Sexta-feira, 16.09.11

Ilustres Louletanos (XVII) - Maria Aliete Galhoz

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Maria Aliete Farinho das Dores Galhoz nasceu em Boliqueime, no ano de 1929. Estudou no Liceu de Faro e licenciou-se em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É editora literária, poeta e ensaísta. Entre 1953 e 1972 foi professora do Ensino Secundário. Colaborou em pesquisas de Literatura Popular Portuguesa, tema sobre o qual publicou inúmeros estudos e fez várias conferências, no Centro de Estudos Filológicos, juntamente com Lindley Cintra e Viegas Guerreiro, no Centro de Estudos Geográficos, e no Centro de Estudos de Tradições Populares Portuguesas da Universidade de Lisboa. Tem colaboração dispersa nas revistas "Boletim de Filologia", "Colóquio", "O Tempo e o Modo", "Nova Renascença" e em vários jornais. Colaborou e fixou os textos de "Poemas Esotéricos" de Fernando Pessoa em 1993. No campo da investigação da Literatura Tradicional Oral Portuguesa publicou "Pequeno Romanceiro Popular Português" (1977), "Romanceiro Popular Português" (1998), "Memória Tradicional de Vale Judeu" (1996), "Memória Tradicional de Vale Judeu II" (1998), "Romanceiro do Algarve" (2005). Colaborou na edição de "Povo, Povo, Eu te pertenço" de Filipa Faísca em 2000, bem como num conjunto de volumes subordinados ao tema "Património Oral do Concelho de Loulé" em parceria com Idália Farinho Custódio e Isabel Cardigos. Escreveu três livros de poesia: "Poeta Pobre" (1960), "Décima Quinta Matinal Esquecida - "Acto da Primavera" (1967), "Poemas em Rosas" (1985). Em prosa publicou o livro de contos intitulado "Não Choreis Meus Olhos" (1971). Recebeu a Medalha Municipal de Mérito, grau prata, pela Câmara Municipal de Loulé, em 1994. Foi ainda condecorada com o título Doutora Honóris Causa pela Universidade do Algarve (1966) e com o grau honorífico de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique (1999).

 

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Quarta-feira, 10.08.11

Ilustres Louletanos (XV) - Rogério Fernandes Ferreira

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje decidimos homenagear um ilustre louletano de seu nome Rogério Fernandes Ferreira:

 

Agraciado em 1998 pela Câmara Municipal de Loulé com a Medalha Municipal de Mérito - Grau Ouro, Rogério Fernandes Ferreira nasceu a 27 de Junho de 1929, em S. Clemente, freguesia de Loulé. De origens humildes, fez toda a sua instrução em Loulé, sem que tivesse possibilidades de estudar em Faro. Por morte da mãe e tendo o pai emigrado para a Argentina, Rogério Fernandes Ferreira abandonou os estudos aos quinze anos e começou a trabalhar na secção de Despacho da EVA- Empresa de Viação Algarve. Pouco depois, veio viver para Setúbal, onde entre outros empregos, trabalhou numa mercearia e retomou os estudos.

Terminou em 1947 a Escola Comercial e Industrial com a mais alta classificação (18 valores) e, em 1949, entrou para o Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras, sem nunca ter deixado de trabalhar e acabou o curso em 1954, com a classificação de 15 valores. Em 1966, licenciou-se em Direito, na Faculdade de Direito de Lisboa. E doutorou-se em 1983.

Além da sua actividade como professor catedrático, em Portugal e no estrangeiro, publicou em revistas e jornais inúmeros artigos e livros sobre gestão, contabilidade, auditoria, fiscalidade, entre outros temas.
Foi membro da comissão de Reforma Fiscal (1985/88), foi presidente da Comissão para a Revisão do IRS (1998) e da Comissão para a Revisão do IRC e Anteprojeto de Unificação (1999/2000). Foi também o primeiro presidente da Comissão de Normalização Contabilística de Portugal.

Faleceu a 12 de Julho de 2010.

 

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Quarta-feira, 20.07.11

Ilustres Louletanos (XIII) - Quirino dos Santos Mealha

 

 

 

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje recordamos mais um ilustre louletano de seu nome Quirino Mealha.

 

Agraciado com a Medalha Municipal de Mérito Grau Ouro em 2009, Quirino dos Santos Mealha nasceu em Querença a 8 de Julho de 1908.

Em 1926 matriculou-se na Universidade de Lisboa, tendo-se licenciado em Lisboa em 1931.

No ano seguinte fixou-se em Loulé onde fez os estágios de advogado, de notário e de subdelegado do Procurador da República. Em simultâneo, entrou para a vida pública de Loulé, tendo sido administrador do concelho (1932, 33 e 35), provedor da Misericórdia, vice-presidente da Câmara e presidente do Grupo Desportivo Louletano.

Em 1935 foi nomeado delegado do Instituto Nacional do Trabalho e Previdência no distrito de Beja.

Foi deputado na III Legislatura (1942-45), mandato que não concluiu para ocupar o lugar de governador civil do distrito de Beja, de 1944 a 1950, exercendo novo mandato na VIII Legislatura (1961-65), sendo também procurador à Câmara Corporativa na VI e VII Legislaturas por inerência de ser presidente da Direcção da FNAT.

Foi também Presidente do Concelho de Administração e do Concelho-Geral do Banco do Alentejo entre 1966 e 1975.

Presidiu várias comissões de estudos e grupos de trabalho, tomou parte de congressos, colaborou com diversos jornais e revistas e foi autor de relatórios, discursos, conferências, comunicações e de iniciativas culturais, nomeadamente de concursos e exposições de carácter heráldico, etnográfico, folclórico e de arte popular.

Faleceu em Lisboa a 4 de Junho de 1991.

 

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Quarta-feira, 06.07.11

Ilustres Louletanos (XII) - José Mendes Cabeçadas Júnior

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje falamos de José Mendes Cabeçadas Júnior:

 

Nasceu em Loulé em 19 de Agosto de 1883. 
Concluiu o curso da Escola Politécnica, ingressando na Escola Naval em 1902 e seguindo carreira militar, onde atingiu o posto de vice-almirante.

Republicano convicto, participou activamente nas operações militares que conduziram à implantação da República, em 5 de Outubro de 1910. Militou depois nos partidos Unionista, Liberal, Nacionalista e, por fim, na União Liberal Republicana (início de 1926). 
Em Julho de 1925, comandou uma tentativa de sublevação contra o Governo, a partir do navio Vasco da Gama.

Protagonizou depois o golpe militar de 28 de Maio de 1926, que viria derrubar a República, desta vez bem sucedido. Assumiu então o comando da revolta em Lisboa, enquanto o general Gomes da Costa, vindo de Braga, avançava sobre a capital. Dois dias depois Mendes Cabeçadas foi nomeado Presidente do Ministério, ministro da Marinha e, interinamente, das restantes pastas. Mas em 18 de Junho de 1926 foi afastado do poder por um novo golpe militar, encabeçado por Gomes da Costa. Voltou à Armada e mais tarde envolveu-se em novas tentativas de revolta (entre 1931 e 1947), todas sem sucesso, contra a Ditadura e o Estado Novo, acabando por ser preso, julgado e reformado compulsivamente.

Morreu em Lisboa em 11 de Junho de 1965.

 

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Sábado, 02.07.11

Ilustres Louletanos (XI) - Maria Campina

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje falamos de Maria Campina:

 

Maria Campina de Sousa Pereira nasceu em Loulé, em 18 de Janeiro de 1914. Esta pianista, uma das mais talentosas da Europa de todos os tempos, concluiu o seu curso superior de piano do Conservatório Nacional, onde foi aluna de grandes mestres, entre os quais os extraordinários maestros portugueses Varela Cid e Luís de Freitas Branco, em 1935, com a classificação de 20 valores. 

Enquanto frequentou aquele Conservatório, Maria Campina foi premiada com todos os galardões para os melhores alunos, incluindo o 1º prémio do Conservatório Nacional, nunca alcançado por qualquer outro aluno daquele estabelecimento de ensino. 

Estreou-se em Lisboa naquele mesmo ano, num concerto na Casa do Algarve e fez questão de que o segundo fosse dado na sua terra natal, pouco tempo depois, no dia 8 de Agosto. 

Em 1939, com 25 anos, já casada, Maria Campina começou a leccionar como professora de piano num colégio de Lisboa. É nessa época que Maria Campina ganha consolidação da sua carreira. 

A Emissora Nacional tinha dois serviços e a estação de “Lisboa2”, com uma programação cultural e científica, emitia, diariamente, concertos de música clássica e ópera. Além disso, a estação tinha a sua própria Orquestra Sinfónica, de grande nível. Maria Campina não tinha mãos a medir, quer em récitas individuais, quer integrada ou como solista da Orquestra Sinfónica, que, tal como a outra orquestra da estação oficial, a Orquestra Ligeira, percorria o país de lés a lés.

Mas a pianista não se limitava a dar vida às partituras dos grandes compositores, escrevia também para os jornais, proferia conferências, interessava-se pela vida cultural do país. 

Em 1949, Maria Campina decidiu participar num concurso internacional na Áustria, pátria de grandes músicos e intérpretes. No Mozarteum de Salzburgo, iria ombrear com quinze dos maiores pianistas mundiais do seu tempo. Interpretou obras de Mozart e de Johan Sebastian Bach e o júri, por unanimidade, o que raramente se voltou a repetir, declarou-a vencedora. Toda a Europa, América do Sul e África puderam, então, escutar a magia das suas interpretações.

Maria Campina criou, por essa altura, na Academia de Música do Funchal, a disciplina de Iniciação Musical, mostrando, deste modo, a sua sensibilidade pedagógica e visão para as carências educativas da escola, em Portugal. 

Já em Lisboa, alguns anos mais tarde, em1962, a pianista algarvia abraçava convictamente a ideia da criação de um conservatório na região do Algarve. Em 1972, Maria Campina pôde, finalmente, ainda em casa emprestada, receber os primeiros alunos do «seu» Conservatório Regional do Algarve. Durante os doze anos que se seguiram, a pianista louletana pôde dar largas ao seu sonho, formando crianças e jovens algarvios.

Galardoada, em 1979, com o grau de Comendador da Ordem de Instrução Pública, Maria Campina empenhava-se, então, com o seu marido, Pedro Ruivo, em conseguir apoios para a construção de uma escola de raiz.

Maria Campina faleceu em 27 de Fevereiro de 1984 e seria o seu marido quem veria, finalmente, concretizado o seu sonho: o excelente edifício que alberga hoje o Conservatório Regional Maria Campina, de que todos os algarvios se podem orgulhar.

Em 1994 foi agraciada, a título póstumo, pela Câmara Municipal de Loulé com a Medalha Municipal de Mérito - Grau Ouro.

 

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Quarta-feira, 29.06.11

Ilustres Louletanos (X) - Catarina Farrajota

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana",

 

Há poucos dias faleceu uma ilustre louletana de seu nome Catarina do Carmo Pinto Farrajota, mais conhecida por "Dona Catrixa", apelido que os louletanos lhe atribuiram com carinho.

 

Catarina do Carmo Pinto Farrajota nasceu a 16 de Março de 1923 em Santa Bárbarade Nexe.

Frequentou o curso dos Liceus no Colégio Parisiense em Lisboa.

Terminado o Curso do Liceus entrou para a Escola Técnica de Enfermeiras do Instituto Português de Oncologia tendo terminado o curso de enfermagem Geral e de Saúde Pública em 31 de Julho de 1945.

No ano seguinte trabalhou no Instituto Português de Oncologia.

Manteve-se em Lisboa até 1948, altura em que regressa ao Algarve e é convidada por Maria José Cabeçadas de Ataíde Ferreira, fundadora da Casa da Primeira Infância, que se retirava para Lisboa, para a substituir na Direcção da referida Instituição.

Em 1976 é convidada a presidir a Comissão Administrativa nomeada para assegurar o funcionamento da Santa Casa da Misericórdia de Loulé.

Em 1977 é eleita provedora da Santa Casa da Misericórdia de Loulé, lugar que ocupou durante vários anos.

Em 1997 foi agraciada com a Medalha Municipal de Mérito Grau de Prata.

Até há data da sua morte, a Dona Catrixa foi sempre uma mulher de espírito aberto dada à cultura e buscando todas as oportunidades de ajudar o próximo. Por estes e outros motivos aqui fica a singela homenagem do "Marafações de uma Louletana".

 

Nota:

 

1. Não ausência de uma fotografia da Dona Catrixa coloquei uma da Casa da Primeira Infância, instituição a que esteve ligada.

 

 

 

 

 

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Domingo, 26.06.11

Ilustres Louletanos (IX) - Manuel Gomes Guerreiro

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

O Festival MED já terminou e a marafada ontem não "postou" o programa porque estava demasiado cansada para tal. Sabem "noites alegres, manhãs tristes". De qualquer forma podiam aceder ao programa no site do MED que aqui foi referido.

 

Mas mudando de assunto, porque o MED acabou mas a vida continua, hoje vamos homenagear mais um ilustre louletano de seu nome Manuel Gomes Guerreiro.

 

Agraciado com a Medalha de Municipal de Defesa do Meio Ambiente - Grau Prata, em 1993, pela Câmara Municipal de Loulé, Manuel Gomes Guerreiro nasceu na freguesia de Querença, Conselho de Loulé, frequentando o Liceu João de Deus, em Faro. Desde 1943 exerceu a profissão de engenheiro silvicultor. Paralelamente trabalhou 12 anos com o Prof. Vieira Natividade em Alcobaça, tendo-se dedicado ao melhoramento genético de espécies florestais como o choupo. Convidado para trabalhar em Moçambique, tornou-se director do Instituto Museu de História Natural de Álvaro de Castro e da Sociedade de Estudos de Moçambique. Foi igualmente Vice-reitor da Universidade de Luanda. Em 1974 regressa a Lisboa onde posteriormente exerceu o cargo de Secretário de Estado do Ambiente. Leccionou nas Universidades de Letras de Lisboa e na Universidade Nova. Em 1989 foi jubilado. É autor de uma vasta bibliografia nas áreas da silvicultura, do ensino e da ecologia. Proferiu diversas conferências em inúmeras Instituições.

Viria a falecer no decorrer do ano 2000.

 

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Quinta-feira, 09.06.11

Presidentes da Câmara Municipal de Loulé (I) - José João Ascensão Pablos

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje este blog marafado inaugura mais uma rúbrica: os Presidentes da Câmara Municipal de Loulé. Porque são sem dúvida personalidades cuja a acção foi contruindo o que hoje se chama "Concelho de Loulé". Sobre algumas destas pessoas não dispomos hoje de bastos elementos que permitam traçar o que foi a sua vida e a sua acção governativa, assim sendo, lamentavelmente nem todos os Presidentes serão aqui "biografados".

 

Começemos então por José João Ascensão Pablos:

 

José João Ascensão Pablos nasceu na Freguesia de S. Clemente em 15 de Agosto de 1910.

A 7 de Abril de 1956 tomou posse como Vice-Presidente da Câmara Municipal de Loulé. Foi nomeado Presidente da referida edilidade a 4 de Setembro de 1957, cargo que exerceu até 2 de Janeiro de 1959.

A sua acção enquanto Presidente incidiu na continuação do projecto educativo dos cursos nocturnos, na electrificação das povoações do Concelho e da Av. José da Costa Mealha, na construção de uma lavadouro público em Quarteira e no inicio da 2.ª fase da construção do Parque Municipal.

Depois de um interregno, em que fora Presidente do Município Francisco Guerreiro Barros, nas “Actas de Vereação” de 12 de Abril de 1962, o nome de José João Ascensão Pablos volta a surgir como Presidente, não sendo no entanto possível datar a  1.ª sessão a que presidiu. Neste segundo mandato destacam-se as seguintes iniciativas: a beneficiação de fontes públicas, a aprovação do Parque de Turismo de Quarteira, a ampliação do cemitério, a reparação do Mercado Municipal de Loulé dotando o mesmo de mais bancas, o projecto da rede de esgotos de Quarteira, o estabelecimento do Mercado mensal em Boliqueime, entre outras. Este segundo mandato terminou em 1965.

José João Ascensão Pablos faleceu em Loulé a 06 de Agosto de 1974.

 

Nota:

 

1. Na falta de uma outra fotografia de José João Ascensão Pablos copiei esta do blog "SEbastião". Ascensão Pablos é o homem no centro da fotografia.

 

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Domingo, 29.05.11

Ilustres Louletanos (VIII) - José Cavaco Vieira

 

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje voltamos a homenagear quem na nossa terra se destacou e o ilustre louletano escolhido foi: José Cavaco Vieira.

 

Agraciado pela Câmara Municipal de Loulé com a Medalha Municipal de Mérito - Grau Prata, em 1993, José Cavaco Vieira nasceu em Alte, em 1903. Um apaixonado pela cultura local, nos anos 30 e 40 dedicou-se a lançar as bases de uma etnografia popular, participada pelas populações locais e baseada em princípios científicos sérios de recolha e divulgação. Estudou em Lisboa, onde tirou o curso de Guarda-Livros e aprendeu línguas (francês e inglês). Foi presidente da Junta de Freguesia muitos anos e funcionário da Caixa Agrícola mais de três décadas. Foi membro fundador do Grupo de Amigos de Alte, que por sua vez criou o jornal "Ecos da Serra", em Dezembro de 1967, para apoiar moralmente os soldados no Ultramar e emigrantes. Neste jornal escreveu inúmeras crónicas, na célebre rubrica "Conversando", discorrendo sobre a etnografia, a política, a ecologia, a religião, a literatura e a biografia popular. Da sua visão artística e ecológica nasceram em Alte a escultura camoniana da Fonte Grande e também o Cristo de madeira que expôs em sua casa. José Cavaco Vieira sabia ainda tocar viola e violino. Faleceu na sua aldeia natal em 2002.

Em 23 de Novembro de 2003, no âmbito das comemorações dos cem anos do seu nascimento, foi inaugurada, em Alte, uma escultura em homenagem a José Cavaco Vieira da autoria de Fernanda Assis e Marcílio Campina.

 

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Segunda-feira, 23.05.11

Ilustres Louletanos (VII) - José Alves Batalim Júnior

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje este singelo blog decidiu homenagear um homem que será sempre querido a Loulé, pelo menos para os mais velhos e para aqueles que o conheceram e cujas circunstâncias da vida obrigaram a precisar da sua ajuda. Esse homem é José Alves Batalim Júnior, ou seja, o Dr. Batalim, médico dedicado e altruísta a quem Loulé muito deve. Natural de Monchique, foi mais louletano do que o são ou foram alguns!

 

Assim sendo:

 

José Alves Batalim Júnior, nasceu na Vila de Monchique no dia 15 de Setembro de 1927.

Frequentou a Escola Primária em Monchique e concluiu o Ensino Liceal no Liceu João de Deus em Faro. Ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra em 1950, concluindo a licenciatura em 1956.

Com manifesta inclinação para a Cirurgia, opta por efectuar o Estágio Obrigatório num Serviço de Cirurgia.

Em 1958 é admitido no Internato Complementar de Cirurgia e é colocado no serviço de Cirurgia I dos Hospitais da Universidade de Coimbra. Apresentou-se, em1962, a exame da Especialidade de Cirurgia Geral pela Ordem dos Médicos, tendo sido aprovado por unanimidade com distinção.

Já com o título de especialista em cirurgia, organiza uma Equipa Cirúrgica que quinzenalmente se deslocava a Loulé para observar doentes e realizar intervenções cirúrgicas já programadas.

Durante o período que estudou em Coimbra, o Dr. Batalim dedicou-se também à prática desportiva. Foi director da Secção de Futebol da Associação Académica de Coimbra de1955 a1958. Praticou hóquei em patins e foi também dirigente desta Secção da Associação Académica.

Em 1963 decidiu voltar ao Algarve e foi admitido como médico-cirurgião do Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Loulé, do qual foi Director durante largos anos.

Após a transformação do Hospital da Misericórdia em Centro de Saúde de Loulé, passou a exercer a sua actividade como Assistente da Carreira Médica, encarregado da Consulta de Cirurgia.

Após a sua reforma por imposição de idade, foi contratado para continuar a sua actividade no Centro de Saúde de Loulé.

O Dr. Batalim e a sua esposa, Maria Augusta Mendonça Batalim, faleceram num trágico acidente de viação no dia 28 de Maio de 1999.

Em 2000 foi agraciado pelo Município Louletano com a Medalha Municipal de Mérito - Grau Ouro.

Em 2001 a Câmara Municipal de Loulé homenageou este ilustre louletano e a sua esposa com a colocação do seu busto em bronze no Largo Tenente Cabeçadas.

 

Nota:

 

1. Até sempre Dr. Batalim.

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Sexta-feira, 13.05.11

Ilustres Louletanos (VI) - José Viegas Gregório

 

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Numa altura em que se aproxima o feriado municipal, este ano celebrado a 2 de Junho, e com ele a Festa da Espiga, festividade conhecida e aclamada por todos os louletanos que se prezam, este singelo blog decidiu fazer uma justa homenagem ao criador da referida festa, José Viegas Gregório.

 

José Viegas Gregório nasceu em Salir no ano de 1915. Iniciou a sua actividade no comércio e passados alguns anos dedicou-se à agricultura.

Em 1952 iniciou a sua actividade pública, assumindo o cargo de Secretário da Junta de Freguesia de Salir. Seis anos depois foi eleito presidente da mesma Junta, funções que exerceu até Setembro de 1974. Regressaria à presidência da Junta de Freguesia nas eleições de 1982, mandato que cumpriu até 1985.

Uma das suas grandes paixões era o coleccionismo de tudo quando pudesse de alguma forma estar ligado a Salir. Daí o vasto acervo que deixou e que inclui diversos vestígios históricos, jornais e documentação da mais variada que inclui cartazes, programas de festividades realizadas em Salir e um vasto espólio fotográfico. Durante 43 anos foi correspondente do jornal “O Século” e colaborou em diversos jornais locais e regionais.

Contudo, José Viegas Gregório será sempre lembrado sobretudo pela criação da chamada Festa da Espiga, realizada em Salir, por sua iniciativa, desde 1968. A importância que este evento alcançou, desde o inicio, como cartaz turístico do interior algarvio foi tal que a Câmara Municipal mudou para este dia o seu feriado municipal.

Em 1991 foi alvo de uma homenagem pública promovida pela Junta de Freguesia de Salir tendo sido atribuído na altura o seu nome a uma das principais artérias da referida Freguesia.

Em 1993 foi agraciado pela Câmara Municipal de Loulé com a Medalha Municipal de Mérito Grau Bronze.

Em 2005 foi inaugurada, em Salir, a Biblioteca José Viegas Gregório.

José Viegas Gregório faleceu a 13 de Outubro de 2007.

 

Nota:

 

1. Oportunamente a marafada voltará a falar na Festa da Espiga e no seu criador.

A louletana está:
Cantiga: Tia Anica, mana Anica
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Sexta-feira, 29.04.11

Ilustres Louletanos (V) - Pedro de Freitas

 

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje este blog marafado volta à rúbrica "Ilustres Louletanos" e traz-vos um defensor e apologista da sua terra Natal chamado Pedro de Freitas.

 

Pedro de Freitas nasceu em Loulé, no Largo do Carmo, em 1894. Louletano, autodidacta e escritor popular, chegou a ser apelidado de "Embaixador de Loulé", dado o seu esforço para manter vivas as tradições e feitos desta vila, hoje cidade. O primeiro contacto de Pedro de Freitas com a música, onde se destacaria maioritariamente, deu-se em 1902. Em 1903 foi viver para Faro e em 1904 para Olhão, completando a instrução primária numa e noutra localidade. Mais tarde regressa a Loulé onde se emprega como caixeiro de uma mercearia, continuando em simultâneo a aprendizagem da música na Sociedade "Artistas de Minerva". Em 1916 era ferroviário, guarda-freio dos comboios e no ano seguinte parte para a guerra, em França. Aí narra um dos episódios de guerra numa carta que alguns meses mais tarde acaba por ser publicada num jornal. A partir daí, Pedro de Freitas nunca mais deixou de escrever. Em 1926, regressado a Portugal, entra na luta pró Variante do Caminho de Ferro para Loulé, mantendo-se acerrimamente na mesma até 1946. Aquela que Pedro de Freitas descreve como a sua "maior proeza bairrista" foi, no entanto, a grande luta que travou para trazer a Loulé o Batalhão de guerra a que pertencia, o Batalhão de Sapadores de Caminhos-de-ferro, comandado pelo General Raul Esteves. Conseguiu este feito e assim honrou Loulé. A visita do Batalhão e a Festa da Mãe Soberana fizeram convergir a esta cidade milhares de pessoas. Enquanto soldado do referido Batalhão, Pedro de Freitas foi construindo uma espécie de diário que deu corpo ao seu primeiro livro intitulado "As minhas recordações da Grande Guerra". Mais tarde, em 1950, com o livro "História da Música Popular em Portugal", alcançou grande sucesso mesmo em termos internacionais. Esta última obra é também dedicada pelo autor a Loulé. Em 1961, Pedro de Freitas recebe o convite do Senhor Governador Geral da Índia Portuguesa, General Vassalo Silva, para o visitar e escrever um livro. Pedro de Freitas visita então Goa, Damão e Diu e através do que observou escreveu a obra "Eu Fui à Índia". Neste mesmo ano, enquanto membro da Comissão Cultural da "Casa do "Algarve", em Lisboa, cargo que ocuparia durante dez anos, Pedro de Freitas deslocou-se à histórica aldeia de Alvor para defender a ideia da criação da Casa - Museu do Rei D. João II. Durante a sua vida activa Pedro de Freitas escreveu quinze livros, sendo um dos mais importantes "Quadros de Loulé Antigo", monografia da sua terra natal que conheceu diversas edições sendo a primeira de 1964. Pedro de Freitas faleceu no Barreiro em 1987 com 93 anos.

 

Nota:

 

1. Pedro de Freitas doou um imenso espólio à Câmara Municipal de Loulé. Esse espólio, rico em fotografias, cartas e objectos vários, encontram-se hoje no Castelo de Loulé e permite o aprofundamento dos conhecimentos acerca da história e etnografia locais.

 

2. O livro "Quadros de Loulé Antigo" embora escrito de forma apaixonada e muitas vezes instintiva não pode deixar de ser tido em conta como uma obra importante que nos leva ao Loulé dos inicios do século XX e nos transmite as vivências do autor, as tradições da época que infelizmente se vão perdendo, entre outros aspectos que fazem desta monografia um livro único para quem quer traçar a história da cidade louletana. A marafada recomenda a sua leitura.

 

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Quarta-feira, 13.04.11

Ilustres Louletanos (III) - José Guerreiro Murta

 

Hoje o "Marafações de uma Louletana" escolheu homenagear José Guerreiro Murta. E porque a terra faz os homens e os homens fazem a terra aqui fica mais uma breve biografia, um "cheirinho" que apela a ir mais além.

Bem hajam todos os nossos visitantes.

 

 

 

 

 

 

 

Pedagogo e escritor, José Guerreiro Murta, nasceu em Loulé em 1891. Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa e,em Filologia Românicapela Faculdade de Letras de Lisboa. Leccionou nos liceus de Faro, de Setúbal e de Lisboa, onde foi Reitor do Liceu Passos Manuel. Publicou na "Colecção Estudar É Saber", de que foi co-fundador, seis volumes sobre o estudo e o ensino da Língua Portuguesa. Em colaboração com João de Barros escreveu "Como se devem ler os Escritores Modernos". Foi autor da "Evocação Histórica do 1º Liceu do País" e "Ensino da Redacção da Língua Portuguesa". Colaborou igualmente com a imprensa dirigindo a revista "A Mocidade", assim como a secção de crítica literária da revista "Alma Nova", criada em 1915. Organizou também o I Congresso das Caixas Económicas Portuguesas, publicando nesta área as obras "O Montepio Geral e o seu Iniciador", e "Caixa Económica de Lisboa ou o Primeiro Mealheiro Público". Foi eleito Presidente do Montepio Geral, onde realizou obras de grande importância. Em 1955, foi condecorado com a Ordem de Benemerência. Recusou cargos políticos, mas participou em trabalhos na Junta Nacional de Educação. Pertenceu ainda à direcção dos Jardins-Escola João de Deus e da Casa do Algarve. Deu diversas conferências em que o tema Algarve foi fulcral. Viria a falecer na cidade em que nasceu em 1979.


 

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Sexta-feira, 08.04.11

Ilustres Louletanos (II) - Joaquim Laginha Serafim

Bom dia e bem-vindos ao "Marafações de uma Louletana".

Continuamos a falar de ilustres louletanos e hoje a personalidade escolhida é o Engenheiro Laginha Serafim.

Disfrutem da breve biografia e procurem saber mais se for esse o vosso desejo.

Boas marafações!

 

 

 

 

 

Joaquim Laginha Serafim nasceu em Loulé em 1921 e faleceu em Lisboa em 1994. Licenciado em Engenharia Civil, no Instituto Superior Técnico, em 1944, foi convidado a frequentar um curso nos Estados Unidos, destinado a cientistas e engenheiros estrangeiros. Foi professor catedrático das Universidades de Coimbra e de Maputo, e recebeu o grau de Doutor Honoris Causa pelas Universidades de Liége e do Rio de Janeiro. Fez parte integrante de diversas sociedades científicas espalhadas por todo o mundo sendo reconhecida a sua competência na execução de algumas das maiores barragens existentes em várias partes do mundo. Trabalhou em Marrocos, Espanha, Itália, Moçambique, Angola, Venezuela, Estados Unidos da América, Turquia, Brasil, Irão, e em muitos outros paises. Em Portugal contruíu as barragens de Castelo do Bode, Boução, Cabril, entre outras. Foi agraciado com diversos prémios, medalhas e comendas ao longo da vida, por entidades portuguesas, espanholas, inglesas e americanas. Como delegado português visitou mais de cinquenta países, onde participou em congressos e reuniões e realizou centenas de conferências.


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Segunda-feira, 04.04.11

Ilustres Louletanos (I) - José António Madeira

 

 

 

 

Como qualquer terrinha que se preze também Loulé tem e teve pessoas que distinguiram nos mais variados ramos. Cabe a este blog dar a conhecer algumas dessas personalidades através da rúbrica "Ilustres Louletanos". Bem hajam e boas marafações.

 

Começamos por José António Madeira:

 

José António Madeira nasceu em Loulé em 1896 e nesta localidade faleceu em 1976. Engenheiro geógrafo e astrónomo, matriculou-se na Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra em 1916. No ano seguinte foi admitido na Escola de Guerra, no curso de Artilharia de Campanha. Em 1922 voltou a frequentar a Faculdade supra referida e aí se licenciou em Ciências Matemáticas, incluindo igualmente o curso de Engenheiro geógrafo. Na Faculdade de Letras faz também as cadeiras de História Geral da Civilização, Estética e História de Arte. Em 1925 é requisitado ao Ministério de Guerra pelo Ministério da Agricultura para prestar serviços como Engenheiro geógrafo. No entanto, no ano seguinte inicia uma brilhante carreira como astrónomo, sendo nomeado para o Observatório Astronómico da Universidade de Coimbra. Embora não fosse um político, concordou em aceitar o cargo de secretário do seu conterrâneo Engenheiro Duarte Pacheco, quando este foi ministro da Instrução Pública. Mais tarde, no estrangeiro, foi membro da Missão Portuguesa para observação do eclipse total, no Norte da Inglaterra; bolseiro da Junta de Educação Nacional nos Observatórios Astronómicos de Greenwich e Paris; bolseiro do Instituto para a Alta Cultura nos mesmos Observatórios. Paralelamente, José António Madeira realizava investigação sobre diversos assuntos relacionados com o Algarve, vindo a ser dirigente da "Casa do Algarve". Facultou à posterioridade uma vasta bibliografia de cariz científico e ainda referente ao Algarve enquanto região turística. Colaborou com o jornal "O Algarve". Foi agraciado com a Ordem Militar de Cristo; Ordem Militar de Avis e Comenda da Instrução Pública. José António Madeira doou os seus livros à Biblioteca da sua terra natal, doação acompanhada de carta dirigida ao então Presidente da Câmara Municipal de Loulé.

 

Notas:

 

1. Muito do espólio bibliográfico doado por José António Madeira encontra-se hoje no Centro de Documentação situado no Castelo de Loulé. A marafada aconselha a visita a este espaço e o contacto com algumas das obras doadas por este ilustre louletano.

 

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