Quarta-feira, 03.08.11

ACTA leva "Canto Nono" a Quarteira

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

O post de hoje é dedicado a quem gosta de teatro:

 

Esta quinta-feira, dia 4 de Agosto, às 22h00, na Praça do Mar em Quarteira, o Canto IX de "Os Lusíadas" surge na narrativa épica de Camões essencialmente como corolário de festa pagã, prémio que a venerável Vénus entende ser devido aos portugueses pelo reconhecimento da sua bravura e de que por esta têm direito ao merecimento de compensação terrena.

O espectáculo Canto Nono é, pois, não uma elaboração que pretende reproduzir passo a passo os momentos do Canto, mas antes uma elaboração alusiva a esse momento da épica camoniana, onde as personagens se cruzam com um sentido de festa e devir poético que tarda: "Ai Portugal, Portugal!/Do que é que estás à espera?!"

Esta adaptação do “Canto Nono” pela ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve – prossegue depois em digressão nos dias 15 e 20 de Agosto, em Portimão e Lagos, respectivamente.

 

Nota:

 

1. A entrada é livre. Aproveitem!

 

Rabiscado por Lígia Laginha às 07:42 link do post | Comentar | Marafações predilectas
Quinta-feira, 14.07.11

A Casa da Cultura de Loulé

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje este blog marafado vai dar-vos a conhecer um pouco da Casa da Cultura de Loulé:

 

Em 1979 um grupo de professores de Loulé reconheceu a necessidade de uma intervenção cívica para além do âmbito das suas funções normais, ou seja, algo que dinamizasse a vida cultural da cidade – então uma pequena vila. Na sequência de vários encontros foram criadas as bases para o lançamento de um projecto cultural, tendo sido criada então a Comissão Pró Casa da Cultura.

A duração desta estrutura, com esta designação, foi relativamente curta, tendo dado lugar à criação da Associação Pró Casa da Cultura.

Em 1987 foi adoptado o actual nome – Casa da Cultura de Loulé e algum tempo depois, quando o Instituto Português da Juventude criou o RNAJ – Registo Nacional de Associações Juvenis – a Associação procedeu aí ao seu registo como Associação Juvenil.

Actualmente a Associação conta com 670 associados e tem-se vindo a constituir como uma entidade de referência no sector da dinamização sociocultural da cidade e do concelho de Loulé.

A actual Direcção é composta por nove elementos, sendo cada um deles responsável por uma ou mais áreas de trabalho da Associação. Todas as actividades são asseguradas pelos associados em regime de voluntariado, existindo apenas dois elementos assalariados que asseguram as tarefas de secretariado.

Ao longo dos anos a Casa da Cultura tem promovido um leque diversificado de actividades, estando patentes em todas elas três grandes linhas orientadoras: a organização, a formação e a divulgação de eventos culturais.

Nos primeiros anos da sua existência, e até pela proveniência dos seus fundadores, foi privilegiada a intervenção junto das escolas, tendo sido desenvolvido todo um trabalho de fomento da prática desportiva, de relançamento dos jogos tradicionais e de apoio às artes plásticas. Seguidamente, começou a ser prestada maior atenção e apoio técnico ao lançamento e consolidação de outras associações locais, capazes de partilhar e prosseguir objectivos semelhantes noutras zonas da região, promovendo, nomeadamente, o intercâmbio de residentes em actividades valorizadoras dos recursos culturais da zona.

Mais tarde, naturalmente, a Associação voltou-se para uma maior estruturação e alargamento das suas próprias actividades, estendendo-se estas pelas áreas do teatro, da fotografia e das artes plásticas e tendo-se fortalecido entretanto o sector da actividade gímnica.

 

Nota:

 

1. Na próxima Sexta – Feira dia 22 de Julho, pelas 21h30m no Cineteatro Louletano o Grupo de Teatro Análise da Casa da Cultura de Loulé, irá apresentar a peça “As 3 Filhas da Mãe”. Este espectáculo surge após 7 lotações esgotadas em diversas salas do concelho de Loulé, levando a peça a ultrapassar a barreira dos 1000 espectadores.
O grupo amador “Teatro Análise da Casa da Cultura de Loulé” agradece o carinho com que o público tem acolhido as suas recentes produções.

Rabiscado por Lígia Laginha às 07:16 link do post | Comentar | Marafações predilectas
Quinta-feira, 30.06.11

Horizontes do Futuro com Eunice Muñoz

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje, pelas 21h30, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, Loulé recebe Eunice Munõz, uma das mais prestigiadas actrizes portuguesas de todos os tempos. Eunice Munõz irá dar uma conferência inserida no ciclo "Horizontes do Futuro" cujo tema será "Uma vida dedicada ao teatro". Nesta apresentação a actriz irá falar sobre a sua vivência em cima do palco, ao longo de mais de sete décadas, partilhando com o público momentos únicos na sua carreira e fazendo também uma reflexão sobre a importância das Artes e o seu futuro no contexto nacional. 

 

"Eunice do Carmo Muñoz nasceu a 30 de Julho de 1928, na Amareleja, freguesia do concelho de Mora. Aos cinco anos, começa a encarar o público na pequena companhia teatral ambulante da sua família. Muda-se para Lisboa com os pais e o irmão, Hernâni, e frequenta o Colégio Peninsular. Descobre, finalmente, a cidade que tanto a fascinava e com que tanto havia sonhado. 

Aos 13 anos consegue o primeiro papel no teatro profissional. Estreia-se a 28 de Novembro em Vendaval, de Virgínia Vitorino, na maior e mais prestigiada companhia daqueles tempos: a Companhia de Teatro Rey Colaço-Robles Monteiro, sediada no Teatro Nacional D. Maria II. O seu talento é reconhecido por muitos, como Palmira Bastos, Raul de Carvalho, João Villaret e Amélia Rey Colaço, a quem chamaria “a mestra do seu coração”. 

Ingressa no Conservatório Nacional de Teatro, em 1942, onde se cruza com nomes como Maria Matos, Alves da Cunha ou Rui Pacheco. 

Com apenas 15 anos, representa Maria, em Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett, encenado por Amélia Rey Colaço para a sua companhia, e ao lado de Raul de Carvalho e João Villaret. 

No Verão de 1944, deixa o Teatro Nacional e dedica-se à comédia sentimental, à farsa e à opereta, no Teatro Variedades, no Parque Mayer, onde se popularizou, com Vasco Santana e Mirita Casimiro, na peça Chuva de filhos, de Margaret Mayo. Na manhã do dia de estreia, presta provas no Conservatório, com cenas do 2º acto de Vivette, que termina com 18 valores. 

A sua estreia no cinema acontece em 46, no filme de Leitão de Barros, Camões, onde interpretou Beatriz da Silva, o principal papel feminino. Por esta interpretação ganha o prémio do SNI (Secretariado Nacional de Informação) para a Melhor Actriz Cinematográfica do Ano. A estreia quase simultânea de Um homem do Ribatejo, de Henrique Campos, veio cimentar a aclamação do público e da crítica. 

Regressa ao Teatro Nacional mas, com apenas 23 anos e 10 de carreira, abandona os ensaios de A luz do gás, encenado por Robles Monteiro, e afasta-se voluntariamente do teatro. Chega ainda a trabalhar na loja de cortiças da Rua da Escola Politécnica, fundada pelo conhecido “Mr.” Cork, seguida de uma incursão numa empresa de cabos eléctricos, onde foi secretária de direcção. As muitas solicitações fazem-na regressar aos palcos quatro anos depois. 

O seu regresso ao teatro, em 1955, é triunfal na interpretação que faz de Joana d'Arc, uma adaptação da peça de Jean Anouilh, L’Alouette, no palco do Teatro Avenida. 

Ao longo da sua gloriosa carreira passou por várias companhias teatrais, interpretando obras dos mais importantes autores de todos os tempos como Shakespeare, Tenesse Williams, Bernardo Santareno, José Régio, entre muitos outros. 

Em 1972 volta a deixar os palcos, dedicando-se a pequenos trabalhos na televisão e a gravar discos de poesia de Florbela Espanca e Soror Mariana. E, em 76, após a Revolução de Abril, volta a pisar o palco num espectáculo de Vasco Morgado – Equus, amargura para um cavalo, de Peter Shaffer. A sua ausência havia sido sentida por um público ávido de grandes interpretações. 

Na celebração dos 50 anos de carreira (1991), realiza-se uma exposição no Museu Nacional do Teatro, coordenada por Vítor Pavão dos Santos. 

É condecorada no palco do Teatro Nacional Dona Maria II, pelo Presidente da República, Mário Soares. 

Protagoniza vários filmes e telenovelas, como A banqueira do povo (1993), de Walter Avancini, que deixa marcas indeléveis e é considerada uma das maiores interpretações na televisão em Portugal. 

Em 2003, é homenageada pelo Teatro Municipal São Luiz, no ciclo de Grandes Actores, em Eunice, nome de actriz/ Palco e vida, com guião e encenação de Vítor Pavão dos Santos. 

Em 2006, representa, pela primeira vez, na casa que tem o seu nome, o Auditório Municipal Eunice Muñoz, antigo Cine-Teatro de Oeiras. A peça é Miss Daisy, de Alfred Uhry, encenada por Celso Cleto. A 20 de Julho é homenageada pelo Teatro da Trindade, por ocasião da centésima representação de Miss Daisy. 

Em 2008 é-lhe atribuído o Prémio Voz e, em Maio, é agraciada com o Globo de Ouro de Mérito e Excelência (SIC). 

A 3 de Julho de 2009, é distinguida com o grau de Doutor Honoris Causa, pela Universidade de Évora. 

Recebeu os mais prestigiados prémios, como: Prémio de Popularidade da revista Rádio e Televisão (1960/62); Prémio de Melhor Actriz, pelo SNI (1963); Prémio da Imprensa para a Melhor Actriz de Teatro Declamado (1964); Troféu "Nova Gente" para a Melhor Actriz de Teatro Declamado (1983); prémios Nova Gente e Se7e de Ouro (1984/85); Prémio Garrett para a Melhor Actriz (1986); prémio Se7e de Ouro para a Melhor Interpretação Feminina (1988); entre outros."

 

Nota:

 

1. Não percam!

 

Rabiscado por Lígia Laginha às 06:18 link do post | Comentar | Marafações predilectas

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