b.

 

Preparação:

 

Moem-se os figos e as amêndoas grossamente.

Num tacho colocam-se os seguintes ingredientes: chocolate, erva-doce, canela, raspa de limão, medronho, açúcar e um pouco de água. Vai ao lume e mexe-se até ficar tudo ligado. Seguidamente mistura-se a amêndoa e o figo e mexe-se até ficar uma massa homogénea, retira-se do lume e deixa-se arrefecer.

Finalmente, retirando pequenos bocados, molda-se esta massa em forma de pequenos

queijos.

 

Nota:

 

1. Bom proveito!

08
Ago11

Freguesias do Concelho de Loulé (V) - Boliqueime

Lígia Laginha

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje falemos de Boliqueime:

 

Boliqueime, sede de freguesia, situa-se na encosta de uma pequena colina à vista do mar e tocando, já, o barrocal. "Vizinha do Mar", terá ido buscar o nome, aos Olhos de Água, segundo defende Ataíde Oliveira, num tempo em que Genoveses, Sicilianos e Venezianos, pelos séculos XIII, XIV e XV, andavam na faina pesqueira pelos mares do Algarve e ali se abasteciam de água potável.O "Povo Velho", a poucos passos da povoação e antiga sede da freguesia, foi destruído pelo terramoto de 1755 que deitou por terra o templo medieval de três naves. Já na encosta e rodeada pela povoação propriamente dita, a Igreja actual foi construída logo em 1759 e dedicada ao mártir São Sebastião. 

Lugar relevante é o que ocupam, ali e na piedade tradicional do povo de Boliqueime, o altar e a bonita imagem de Nossa Senhora das Dores. A sede da freguesia é constituída por um aglomerado habitacional com algumas casas típicas, ruas estreitas com recantos acolhedores. Boliqueime é uma vasta freguesia rural que compreende uma área de 4.139 ha, com cerca de 5.000 habitantes, que se distribuem por vários sítios que constituem aglomerados dispersos.Estende-se, na linha nascente-poente, sobre um largo e bonito horizonte que tem por fundo o mar, circunstância que vem assinalada no nome de um dos seus sítios, que escolheu para si a designação de Maritenda, que significa, justamente, a que se estende sobre o mar. 

Estende-se para o interior, no sentido sul-norte, desdobrando-se em férteis campinas e em graciosas colinas, algumas delas já viradas para a serra. A excelência da paisagem e o superior acolhimento da sua gente constituem forte atracção para nacionais e estrangeiros que de longe a visitam e a escolhem para residência.Os valores da ruralidade caracterizam a freguesia de Boliqueime, que vive fundamentalmente da agricultura de sequeiro e de regadio. E vive, também, do comércio que se localiza próximo do aglomerado urbano e na Fonte de Boliqueime, ao mesmo tempo que se estende ao longo da E.N. 125. 

Mantêm-se vivas, ali, algumas tradições, tais como as feiras de 4 de Agosto e 17 de Outubro; a festa em honra de Nossa Senhora das Dores, São Luís e São Sebastião, em Setembro; a festa de São Faustino, no Domingo de Pascoa. De tradição mais recente, celebram-se ali, em meados de Junho, as festas de São João.Boliqueime começa a estar dotada de equipamentos sociais significativos e tem uma vida associativa que revela alguma dinâmica, com diversas colectividades culturais, desportivas e recreativas. Entre outros equipamentos de incontestável interesse público, são de destacar: o Lar da Terceira Idade com o Centro de Dia, a Creche e o Jardim de Infância; a moderna Escola Básica Integrada; a nova extensão do Centro de Saúde de Loulé; o Pavilhão Gimnodesportivo e a Sociedade Recreativa.Boliqueime reune, efectivamente, condições que lhe permitem um crescimento harmonioso. 

Do ponto de vista geográfico, a natureza a colocou no coração do Algarve e dotou-a com a riqueza paisagística e do solo: Está servida por uma boa rede de comunicações e a sua própria história a dignifica. O querer, o saber e o ser da sua gente lhe asseguram a possibilidade de um crescimento promissor, integrado. Do ponto de vista humano, mantém vivos os valores, os saberes e os sabores que dão expressão à vida em comunidade.São filhas de Boliqueime figuras de destaque como Cavaco Silva, Lídia Jorge, Aliete Galhoz, Carminda Cavaco, Ruivinho Brazão, entre outros.

Para além da agricultura e do comércio, o turismo pode vir a constituir uma mais valia para a freguesia de Boliqueime. O órgão de informação local, "O Correio Meridional", poderá vir a servir a promoção de uma das mais interessantes freguesias do Concelho de Loulé.

06
Ago11

Manjares e Folclore juntos na Serra do Caldeirão

Lígia Laginha

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Este fim-de-semana a Cortelha, localidade pertencente à freguesia louletana de Salir, recebe os afamados Manjares Serranos, aos quais surge associado o Festival de Folclore da Serra do Caldeirão.

 

Os mais genuínos manjares, aliados ao tradicional folclore nacional, é aquilo que se poderá encontrar na Cortelha nos dias 6 e 7 de Agosto. 

A aldeia da Cortelha, situada em pleno interior do Concelho de Loulé, conhecida pela arte de bem receber, reaviva a 6 e 7 de Agosto os mais genuínos sabores da cozinha típica serrana, com a realização dos deliciosos Manjares Serranos, que já vão na sua 11ª edição.

A Associação dos Amigos da Cortelha, organizadora do evento, pretende assim promover aquilo que de mais genuíno tem a sua localidade, conjugando-a, no mesmo fim-de-semana, com o também tradicional Festival de Folclore da Serra do Caldeirão, que na sua 8ª edição reunirá em palco grupos folclóricos representastes de várias regiões do país. 

Este duplo evento, que tem sido de sucesso em anos anteriores, dá a provar aos inúmeros forasteiros a tradicional orelha de porco, o chouriço e presunto caseiro, o galo guisado, borrego ou javali e as famosas papas de milho, acompanhados de vasta doçaria regional algarvia e da aguardente de medronho. 

Para além de se degustarem sabores por muitos já esquecidos, toda a envolvência da festa possibilita ainda reviver a vida, as tradições e os costumes das gentes originárias desta zona serrana do Algarve, bem ilustrados na acolhedora aldeia da Cortelha. 

A noite de Sábado estará entregue ao 8º Festival de Folclore da Serra do Caldeirão, onde para além do Grupo Etnográfico da serra do Caldeirão – Cortelha, poderemos apreciar o Grupo de Danças e Cantares Besclore de Lisboa, o Rancho Folclórico de Vila Nova do Coito – Santarém, e o Rancho Folclórico “As Cerejeiras de Fetais” – Sobral Monte Agraço e o Antakya Belediyesi Folk Dance Group – Turquia, que certamente demonstrarão em palco as características mais genuínas da sua região. O Baile será abrilhantado pelo acordeonista Gonçalo Tardão. 

Domingo será dia de música tradicional com o Grupo “Cante Andarilho” e para terminar, o tradicional Baile Serrano abrilhantado por o Grupo Sons do Sul. 

Manjares e Folclore serão assim cabeças de cartaz numa iniciativa que ganha a cada ano novos públicos e que já conquistou o seu espaço no seio das iniciativas de cariz cultural promovidas na região. Será por certo um fim-de-semana de muita animação onde a Cortelha presenteará os inúmeros visitantes com um magnífico Festival de Sabores e Sonoridades. 

Os Manjares Serranos e o Festival de Folclore da Serra do Caldeirão têm entrada livre e são uma organização da Associação dos Amigos da Cortelha, com o apoio da Câmara Municipal de Loulé, da Junta de Freguesia de Salir, do Turismo do Algarve, do INATEL e da Escola Integrada de Salir.