Quarta-feira, 07.09.11

Ilustres Louletanos (XVI) - Idália Farinho Custódio

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Agraciada pela Câmara Municipal de Loulé, em 1998, com a Medalha Municipal de Mérito Grau Prata, Idália Farinho Custódio nasceu em Loulé, em 1938. Licenciou-se em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa. Leccionou na Escola E.B 2,3 Engenheiro Duarte Pacheco de Loulé. Em termos literários, participou com poemas em diversas antologias como a "IV Antologia de Poesia Contemporânea". A autora tem se dedicado igualmente a recolhas etnográficas desde os anos 60, acompanhando Maria Aliete Galhoz na sua pesquisa em Vale Judeu, assim como na colecta para o vol. II do "Romanceiro Popular Português" da mesma autora. Em 1994, uma dedicação mais sistemática á pesquisa de Vale Judeu resultou na publicação de "Memória Tradicional de Vale Judeu" e "Memória Tradicional de Vale Judeu II". É também autora, com Isabel Cardigos e Maria Aliete Galhoz, de várias obras subordinadas ao tema “Património Oral do Concelho de Loulé” de que já foram publicados os volumes: contos, romances, orações e cancioneiro. Destaca-se igualmente no campo da poesia, nomeadamente infanto-juvenil, com obras como "Até à Estrela do Mar", editada em 2000. No âmbito infanto-juvenil é também autora de diversos contos como "A Viagem da Parker 51" (1985) ou "O Segredo da Rainha" (1991).

 

Rabiscado por Lígia Laginha às 08:06 link do post | Comentar | Marafações predilectas
Sexta-feira, 13.05.11

Ilustres Louletanos (VI) - José Viegas Gregório

 

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Numa altura em que se aproxima o feriado municipal, este ano celebrado a 2 de Junho, e com ele a Festa da Espiga, festividade conhecida e aclamada por todos os louletanos que se prezam, este singelo blog decidiu fazer uma justa homenagem ao criador da referida festa, José Viegas Gregório.

 

José Viegas Gregório nasceu em Salir no ano de 1915. Iniciou a sua actividade no comércio e passados alguns anos dedicou-se à agricultura.

Em 1952 iniciou a sua actividade pública, assumindo o cargo de Secretário da Junta de Freguesia de Salir. Seis anos depois foi eleito presidente da mesma Junta, funções que exerceu até Setembro de 1974. Regressaria à presidência da Junta de Freguesia nas eleições de 1982, mandato que cumpriu até 1985.

Uma das suas grandes paixões era o coleccionismo de tudo quando pudesse de alguma forma estar ligado a Salir. Daí o vasto acervo que deixou e que inclui diversos vestígios históricos, jornais e documentação da mais variada que inclui cartazes, programas de festividades realizadas em Salir e um vasto espólio fotográfico. Durante 43 anos foi correspondente do jornal “O Século” e colaborou em diversos jornais locais e regionais.

Contudo, José Viegas Gregório será sempre lembrado sobretudo pela criação da chamada Festa da Espiga, realizada em Salir, por sua iniciativa, desde 1968. A importância que este evento alcançou, desde o inicio, como cartaz turístico do interior algarvio foi tal que a Câmara Municipal mudou para este dia o seu feriado municipal.

Em 1991 foi alvo de uma homenagem pública promovida pela Junta de Freguesia de Salir tendo sido atribuído na altura o seu nome a uma das principais artérias da referida Freguesia.

Em 1993 foi agraciado pela Câmara Municipal de Loulé com a Medalha Municipal de Mérito Grau Bronze.

Em 2005 foi inaugurada, em Salir, a Biblioteca José Viegas Gregório.

José Viegas Gregório faleceu a 13 de Outubro de 2007.

 

Nota:

 

1. Oportunamente a marafada voltará a falar na Festa da Espiga e no seu criador.

A louletana está:
Cantiga: Tia Anica, mana Anica
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Sábado, 07.05.11

A mística dos Homens do Andor

 

 

 

Bom dia caros visitantes do “Marafações de uma Louletana”.


Amanhã tem lugar em Loulé a chamada Festa Grande em honra de Nossa Senhora da Piedade, a Mãe Soberana dos Louletanos. A padroeira esteve nos últimos quinze dias na Igreja de São Francisco onde pôde ser visitada mais a miúdo pelo seu povo. Amanhã regressa então à sua morada, o santuário no cimo do cerro da Piedade, e dá-se o ponto mais alto desta festa religiosa que é a maior a Sul do Tejo.

E este retorno da nossa Mãe à sua Ermida não poderia ser feito sem a força e a fé dos chamados Homens do Andor. Eles são vistos pelos louletanos como verdadeiros heróis e respeitados pelo nosso povo como símbolos de fervor religioso e devoção.

 

Os homens que transportam o andor da Mãe Soberana são oito, acompanhados por dois tochas (tocheiros ou ajudas) que vão abrindo caminho entre a multidão para que se possa fazer o percurso sem riscos. Estes homens envergam calças e camisa brancas, laço preto para a Festa Pequena e laço branco para a Festa Grande, casaco preto, opa branca com cabeção azul, luvas brancas de algodão, meias e sapatos pretos. Seguram um forcado de madeira, que os ajuda a transportar o Andor, e enfeitam a lapela com uma das flores do mesmo andor.

Na década de cinquenta decidiu-se que seria o homem com mais anos de Andor que lideraria o grupo e estava encarregue de escolher os Homens do Andor.

Acerca da Festa Pequena já aqui falamos por isso concentremo-nos na Festa Grande. Amanhã a procissão começa logo pela manhã, na Igreja de S. Francisco, onde os Homens do Andor recebem a bênção do pároco, depois da missa. De seguida os mesmos Homens transportam a imagem para o Largo Eng.º Duarte Pacheco, que os Louletanos conhecem por “Estátua”. Retomam a procissão na parte da tarde, cerca das 16 horas, percorrendo as principais artérias da cidade. Chegados ao inicio do cerro a procissão é feita em passo rápido até ao Santuário onde os Homens do Andor depositam a Padroeira para lá permanecer durante o ano.

Terminada a procissão os Homens do Andor continuam o seu percurso e descem em direcção ao centro da cidade, sendo esperados pela população que nas ruas lhes gritam “viva” e “obrigado”, batem palmas e acenam. Terminam o seu percurso no Largo Bernardo Lopes. E porque o Andor pesa cerca de trezentos quilogramas nós sabemos que é a fé do povo unida com a dos Homens do Andor que lhes dá força para conseguirem levar a nossa Padroeira cerro acima.

 

Em 28 de Março de 2007 foi atribuída à artéria que liga a Rua da Nossa Senhora da Piedade à Rua José António Madeira a designação de “Homens do Andor”. Uma justa homenagem aos louletanos que todos os anos transportam o andor de Nossa Senhora da Piedade. A placa toponímica foi descerrada no dia 8 de Abril de 2007, Domingo de Páscoa, durante o decorrer da Festa Pequena.

 

Nota:


1. A informação que a marafada aqui apresenta foi retirada de uma pequena publicação com texto da Dr.ª Luísa Martins, cara colega e amiga para além de excelente historiadora e investigadora, e, mais uma vez, do “Dicionário Toponímico: Cidade de Loulé”, de Jorge Filipe Maria da Palma.


2. Viva a Mãe Soberana. Viva os Homens do Andor!

A louletana está:
Cantiga: Hino da Mãe Soberana
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Sexta-feira, 29.04.11

Ilustres Louletanos (V) - Pedro de Freitas

 

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje este blog marafado volta à rúbrica "Ilustres Louletanos" e traz-vos um defensor e apologista da sua terra Natal chamado Pedro de Freitas.

 

Pedro de Freitas nasceu em Loulé, no Largo do Carmo, em 1894. Louletano, autodidacta e escritor popular, chegou a ser apelidado de "Embaixador de Loulé", dado o seu esforço para manter vivas as tradições e feitos desta vila, hoje cidade. O primeiro contacto de Pedro de Freitas com a música, onde se destacaria maioritariamente, deu-se em 1902. Em 1903 foi viver para Faro e em 1904 para Olhão, completando a instrução primária numa e noutra localidade. Mais tarde regressa a Loulé onde se emprega como caixeiro de uma mercearia, continuando em simultâneo a aprendizagem da música na Sociedade "Artistas de Minerva". Em 1916 era ferroviário, guarda-freio dos comboios e no ano seguinte parte para a guerra, em França. Aí narra um dos episódios de guerra numa carta que alguns meses mais tarde acaba por ser publicada num jornal. A partir daí, Pedro de Freitas nunca mais deixou de escrever. Em 1926, regressado a Portugal, entra na luta pró Variante do Caminho de Ferro para Loulé, mantendo-se acerrimamente na mesma até 1946. Aquela que Pedro de Freitas descreve como a sua "maior proeza bairrista" foi, no entanto, a grande luta que travou para trazer a Loulé o Batalhão de guerra a que pertencia, o Batalhão de Sapadores de Caminhos-de-ferro, comandado pelo General Raul Esteves. Conseguiu este feito e assim honrou Loulé. A visita do Batalhão e a Festa da Mãe Soberana fizeram convergir a esta cidade milhares de pessoas. Enquanto soldado do referido Batalhão, Pedro de Freitas foi construindo uma espécie de diário que deu corpo ao seu primeiro livro intitulado "As minhas recordações da Grande Guerra". Mais tarde, em 1950, com o livro "História da Música Popular em Portugal", alcançou grande sucesso mesmo em termos internacionais. Esta última obra é também dedicada pelo autor a Loulé. Em 1961, Pedro de Freitas recebe o convite do Senhor Governador Geral da Índia Portuguesa, General Vassalo Silva, para o visitar e escrever um livro. Pedro de Freitas visita então Goa, Damão e Diu e através do que observou escreveu a obra "Eu Fui à Índia". Neste mesmo ano, enquanto membro da Comissão Cultural da "Casa do "Algarve", em Lisboa, cargo que ocuparia durante dez anos, Pedro de Freitas deslocou-se à histórica aldeia de Alvor para defender a ideia da criação da Casa - Museu do Rei D. João II. Durante a sua vida activa Pedro de Freitas escreveu quinze livros, sendo um dos mais importantes "Quadros de Loulé Antigo", monografia da sua terra natal que conheceu diversas edições sendo a primeira de 1964. Pedro de Freitas faleceu no Barreiro em 1987 com 93 anos.

 

Nota:

 

1. Pedro de Freitas doou um imenso espólio à Câmara Municipal de Loulé. Esse espólio, rico em fotografias, cartas e objectos vários, encontram-se hoje no Castelo de Loulé e permite o aprofundamento dos conhecimentos acerca da história e etnografia locais.

 

2. O livro "Quadros de Loulé Antigo" embora escrito de forma apaixonada e muitas vezes instintiva não pode deixar de ser tido em conta como uma obra importante que nos leva ao Loulé dos inicios do século XX e nos transmite as vivências do autor, as tradições da época que infelizmente se vão perdendo, entre outros aspectos que fazem desta monografia um livro único para quem quer traçar a história da cidade louletana. A marafada recomenda a sua leitura.

 

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Quarta-feira, 27.04.11

Conferência "Mãe Soberana dos Louletanos: A Alma de um Povo"

 

 

 

Bom dia caríssimos visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

O post de hoje é meramente informativo e assim sendo fiz um copy past da notícia directamente do site da Câmara Municipal de Loulé (www.cm-loule.pt). Leiam e fiquem elucidados. Acreditem que é algo a não perder, sobretudo pelos louletanos que são devotos da Mãe Soberana. Contamos com a vossa presença!

 

"A 30 de Abril, sábado, pelas 15h00, na Sala da Assembleia Municipal, João Chagas apresenta a Conferência “Mãe Soberana dos Louletanos: a Alma de um Povo”.

Na semana que antecede a Festa Grande em homenagem à Nossa Senhora da Piedade, o conferencista irá tentar responder a várias questões relacionadas com este singular culto. Como e quando surgiu esta extraordinária devoção? Como é que se desenvolveu este peculiar culto? A importância das populações rurais no desenvolvimento deste culto. Como e quando surgiu a tradição dos Homens do Andor? Qual o significado desta Imagem para os habitantes do Concelho de Loulé? Qual o significado desta Imagem no contexto da região algarvia?

 

João Romero Chagas Aleixo nasceu em Lisboa, em 1980. Depois de realizados o ensino primário, básico e liceal em Loulé, ruma até Lisboa para prosseguir os seus estudos universitários. Em Lisboa frequenta o quarto e último ano da licenciatura em Economia na Faculdade de Ciências Económicas e Empresarias da Universidade Católica Portuguesa. Interrompe a licenciatura em Economia, faltando, apenas, um semestre para finalizá-la, para se matricular no curso de História da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde, presentemente, é aluno finalista.

Em 2003 e 2004 integrou a Comissão das Comemorações dos 450 anos da Edificação da Ermida da Nossa Senhora da Piedade.

Em 2003 e 2004 foi co-comissário da exposição intitulada “A Nossa Senhora da Piedade na Imprensa Regional”. Em 2004 foi, ainda, co-autor do catálogo da exposição “Mãe Soberana – o culto, as gentes, o património”.

Desde de 1 de Agosto de 2007 é colaborador regular do jornal “A Voz de Loulé”, onde assina uma coluna de investigação sobre a História Local. As suas investigações incidem nos seguintes temas: o culto à Mãe Soberana, a vida e a obra do Poeta Aleixo, as filarmónicas louletanas, figuras ilustres de Loulé, entre outros temas relacionados com a História Local. Desde que iniciou a sua colaboração com “A Voz de Loulé” já assinou oitenta artigos de investigação, sendo quarenta e cinco relacionadas com o culto à Nossa Senhora da Piedade, Mãe Soberana dos Louletanos, dezasseis respeitantes ao Poeta António Aleixo, sete sobre os Artistas de Minerva, entre outras temáticas.

Em 26 de Março de 2008, a convite da Casa do Algarve em Lisboa, proferiu, no Palácio da Independência, uma conferência sobre a História da Nossa Senhora da Piedade.

Em Janeiro de 2011, a convite do Arquivo Histórico Municipal de Loulé, publicou o seu primeiro livro intitulado “Ensaios Aleixianos”.


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Domingo, 24.04.11

O Hino da Nossa Senhora da Piedade

 

 

 

Bom dia caríssimos visitantes do “Marafações de uma Louletana”.


Como já foi referido neste blog hoje, Domingo de Páscoa, tem lugar em Loulé uma das mais importantes festividades do nosso concelho. A Festa Pequena em Honra da Nossa Senhora da Piedade ou Mãe Soberana para os louletanos. A nossa padroeira “desce” o cerro para durante uma quinzena ficar na Igreja de São Francisco e ser visitada pelos seus fieis. Depois regressa à sua morada na Festa Grande, festa que atrai a Loulé grande número de pessoas, algumas devotas, outras meramente visitantes curiosos por conhecer a maior festa religiosa a sul do Tejo.


Como a marafada louletana também já referiu a música, nomeadamente executada pela Banda Filarmónica Artistas de Minerva, é parte integrante e indispensável desta festa. E a música que se ouve entre brados de “Viva à Mãe Soberana” é a marcha ou hino da Nossa Senhora da Piedade que foi composto por Manuel Martins Campina em 1866. De seguida aqui fica a letra que muitos sabem de cor e gostam de cantar em homenagem da “mãe” de todos os louletanos.

 

 

 

 

 

Hino da Nossa Senhora da Piedade


Ó doce Mãe da Piedade,

Ó Maria Imaculada

Sede para sábio e rude

A nossa mãe muito amada

Sede a nossa Protectora,

Ó doce Virgem Maria.

Sede a Rainha, Senhora,

Da nossa terra algarvia.

Sede a nossa Mãe Soberana.

Nossa esperança, amparo e luz.

Sede a Guia carinhosa

Que pobres e cegos conduz.

Terra de Santa Maria,

Ó bendita Mãe de Deus,

Todo o povo em vós confia.

No mar, na terra e nos céus.

 

Notas:


1. A louletana marafada aconselha a vinda a Loulé por alturas da Festa Pequena ou Festa Grande em honra da Nossa Senhora da Piedade por estas serem festividades únicas em que a fé e a devoção se unem ao espírito profano e à alegria do povo.

 

2. E VIVA À MÃE SOBERANA!

A louletana está:
Cantiga: Hino da Mãe Soberana
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Terça-feira, 19.04.11

Ilustres Louletanos (IV) - Engenheiro Duarte Pacheco

 

 

 

Bom dia caríssimos visitantes do “Marafações de uma Louletana”.


Hoje na rubrica “Ilustres Louletanos” fazemos homenagem ao Engenheiro Duarte Pacheco. Fazemo-lo antes de mais por ser uma das personalidades mais importantes que Loulé “deu à luz” e também porque hoje, dia 19 de Abril, se celebram 111 anos sobre o nascimento desse homem invulgar que foi Duarte Pacheco.


José Duarte Pacheco nasceu no seio de uma família numerosa em 1900. Órfão de mãe logo aos seis anos e de pai aos catorze recebeu apoio económico do tio. Tirará, com uma média de 19 valores, o curso de engenheiro electrotécnico no Instituto Superior Técnico no qual é professor com apenas vinte e três anos e vindo a dirigir o mesmo Instituto em 1927.

Ainda estudante alinha, em 1919 aquando do levantamento de Monsanto, no Batalhão Académico, na defesa da República. Em 1926, Duarte Pacheco tem ligações com o oficial da marinha também louletano Mendes Cabeçadas e com Cunha Leal, tendo este formado a União Liberal Republicana, que conspira na preparação do golpe militar de 28 de Maio.

Em Abril de 1928, Duarte Pacheco é nomeado ministro da Instrução, cargo que permanece apenas até Dezembro do mesmo ano. Durante este curto período de tempo é incumbido de ir a Coimbra chamar Salazar para fazer parte do governo presidido pelo General Vicente de Freitas.

Em 1932, Salazar preside pela primeira vez a um governo e nomeia Duarte Pacheco para ministro das Obras Públicas e Comunicações.

Em Janeiro de 1938 é nomeado presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

Durante sensivelmente nove anos de governação, Duarte Pacheco revolucionou profundamente as obras públicas. Estabeleceu um plano urbanístico para o desenvolvimento de Lisboa, teve um papel preponderante nas infra-estruturas que regularizaram o abastecimento de água à capital, assim como nas obras portuárias, na expansão da rede rodoviária, na construção de edifícios escolares, etc.

As obras que inequivocamente permanecem ligadas ao seu nome são: a construção do viaduto de Alcântara, o estádio Nacional, os edifícios do Instituto Superior Técnico, da Casa da Moeda, do Instituto Nacional de Estatística, do Hospital Júlio de Matos, a Alameda D. Afonso Henriques e outros.

Duarte Pacheco viria a falecer em Setúbal, a 16 de Novembro de 1943, num abrupto acidente de viação. Ficou assim uma obra grandiosa a meio.

Loulé, enquanto terra natal deste notório estadista, erigiu em 1953, no dia em que se celebravam dez anos sobre a morte de Duarte Pacheco,  um monumento em homenagem ao malogrado engenheiro e à sua obra.


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Quarta-feira, 13.04.11

Ilustres Louletanos (III) - José Guerreiro Murta

 

Hoje o "Marafações de uma Louletana" escolheu homenagear José Guerreiro Murta. E porque a terra faz os homens e os homens fazem a terra aqui fica mais uma breve biografia, um "cheirinho" que apela a ir mais além.

Bem hajam todos os nossos visitantes.

 

 

 

 

 

 

 

Pedagogo e escritor, José Guerreiro Murta, nasceu em Loulé em 1891. Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa e,em Filologia Românicapela Faculdade de Letras de Lisboa. Leccionou nos liceus de Faro, de Setúbal e de Lisboa, onde foi Reitor do Liceu Passos Manuel. Publicou na "Colecção Estudar É Saber", de que foi co-fundador, seis volumes sobre o estudo e o ensino da Língua Portuguesa. Em colaboração com João de Barros escreveu "Como se devem ler os Escritores Modernos". Foi autor da "Evocação Histórica do 1º Liceu do País" e "Ensino da Redacção da Língua Portuguesa". Colaborou igualmente com a imprensa dirigindo a revista "A Mocidade", assim como a secção de crítica literária da revista "Alma Nova", criada em 1915. Organizou também o I Congresso das Caixas Económicas Portuguesas, publicando nesta área as obras "O Montepio Geral e o seu Iniciador", e "Caixa Económica de Lisboa ou o Primeiro Mealheiro Público". Foi eleito Presidente do Montepio Geral, onde realizou obras de grande importância. Em 1955, foi condecorado com a Ordem de Benemerência. Recusou cargos políticos, mas participou em trabalhos na Junta Nacional de Educação. Pertenceu ainda à direcção dos Jardins-Escola João de Deus e da Casa do Algarve. Deu diversas conferências em que o tema Algarve foi fulcral. Viria a falecer na cidade em que nasceu em 1979.


 

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Segunda-feira, 04.04.11

Ilustres Louletanos (I) - José António Madeira

 

 

 

 

Como qualquer terrinha que se preze também Loulé tem e teve pessoas que distinguiram nos mais variados ramos. Cabe a este blog dar a conhecer algumas dessas personalidades através da rúbrica "Ilustres Louletanos". Bem hajam e boas marafações.

 

Começamos por José António Madeira:

 

José António Madeira nasceu em Loulé em 1896 e nesta localidade faleceu em 1976. Engenheiro geógrafo e astrónomo, matriculou-se na Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra em 1916. No ano seguinte foi admitido na Escola de Guerra, no curso de Artilharia de Campanha. Em 1922 voltou a frequentar a Faculdade supra referida e aí se licenciou em Ciências Matemáticas, incluindo igualmente o curso de Engenheiro geógrafo. Na Faculdade de Letras faz também as cadeiras de História Geral da Civilização, Estética e História de Arte. Em 1925 é requisitado ao Ministério de Guerra pelo Ministério da Agricultura para prestar serviços como Engenheiro geógrafo. No entanto, no ano seguinte inicia uma brilhante carreira como astrónomo, sendo nomeado para o Observatório Astronómico da Universidade de Coimbra. Embora não fosse um político, concordou em aceitar o cargo de secretário do seu conterrâneo Engenheiro Duarte Pacheco, quando este foi ministro da Instrução Pública. Mais tarde, no estrangeiro, foi membro da Missão Portuguesa para observação do eclipse total, no Norte da Inglaterra; bolseiro da Junta de Educação Nacional nos Observatórios Astronómicos de Greenwich e Paris; bolseiro do Instituto para a Alta Cultura nos mesmos Observatórios. Paralelamente, José António Madeira realizava investigação sobre diversos assuntos relacionados com o Algarve, vindo a ser dirigente da "Casa do Algarve". Facultou à posterioridade uma vasta bibliografia de cariz científico e ainda referente ao Algarve enquanto região turística. Colaborou com o jornal "O Algarve". Foi agraciado com a Ordem Militar de Cristo; Ordem Militar de Avis e Comenda da Instrução Pública. José António Madeira doou os seus livros à Biblioteca da sua terra natal, doação acompanhada de carta dirigida ao então Presidente da Câmara Municipal de Loulé.

 

Notas:

 

1. Muito do espólio bibliográfico doado por José António Madeira encontra-se hoje no Centro de Documentação situado no Castelo de Loulé. A marafada aconselha a visita a este espaço e o contacto com algumas das obras doadas por este ilustre louletano.

 

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