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Marafações de uma Louletana

Blog sobre Loulé e as suas gentes

Blog sobre Loulé e as suas gentes

Marafações de uma Louletana

21
Mai11

Parabéns "Música Nova"

Lígia Laginha

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje este blog marafado decidiu homenagear a aniversariante "Sociedade Filarmónica Artistas de Minerva", vulgo "Música Nova". 

Esta banda de música prefaz hoje o seu 135.º aniversário, assinalando a importante data com a realização de um concerto que inclui a cerimónia de entrada de sete novos elementos formados na sua escola. Este concerto ocorre hoje, no Cine-Teatro Louletano, pelas 16:00.

 

Resta agora falar um pouco sobre a Sociedade Filarmónica Artistas de Minerva:

 

A Banda da Sociedade Filarmónica Artistas de Minerva foi fundada no dia 21 de Maio de 1876.

Nasceu da Divisão da Sociedade Filarmónica de Loulé devido a um período conturbado da política local marcado por desavenças entre o partido “Progressista” e o partido “Regenerador”.

Por derivar de uma Filarmónica já existente, a Sociedade Filarmónica artistas de Minerva começou a ser apelidada de “Música Nova”.

O seu primeiro maestro foi o Dr. António Galvão, proprietário do solar onde a Filarmónica esteve instalada na década de 90.

Sem interromper a sua actividade, esta Filarmónica teve o seu período áureo entre 1985 e 1908, altura em que era regida pelo Maestro Joaquim Pires.

Na actualidade a Filarmónica Artistas de Minerva é subsidiada pela Câmara Municipal e mantém-se estável e activa tendo como regente José Lúcio Branco.

Durante a sua longa existência ganhou alguns prémios dos quais se destacam:

- 1.º Prémio do Certame Musical realizado em Silves em 6/10/1895;

- 1.º e 2.º Prémios do Certame Musical realizado em Faro em 22/6/1908;

 - Medalha de Cobre do 2.º Congresso da F.S. Educação e Recreio;

- Diploma de Medalha de Ouro de Instrução e Arte da F.P. Colectividades de Cultura e Recreio;

- Diploma de Mérito associativo pelos 114 anos de existência efectiva atribuído pela F. P. Colectividades de Cultura e Recreio;

- Medalha de Mérito Municipal (Grau Prata) pela Câmara Municipal de Loulé em Maio de 1993.

Participa regularmente em Festivais de Bandas Filarmónicas em Portugal e Espanha.
Organiza anualmente o Certame Musical " Ciclo de Bandas de Música-Municipío de Loulé ", vários Master Class, concertos de Orquestras Sinfónicas, concertos de Bandas Militares e concertos com outros Grupos de Música.
A sua Escola de Música funciona de 2ª a 6ª Feira com 3 monitores nas Disciplinas de Instrumentos de Sopro, Percussão, Formação Musical e Classes de Conjunto, sendo a sua frequência gratuita.
É geminada com a Banda de la Escuela de Música de Punta Umbria (Huelva).
É composta por 48 músicos de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 08 e os 64 anos. 

 

Nota:

 

1. Para saber mais sobre a História desta Filarmónica e de outras existentes no País podem consultar as obras de Pedro de Freitas, ilustre louletano, músico entre outras coisas, que estudou esta questão e escreveu sobre ela.

 

2. Parabéns Música Nova!

20
Mai11

Cancioneiro do Património Oral do Concelho de Loulé em apresentação na Biblioteca Municipal

Lígia Laginha

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje este blog marafado recomenda a apresentação de mais um livrito que perpetuará a tradição oral do nosso Concelho. O 4.º volume do projecto "Património Oral do Concelho de Loulé", desenvolvido por Idália Farinho Custódio e Maria Aliete Galhoz, será hoje, 20 de Maio, apresentado na Biblioteca Municipal de Loulé, pelas 18 horas. Esta apresentação ficará a cargo de Carlos Nogueira, Professor da Universidade de Lisboa.

 

Antes deste "Cancioneiro" já foram publicados outros três volumes: "Contos" (vol.I), "Romances" (vol. II) e "Orações" (vol. III).

 

Aqui fica uma breve biografia das autoras:

 

Maria Aliete Farinho das Dores Galhoz nasceu em Boliqueime, no ano de 1929. Estudou no Liceu de Faro e licenciou-se em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É editora literária, poeta e ensaísta. Entre 1953 e 1972 foi professora do Ensino Secundário. Colaborou em pesquisas de Literatura Popular Portuguesa, tema sobre o qual publicou inúmeros estudos e fez várias conferências, no Centro de Estudos Filológicos, juntamente com Lindley Cintra e Viegas Guerreiro, no Centro de Estudos Geográficos, e no Centro de Estudos de Tradições Populares Portuguesas da Universidade de Lisboa. Tem colaboração dispersa nas revistas "Boletim de Filologia", "Colóquio", "O Tempo e o Modo", "Nova Renascença" e em vários jornais. Colaborou e fixou os textos de "Poemas Esotéricos" de Fernando Pessoa em 1993. No campo da investigação da Literatura Tradicional Oral Portuguesa publicou "Pequeno Romanceiro Popular Português" (1977), "Romanceiro Popular Português" (1998), "Memória Tradicional de Vale Judeu" (1996), "Memória Tradicional de Vale Judeu II" (1998), "Romanceiro do Algarve" (2005). Colaborou na edição de "Povo, Povo, Eu te pertenço" de Filipa Faísca em 2000. Escreveu três livros de poesia: "Poeta Pobre" (1960), "Décima Quinta Matinal Esquecida - "Acto da Primavera" (1967), "Poemas em Rosas" (1985). Em prosa publicou o livro de contos intitulado "Não Choreis Meus Olhos" (1971). Recebeu a Medalha Municipal de Mérito, grau prata, pela Câmara Municipal de Loulé, em 1994. Foi ainda condecorada com o título Doutora Honóris Causa pela Universidade do Algarve (1966) e com o grau honorífico de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique (1999).

 

Idália Farinho Custódio nasceu em Loulé, em Agosto de 1938. Licenciou-se em Filologia Românica na Faculdade de Letras de Lisboa, tendo leccionado no Algarve. Professora, poeta e escritora, sobretudo de livros para crianças, abrangendo neste género o conto e a poesia. Tem ainda dedicado o seu tempo à recolha da literatura oral e popular do Algarve, trabalho que coligiu em «Memórias Tradicionais de Vale Judeu» - 2 vols., publicado em 1996/97, em que contou com a colaboração de Maria Aliete Galhoz .

 

Nota:

 

1. A marafada recomenda qualquer um destes volumes por serem exempl e salvaguarda do nosso Património Oral que, infelizmente, se vai perdendo com a perda, passo a redundância, dos informantes.

18
Mai11

O Museu Municipal de Arqueologia de Loulé e o Dia Internacional dos Museus

Lígia Laginha

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

E porque hoje se comemora o Dia Internacional dos Museus, a marafada decidiu falar um bocadinho do Museu Municipal de Arqueologia de Loulé e dar a conhecer o programa que desenvolveu para celebrar a referida efeméride.

 

Assim sendo:

 

O Museu Municipal de Arqueologia de Loulé é um projecto que tem como objectivo salvaguardar e divulgar o património arqueológico do concelho. Situado em pleno Centro Histórico , encontra-se instalado na antiga Alcaidaria, edifício adossado a um importante tramo da muralha da cidade. Contribuindo para a sua revitalização e imprimindo-lhe uma nova dinâmica, a construção que remonta ao século XIV, viu nascer nas salas do piso térreo um espaço museológico, que integra uma série de elementos arquitectónicos e técnicas construtivas representativas da longa diacronia do local.

Numa primeira etapa, o Museu abre ao público a 25 de Maio de 1995, com projecto de arquitectura e museografia da autoria de Mário Varela Gomes, exibindo uma colecção de materiais resultantes de doações, recolhas de superfície e escavações arqueológicas. Quatro anos depois, a 16 de Dezembro de 1999, sofre uma ampliação, estendendo-se actualmente por três salas. Assim, fruto do esforço e apoio que a Autarquia tem vindo a desenvolver a nível da investigação arqueológica, cabe salientar o trabalho de conservação e restauro das técnicas de museografia, da arqueóloga, bem como a colaboração científica de Helena Catarino.

 

As Salas de Exposição:

 

A Sala 1 acolhe os visitantes com uma pequena recepção, onde também se podem adquirir publicações referentes a temas do concelho e da região, a revista do Arquivo Histórico Municipal e réplicas de algumas peças arqueológicas em exposição.

Como início de viagem através dos testemunhos do passado do concelho propõe-se a observação de um mapa com a localização geográfica das diversas proveniências de todos os artefactos expostos.

Seguidamente, um esquema simplificado sobre a evolução do Homem abre caminho para o espólio ilustrativo de várias fases da Pré e Proto-História. Dos seixos e lascas grosseiramente talhados do Paleolítico (Vitrine 1) passamos aos artefactos em pedra polida e às primeiras mós destinadas à transformação de gramíneas, do Neolítico.

Ainda na Vitrine 2 destaca-se uma placa de xisto (figura 2), objecto votivo ligado ao culto funerário tão característico de uma das fases da cultura megalítica do sul do país.


A terceira vitrine mostra fragmentos e exemplares de formas cerâmicas primitivas, feitas à mão e apenas secas ao sol, destacando-se os três recipientes inteiros pertencentes ao espólio funerário de sepulturas calcolíticas. Pode ainda observar-se uma pulseira em cobre, testemunho da descoberta da utilização deste metal, no período Calcolítico.

A Idade do Ferro está representada por 4 estelas funerárias com escrita do sudoeste, típicas da sua fase mais tardia (2ª Idade do Ferro).

À excepção das oferendas funerárias da Vitrine 3, provenientes da escavação de emergência da Vinha do Casão/Quarteira (1977-1981), todos os restantes materiais chegaram ao Museu através de doações e prospecções de superfície.
Quanto ao programa:
"Museus e Memória. Os objectos contam a sua história" é o mote lançado para as comemorações deste ano do Dia Internacional dos Museus.
Às 10h00 e às 15h00, o Ao Luar Teatro sobe ao palco do Pátio do Castelo com a peça "Fado de Cássima e o Canto das Mouras", em duas sessões dirigidas aos alunos do 1º Ciclo das escolas de Loulé.
Pelas 18h00, na sala polivalente da Alcaidaria do Castelo, os arqueólogos Pedro Barros e Samuel Melro apresentam o Projecto ESTELA - Sistematização da Informação das Estelas com Escrita do Sudoeste.
Nota:
1. A informação aqui postada foi retirada do site da Câmara Municipal de Loulé (www.cm-loule.pt)
2. Visite-nos! Não se vai arrepender. Palavra de marafada!

16
Mai11

O que os algarvios comem (IV) - Ervilhas com Ovos

Lígia Laginha

 

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Como ainda estamos na Primavera é tempo de comer ervilhas, ou melhor, griséus como nós algarvios marafados chamamos as ervilhas.

Embora existam muitas formas de cozinhar os griséus, a marafada elegeu a receita de griséus com ovos escalfados. Um prato que também se confessiona (e muito bem) no Alentejo mas em que cada um introduz as suas particularidades.

Então aqui fica a receita de griséus com ovos tipicamente algarvia:

 

 

Ingredientes:
Para 4 pessoas

  • 3 kg de ervilhas novas com casca ;
  • 1 ramo de salsa ou coentros ;
  • 150 grs de cebolas ;
  • 1 dl de azeite ;
  • 100 grs de banha ;
  • 100 grs de chouriço de carne ;
  • Um naco de toucinho ;
  • 4 ovos ;
  • sal q.b. 

Confecção:

Descasque e lave as ervilhas. Descasque, também, a cebola e corte bastante fina. O chouriço é cortado ás rodelas, depois de lhe ter tirado a pele, e o toucinho deve ser fatiado ou cortado aos bocadinhos.
Leve um tacho ao lume com azeite e banha. Deite dentro a cebola, o chouriço, o toucinho e o ramo de salsa. Deixe a cebola alourar.
Adicione as ervilhas e ponha a refogar, durante alguns minutos. Cubra com água. Tempere com sal e deixe cozer, tendo o cuidado de tapar o tacho.
Por fim, parta os ovos e coloque um de cada vez abrindo uns buraquinhos entre as ervilhas, deixando-os escalfar.

 

Nota:

 

1. Caso não tenham griséus de colheita podem usar congelados ou de lata que fica bom na mesma.

 

2. Bom apetite!

15
Mai11

O Mercado Municipal de Loulé

Lígia Laginha

 

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje a marafada decidiu homenagear um dos ex-libris da nossa linda cidade de Loulé. Esse ex-libris é o Mercado Municipal ou como nós louletanos lhe chamamos desde sempre simplesmente "a Praça". Imagem de marca da nossa terra e lugar de eleição de muitos para comprar o melhor peixe e as melhores verduras, a Praça ergue-se imponente perante citadinos e turistas. Então aqui fica um pouco da história deste edifício que é também um "santuário" da nossa cultura e das nossas tradições:

 

O Mercado Municipal de Loulé foi inaugurado no dia 27 de Junho de 1908, altura em que a Câmara Municipal era presidida por José da Costa Mealha. O edifício foi construído segundo projecto do Arquitecto Alfredo Costa Campos, de Lisboa, embora o mesmo projecto tenha conhecido algumas alterações desde o documento inicial de 1903  que por sua vez já tinha por base um outro projecto de 1898 cujo o autor se desconhece.

A ideia de construir um mercado para o peixe, frutas e hortaliças era já antiga e consensual, no entanto, a sua localização e o número de mercados a construir não reunia o consenso dos Louletanos. A rivalidade era sentida sobretudo entre a Freguesia de São Sebastião e a Freguesia de São Clemente.

Segundo os jornais da época existiam diversas propostas quanto à localização do Mercado.

Em1891, aCâmara Municipal encomendou ao Construtor de Obras Públicas de Faro um projecto para o mercado de venda de peixe. Esse mercado seria construído junto ao Largo de Chafariz (actual Largo D. Afonso III)  e consistia numa planta rectangular com33 metrosde comprimento e19,5 metrosde largura, tinha 60 bancas com um metro quadrado cada e nove compartimentos para arrecadações.

Este projecto não foi concretizado mas reflecte a preocupação da Câmara relativamente à venda do peixe por ser a mesma que arrancava mais críticas aos Louletanos.

Após uma longa discussão, a Câmara decide então, em finais do século XIX, construir o Mercado ao lado do edifício dos Paços do Concelho e iniciam-se então as expropriações e respectivas demolições no início do século XX.

Em termos arquitectónicos, o mercado adoptou o estilo revivalista de inspiração árabe com quatro pavilhões e quatro portões de acesso.

Porém, a Câmara não tinha grandes disponibilidades financeiras naquele momento e a verba disponível era insuficiente para a execução da totalidade do projecto. Nesse sentido, foi pedido ao arquitecto que fizesse algumas alterações no projecto, as quais foram apresentadas em 1905 e que visavam basicamente a ala sul do Mercado, nomeadamente retirando dois torreões e algumas lojas para além de todos os azulejos do revestimento. As obras foram adjudicadas em 22/06/1905 a José Francisco dos Santos que as concluiria em 1908.

A partir deste momento e ao longo da sua existência o Mercado de Loulé tem sofrido diversas obras de melhoria, ampliação e remodelação.

Em 1933 o técnico de Arquitectura João Baptista Mendes, autor dos projectos do Cine-Teatro Louletano e do Salão Nobre dos Paços do Concelho, fez um projecto de ampliação do Mercado, contudo as grandes obras de ampliação foram feitas no princípio dos anos 80, nos mandatos dos Presidentes Eng. Júlio Mealha e Dr. Mendes Bota com a cobertura de betão da ala sul do mercado e mais recentemente a partir de 2004, no mandato presidido pelo Dr. Seruca Emídio, a grande obra de remodelação do Mercado com a construção dois torreões que constavam no projecto de 1905, com a reabilitação integral das fachadas, das estruturas metálicas existentes e substituição da estrutura em betão armado da ala sul por estrutura metálica e todo um conjunto de melhorias nas zonas de venda ao nível das condições de funcionamento e das redes técnicas do mercado. Após estas obras, o Mercado de Loulé reabriu a 1 de Fevereiro de 2007, para as mesmas funções para que fora concebido no inicio, mas mais moderno, com melhores condições de higiene e segurança e visando cada vez mais atrair o turismo para aquele que é o ex-libris da cidade de Loulé.

 

Nota:

 

1. Evidentemente que esta é apenas uma súmula daquilo que há a dizer sobre o Mercado de Loulé. Quem estiver interessado em saber um pouco mais a marafada recomenda a obra "O mercado municipal de Loulé : mercados públicos motores de desenvolvimento local" de Patrícia Santos Batista.

 

2. A louletana recomenda também que vão à "Praça"!

14
Mai11

O Grupo Folclórico da Casa do Povo de Alte

Lígia Laginha

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje o post será dedicado a uma das Freguesias mais importantes do nosso Concelho, Alte, nomeadamente ao Grupo Folclórico da Casa do Povo da mesma Freguesia. Alte é uma das aldeias mais rústicas de Portugal e um atrativo não só para louletanos como para turistas provenientes das mais diversas terras e terrinhas.

O Folclore é também um simbolo da nossa cultura e os Grupos Folclóricos ilustres representantes da nossa etnografia e das nossas tradições.

 

Assim sendo:

 

O Grupo Folclórico da Casa do Povo de Alte foi fundado em Outubro de 1938 durante a realização de um concurso etnográfico ao nível nacional: o “Concurso das aldeias mais portuguesas”.

Foi seu fundador, entre os altenses, José Cavaco Vieira, que dirigiu este Grupo durante vários anos.

Desde da sua fundação, o Grupo Folclórico da Casa do Povo de Alte tem participadoem diversos FestivaisNacionaise Internacionais de Folclore e nas mais variadas festas de cariz etnográfico e cultural. Fez também parte de vários Congressos de Etnografia em Lisboa e na Região Autónoma dos Açores.

Fora do País, este Grupo esteve em Madrid no ano de 1949 participando no Concurso Internacional de Danças e Canções Populares, obtendo neste a Medalha e Diploma de Alto Mérito Etnográfico. Participou igualmente nas Festas de Ayamonte e representou o Algarve na Feira Internacional de Turismo,em Madrid. Recebeuo primeiro prémio num Festival Nacional de Folclore e tem sido galardoado ao longo da sua existência com diversas medalhas e taças.

Em 1994, o Grupo Folclórico da Casa do Povo de Alte foi agraciado com a Medalha Municipal de Mérito Grau Ouro.

Do seu reportório fazem parte os bailes de roda simples com pares no meio, cadeados, despiques, baile mandado, topes, marcadinhas, corridinhos, etc.

Os instrumentos musicais utilizados são geralmente o acordeão, os ferrinhos, a “gaita de beiços” e as castanholas.

Os seus trajes são Domingueiros e de Cerimónia, visto que o Grupo Folclórico da Casa do Povo de Alte recria o tradicional casamento camponês na sua Aldeia, nomeadamente no dia 1 de Maio de cada ano.

 

Nota:

 

1. Esta informação é só um cheirinho do muito que há a saber sobre Alte e os seus atributos. Por isso, a marafada aconselha a visita a essa terra fantástica e o contacto real com uma das aldeis mais portuguesas de Portugal.

 

13
Mai11

Ilustres Louletanos (VI) - José Viegas Gregório

Lígia Laginha

 

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Numa altura em que se aproxima o feriado municipal, este ano celebrado a 2 de Junho, e com ele a Festa da Espiga, festividade conhecida e aclamada por todos os louletanos que se prezam, este singelo blog decidiu fazer uma justa homenagem ao criador da referida festa, José Viegas Gregório.

 

José Viegas Gregório nasceu em Salir no ano de 1915. Iniciou a sua actividade no comércio e passados alguns anos dedicou-se à agricultura.

Em 1952 iniciou a sua actividade pública, assumindo o cargo de Secretário da Junta de Freguesia de Salir. Seis anos depois foi eleito presidente da mesma Junta, funções que exerceu até Setembro de 1974. Regressaria à presidência da Junta de Freguesia nas eleições de 1982, mandato que cumpriu até 1985.

Uma das suas grandes paixões era o coleccionismo de tudo quando pudesse de alguma forma estar ligado a Salir. Daí o vasto acervo que deixou e que inclui diversos vestígios históricos, jornais e documentação da mais variada que inclui cartazes, programas de festividades realizadas em Salir e um vasto espólio fotográfico. Durante 43 anos foi correspondente do jornal “O Século” e colaborou em diversos jornais locais e regionais.

Contudo, José Viegas Gregório será sempre lembrado sobretudo pela criação da chamada Festa da Espiga, realizada em Salir, por sua iniciativa, desde 1968. A importância que este evento alcançou, desde o inicio, como cartaz turístico do interior algarvio foi tal que a Câmara Municipal mudou para este dia o seu feriado municipal.

Em 1991 foi alvo de uma homenagem pública promovida pela Junta de Freguesia de Salir tendo sido atribuído na altura o seu nome a uma das principais artérias da referida Freguesia.

Em 1993 foi agraciado pela Câmara Municipal de Loulé com a Medalha Municipal de Mérito Grau Bronze.

Em 2005 foi inaugurada, em Salir, a Biblioteca José Viegas Gregório.

José Viegas Gregório faleceu a 13 de Outubro de 2007.

 

Nota:

 

1. Oportunamente a marafada voltará a falar na Festa da Espiga e no seu criador.

12
Mai11

Quarteira comemora 12.º Aniversário como Cidade

Lígia Laginha

 

 

 

Bom dia caríssimos visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje a marafada decidiu dar a conhecer o programa das comemorações do 12.º ano da elevação de Quarteira a cidade. Fiz um copy past da página do Município (www.cm-loule.pt) a qual podem visitar para saber mais informações.

 

Programa:


9h00 - Hastear da Bandeira Nacional ao som do Hino Nacional - Centro Autárquico
 
9h15 - Homenagem aos melhores alunos no ano de 2011 e lançamento do livro "Poeta saído do Bosque", de Manuel Costa Oliveira - Centro Autárquico

11h00 - Inauguração do novo Depósito de Água


11h30 - visita à obra de prolongamento da Avenida Sá Carneiro à Fonte Santa


12h00 - Visita à Escola da Fonte Santa


12h30 - Visita ao antigo Bairro dos Pescadores


21h30 - Concerto com Viviane - Praça do Mar

 

Nota:

 

1. Parabéns lindíssima cidade à beira-mar plantada :)

10
Mai11

Património Louletano (II) - Convento de Santo António

Lígia Laginha

 

 

Boa tarde caríssimos visitantes do “Marafações de uma Louletana”.


Hoje este blog marafado vai dar-vos a conhecer mais um pouco do património cultural, histórico, religioso e arquitectónico da nossa querida cidade louletana. E o eleito é o Convento de Santo António:


O primeiro Convento dos Capuchos de Santo António, da Ordem de S. Francisco dos Capuchos da Província da Piedade, que existiu em Loulé, estava localizado a Sul do actual edifício. Tal acontece porque inicialmente era aconselhado aos frades mendicantes que construíssem os seus conventos longe das povoações de forma a melhor cumprir os seus deveres místicos e religiosos. Mais tarde houve uma mudança de preferência para locais próximos dos meios urbanos facilitando o cumprimento do peditório do pão, celebração de missas aos devotos e a recolha de esmolas. Assim, o antigo Convento quinhentista foi abandonado dando lugar a um edifício mais próximo da povoação.

Nos séculos XVI e XVII a acção mecenática da parte da Coroa e da Nobreza favoreceu o aparecimento dos conventos. Em Loulé, os instituidores do primeiro Convento de Santo António foram D. Nuno Rodrigues Barreto e sua mulher, D. Leonor de Milão, os quais foram aí sepultados depois de falecer. Posteriormente, os seus restos mortais foram transladados para uma capela do novo Convento. Actualmente, podemos ver a lápide dos instituidores nos claustros do convento.

A construção do novo Convento iniciou-se em 1675 num terreno cedido por André de Ataíde. A primeira pedra foi lançado elo então bispo do Algarve, D. Francisco Barreto II, em 11 de Agosto de 1675. As obras terminaram a 22 de Junho de 1691.

A arquitectura sóbria obedece às linhas dos outros conventos da Província da Piedade. Ao longo dos anos sofreu diversas alterações, sobretudo depois do terramoto de 1755 e da extinção das Ordens Religiosas em 1834.

O claustro do convento, de planta quadrada, mantém ainda a sua forma original. É composto por três arcos por banda, assentes em pilares de pedra, rectangulares. Os arcos são de volta perfeita no piso inferior. No piso superior, os arcos são abatidos e atestam ser de um período posterior aos arcos primitivos. O piso térreo tem abóbadas e o superior não possui algum fecho. A Igreja era de planta rectangular, com abóbada de berço e tinha três altares.

A cerca do Convento constituía um elemento identificativo do seu conjunto, e nela encontravam-se os pomares, a horta e o jardim, onde era abundante a água. Os frades eram auto-suficiente e subsistiam através do trabalho agrícola e da produção de azeite, esta última atestada pelo engenho de lagar ainda existente nas traseiras do edifício.

Após a extinção das Ordens Religiosas em 1834, o convento foi usado como armazém, fábrica de curtumes e habitação. Actualmente aí se realizam eventos culturais tais como exposições, espectáculos e outros.

Foi considerado Imóvel de Interesse Público pelo Decreto-Lei n.º 181/70, de 28 de Abril.


Nota:


1. Informação retirada de um  desdobrável com texto da Dr.ª Luísa Martins.

08
Mai11

Mãe Soberana por Carlos Porfírio

Lígia Laginha

 

 

 

Bom dia caros visitantes do “Marafações de uma Louletana”.


Hoje é dia de Festa em Loulé, Festa Grande em honra da nossa Padroeira. Como tal a marafada decidiu dedicar este post a uma das mais belas pinturas que existem da Nossa Senhora da Piedade. Esta pintura, óleo sobre tela, foi executada em 1970 pelo pintor farense Carlos Porfírio. Última obra deste pintor e cineasta cuja obra revelava uma grande influência futurista.

 

 

 

Homem aventureiro e que procurava saber mais fixou residência em Madrid e em Paris, no entanto, devido à II Grande Guerra acabou por regressar a Portugal em 1939.

Foi director e editor do “Portugal Futurista” e dirigiu os filmes "Sonho de Amor", 1945 e "Um grito na Noite", 1948.

A Carlos Porfírio se deve também a criação do Museu Etnográfico de Faro.

Para além da obra “Mãe Soberana” é autor de outras pinturas que revelam bem o seu gosto pelas tradições algarvias tais como: “Lenda das Amendoeiras em Flor”, concebida para a sala designada “Lendas do Algarve” do Museu Etnográfico de Faro; “A Moira do pente de oiro”, “O Touro Preto”, entre outras.

 

Notas:

 

1. Viva a Mãe Soberana! Viva os Homens do Andor!