Segunda-feira, 05.09.11

Freguesias do Concelho de Loulé (VI) - Almancil

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje voltamos a falar das freguesias que constituem o concelho louletano e a eleita é Almancil.

 

A sua criação como freguesia reporta-se ao ano de 1836, por Decreto Régio de 6 de Novembro. Almancil, sede social da freguesia, passou à categoria de Vila em 18 de Dezembro de 1987. Localizada no litoral do Concelho de Loulé, debruça-se sobre o Atlântico e ocupa uma extensa orla marítima, onde se relevam as belíssimas praias de areias puras e finíssimas, com águas de temperaturas amena, mediterrânica. No seu desenvolvimento sócio-económico, Almancil cresce a um ritmo que é considerado um dos maiores do Concelho de Loulé e da própria região do Algarve. É um estatuto que lhe é conferido pelo fluxo turístico, que se releva em quantidade e em qualidade, e que por outro lado, lhe advém das enormes poupanças de uma grande parte dos seus emigrantes: na década de 50 / 60, mais de metade se não mais da população de Almancil trabalhava no continente americano, em particular na Venezuela.

De referir também que, desde os tempos mais remotos, a freguesia de Almancil é possuidora de uma riquíssima bolsa de terrenos agrícolas, o Ludo, que se situa entre o mar e o Barrocal e onde se produzem os mais saborosos citrinos de toda a região. Famosa é, também, a sua olaria chegando a admitir-se que os riquíssimos azulejos que adornam a Igreja de São Lourenço foram aqui confeccionados.

Esta Igreja, considerada de uma beleza ímpar e de elevadíssimo valor patrimonial pelos painéis de azulejo, que ostenta, em que nos dá a conhecer a vida e a obra do seu oráculo, o mártir São Lourenço, constitui incontestável ex-líbris. Encontra-se aqui sediado o Centro Cultural de São Lourenço, um pólo de atracção para artistas e apreciadores da arte e da cultura em geral. 

Revestem-se de uma enorme importância os empreendimentos turísticos, nomeadamente a Quinta do Lago e Vale do Lobo, mundialmente reconhecidos tal como as Dunas Douradas e o Vale do Garrão, que conferem à freguesia uma inegável projecção internacional. Almancil tem na prática do Golfe um dos seus maiores atractivos: campo de golfe de "San Lorenzo", Quinta do Lago, Pinheiros Altos e Vale do Lobo são considerados como um dos melhores da Europa. 

As suas infra-estruturas hoteleiras, com os hotéis da Quinta do Lago e Dona Filipa, em Vale do Lobo, e os seus acessos, (a via do infante fica a 5 minutos), são mais-valias para a freguesia. Possui restaurantes de qualidade, dois deles fazem parte do Guia Michelin, e de oferta diversificada em termos gastronómicos. Almancil é, por excelência, uma região comercial e de serviços que cresce diariamente em todas as vertentes. 

De realçar a rara beleza natural que se contempla na área ocidental do Parque Natural da Ria formosa, onde se nos oferecem espécies raras da flora e da fauna. 

O futuro de Almancil será de um desenvolvimento crescente já que é nesta freguesia, mais precisamente em S.João da Venda, que foi construído o Estádio Algarve, recinto que acolheu o Euro 2004 no Algarve para onde estão previstas infra-estruturas inseridas no Parque das Cidades, como o Hospital Central do Algarve, Pavilhão de Congresso e Área Verde.

 

 

Rabiscado por Lígia Laginha às 11:08 link do post | Comentar | Marafações predilectas
Segunda-feira, 08.08.11

Freguesias do Concelho de Loulé (V) - Boliqueime

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje falemos de Boliqueime:

 

Boliqueime, sede de freguesia, situa-se na encosta de uma pequena colina à vista do mar e tocando, já, o barrocal. "Vizinha do Mar", terá ido buscar o nome, aos Olhos de Água, segundo defende Ataíde Oliveira, num tempo em que Genoveses, Sicilianos e Venezianos, pelos séculos XIII, XIV e XV, andavam na faina pesqueira pelos mares do Algarve e ali se abasteciam de água potável.O "Povo Velho", a poucos passos da povoação e antiga sede da freguesia, foi destruído pelo terramoto de 1755 que deitou por terra o templo medieval de três naves. Já na encosta e rodeada pela povoação propriamente dita, a Igreja actual foi construída logo em 1759 e dedicada ao mártir São Sebastião. 

Lugar relevante é o que ocupam, ali e na piedade tradicional do povo de Boliqueime, o altar e a bonita imagem de Nossa Senhora das Dores. A sede da freguesia é constituída por um aglomerado habitacional com algumas casas típicas, ruas estreitas com recantos acolhedores. Boliqueime é uma vasta freguesia rural que compreende uma área de 4.139 ha, com cerca de 5.000 habitantes, que se distribuem por vários sítios que constituem aglomerados dispersos.Estende-se, na linha nascente-poente, sobre um largo e bonito horizonte que tem por fundo o mar, circunstância que vem assinalada no nome de um dos seus sítios, que escolheu para si a designação de Maritenda, que significa, justamente, a que se estende sobre o mar. 

Estende-se para o interior, no sentido sul-norte, desdobrando-se em férteis campinas e em graciosas colinas, algumas delas já viradas para a serra. A excelência da paisagem e o superior acolhimento da sua gente constituem forte atracção para nacionais e estrangeiros que de longe a visitam e a escolhem para residência.Os valores da ruralidade caracterizam a freguesia de Boliqueime, que vive fundamentalmente da agricultura de sequeiro e de regadio. E vive, também, do comércio que se localiza próximo do aglomerado urbano e na Fonte de Boliqueime, ao mesmo tempo que se estende ao longo da E.N. 125. 

Mantêm-se vivas, ali, algumas tradições, tais como as feiras de 4 de Agosto e 17 de Outubro; a festa em honra de Nossa Senhora das Dores, São Luís e São Sebastião, em Setembro; a festa de São Faustino, no Domingo de Pascoa. De tradição mais recente, celebram-se ali, em meados de Junho, as festas de São João.Boliqueime começa a estar dotada de equipamentos sociais significativos e tem uma vida associativa que revela alguma dinâmica, com diversas colectividades culturais, desportivas e recreativas. Entre outros equipamentos de incontestável interesse público, são de destacar: o Lar da Terceira Idade com o Centro de Dia, a Creche e o Jardim de Infância; a moderna Escola Básica Integrada; a nova extensão do Centro de Saúde de Loulé; o Pavilhão Gimnodesportivo e a Sociedade Recreativa.Boliqueime reune, efectivamente, condições que lhe permitem um crescimento harmonioso. 

Do ponto de vista geográfico, a natureza a colocou no coração do Algarve e dotou-a com a riqueza paisagística e do solo: Está servida por uma boa rede de comunicações e a sua própria história a dignifica. O querer, o saber e o ser da sua gente lhe asseguram a possibilidade de um crescimento promissor, integrado. Do ponto de vista humano, mantém vivos os valores, os saberes e os sabores que dão expressão à vida em comunidade.São filhas de Boliqueime figuras de destaque como Cavaco Silva, Lídia Jorge, Aliete Galhoz, Carminda Cavaco, Ruivinho Brazão, entre outros.

Para além da agricultura e do comércio, o turismo pode vir a constituir uma mais valia para a freguesia de Boliqueime. O órgão de informação local, "O Correio Meridional", poderá vir a servir a promoção de uma das mais interessantes freguesias do Concelho de Loulé.

Rabiscado por Lígia Laginha às 07:26 link do post | Comentar | Ver comentários (1) | Marafações predilectas
Segunda-feira, 01.08.11

Freguesias do Concelho de Loulé (IV) - Querença

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje vamos até Querença, uma das mais afamadas freguesias do interior louletano.

 

Situada num monte fica a aldeia de Querença que dá o nome à freguesia, que já pode caracterizar-se pela transição entre o Barrocal e a Serra. As casas descem pela encosta em todas as direcções, situando-se bem lá no alto a pequena e bonita Iigreja, orgulho das gentes de Querença. A aldeia, de ocupação bem antiga, como provam os vestígios pré-históricos encontrados na região, desenvolve-se a partir do alto de um monte, estendendo o casario branco pela encosta marcada por ladeiras íngremes e empedradas. Barras azuis emolduram portas e janelas, e algumas chaminés rendilhadas, redondas e rectangulares, vão decorando os telhados bem visíveis. Platibandas ricamente trabalhadas marcam alguns edifícios ao longo da subida.
É nesta freguesia que se destila um dos mais afamados medronhos e se produz o mais apreciado chouriço, para além de outras tipicidades. A Festa das Chouriças constitui, entre outros, um dos pontos mais altos das festividades que em Querença se realizam anualmente.

Nesta freguesia encontramos uma gastronomia típica que os restaurantes locais conservam o mais genuinamente possível. São pratos típicos de Querença, entre outros, a Galinha Cerejada, o Galo de Cabidela e o Xerém (as papas do milho, tradicional do Algarve).

As grutas da Salustreira com quase oitenta metros de comprimento e doze de altura, junto à Fonte da Benémola - área protegida de rara beleza e originalidade - são ponto de passagem obrigatória para quem visita a freguesia.

De salientar que a Freguesia de Querença, em virtude da criação institucional da nova Freguesia da Tôr, em 1997 então a integrava, acaba de ver substancialmente reduzida a sua área geográfica.

 

Nota:

 

1. De Querença são naturais alguns dos mais ilustres louletanos, parte deles já aqui referenciados, como é o caso de Quirino dos Santos Mealha.

Rabiscado por Lígia Laginha às 06:51 link do post | Comentar | Marafações predilectas
Sexta-feira, 15.07.11

Freguesias do Concelho de Loulé (II) - Alte

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje vamos até Alte, uma das aldeias mais rústicas de Portugal e uma das freguesias mais interessantes do Concelho de Loulé.

 

A Freguesia de Alte, com uma superfície de aproximadamente 97 km2, situa-se no centro do Algarve e no extremo noroeste do Concelho de Loulé. Estende-se por terras serranas e do barrocal, com a Serra do Caldeirão a erguer a norte. A Rocha dos Soidos, com 482 metros de altitude, é a zona mais elevada da freguesia, tendo outrora servido de referência aos navegantes. Deste local avista-se também toda a freguesia. Tal como outras freguesias do interior, Alte não foge à regra, possuindo fracos recursos económicos e vivendo de uma agricultura de susbsistência. 

A aldeia de Alte, que já foi considerada a mais típica de Portugal, continua fiel às suas origens, mercê de um investimento de recuperação e manutenção efectuado pela autarquia, no sentido de preservar os seus traços originais, onde a Igreja Matriz, provavelmente edificada nos anos 1500, continua a ser a mais antiga referência histórica de Alte. 
A aldeia, a Fonte Grande e toda a zona envolvente, caracterizada pelo ambiente pitoresco que a rodeia, são visitadas anualmente por muitos milhares de turistas que se demoram nos restaurantes e nos cafés da localidade, depois de terem adquirido o artesanato tradicional da terra, como os doces regionais, os brinquedos de madeira, a olaria e os trabalhos de esparto.As casas são brancas e simples e com poucas açoteias, mas possuem as mais belas chaminés rendilhadas do Algarve. Alte Aldeia Cultural e a Festa do 1º de Maio são, sem dúvida, os momentos mais altos dos festejos levados a efeito ao longo do ano.

Em 1871, nasceu em Alte o poeta Francisco Xavier Cândido Guerreiro, cujo retrato se encontra perpetuado nos painéis de azulejos do aprazível jardim da Fonte Pequena, juntamente com alguns dos seus poemas, o mais célebre dos quais se inicia pela seguinte quadra:

Porque nasci ao pé de quatro montes
Por onde as águas passam a cantar
As canções dos moinhos e das fontes
Ensinaram-me as águas a falar.
Rabiscado por Lígia Laginha às 07:12 link do post | Comentar | Marafações predilectas
Sábado, 28.05.11

Freguesias do Concelho de Loulé (I) - Tôr

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje este blog marafado inaugura mais uma rúbrica que visa dar a conhecer as freguesias que constituem o nosso Concelho.

E a marafada decidiu começar por uma das mais novas freguesias, a Tôr. Segundo o site da Câmara Municipal de Loulé:

 

" Criada pelo Decreto-Lei nº 32/97, a nóvel freguesia da Tôr, resultante da divisão da freguesia de Querença em duas partes, dista de Loulé cerca de 7 km e situa-se no centro do Algarve. A divisão da freguesia de Querença era tradicional, com a Parte de Cima a corresponder à povoação de Querença e zonas limítrofes, e a Parte de Baixo a corresponder à povoação da Tôr e áreas adjacentes. Tal divisão sempre foi feita e reconhecida, desde tempos imemoriais, pela Ribeira da Benémola até à Ribeira das Mercês, seguindo-se nessa confluência uma linha direita, para sul, até ao limite da freguesia de São Clemente. A nascente dessa linha é a chamada Parte de Cima, ou seja, Querença; a poente da mesma linha fica a Tôr, desde sempre designada por Parte de Baixo. Há longos anos que os habitantes da Tôr aspiravam a que a sua localidade passasse a sede de freguesia. Já em 1931 foi esta velha aspiração assunto de debate nas Assembleias das Freguesias de então, tal como se comprova através da acta da Junta de Freguesia de Querença, datada de 21 de Fevereiro de 1931.

A agricultura, a indústria, o artesanato e o comércio formam a componente da vida económica da freguesia. A economia local, que antes se apoiava no sector agrícola com predominância nos frutos secos e produtos hortícolas, difruta agora de um novo panorama. A população jovem tem os seus empregos na cidade de Loulé e em Quarteira, Almancil, Vale de Lobo e Quinta do Lago, bem como na fábrica de cerâmica e nos estabelecimentos comerciais e industriais situados na localidade. Tem ainda a Tôr uma enorme riqueza subterrânea, pois encontra-se situada sobre um dos maiores aquíferos da Europa. A Tôr é dos principais abastecedores de água à cidade de Loulé.

No domínio do património cultural, são aspectos dignos de destaque e bem característicos da Tôr os moinhos de vento, os lagares, as noras, as eiras, os açudes, as minas de cal e de gesso e as grutas."

 

A esta informação se pode juntar que as povoações pertencentes à freguesia da Tôr são, para além da povoação da Tôr propriamente dita, as seguintes: Funchais, Barcalinho, Cerro das Covas, Carrasqueira, Fojo, Vendas Novas de Tôr, Vicentes, Monte Guiomar, Pasmora, Monte das Figueiras de Baixo (não confundir com o Monte das Figueiras de Cima que pertence a Querença), Figueira de Baixo, Andrezes, Castelhana, Nora, Ponte da Tõr, Olival, Morgado da Tôr, Nergal, Mesquita e Gemica.

 

Na freguesia de Tôr existem diversos edifícios de património arquitectónico, os mais importantes são: Igreja matriz de Tôr, Cruzeiro, Ponte da Tôr (que até há muito pouco tempo se julgava romana mas não é), Casa acastelada e o Casarão do Morgado.

 

Na freguesia produzem-se diversos objectos de artesanato, os mais importantes são cestos de cana e verga e empreita de palma.

 

A freguesia de Tôr, apesar da sua pequenez possui um rica gastronomia: As principais especialidades gastronómicas são: Pápas de Milho, Ensopado de Galo, Cachola de porco, Jantares de grão de bico, Doces de figo e doces de amêndoa, filhós e folar de Páscoa.

 

As principais coletividades da freguesia de Tôr são: Associação de Caçadores e Agricultores da Tôr, Associação Social e Cultural de Tôr, Sociedade Recreativa Torense, Clube de Jovens de Tôr - Ghost Boy Club.

 

Nota:

 

1. A informação aqui apresentada foi retirada do site da Câmara Municipal de Loulé e da Wikipédia.

 

2. Visitem a Tôr e não se vão arrepender!

Rabiscado por Lígia Laginha às 08:38 link do post | Comentar | Marafações predilectas

pesquisar

 

Setembro 2011

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
11
17
21
26
27
28
29
30

últimos comentários

  • Ora andava na net a pesquisar uma receita das noss...
  • Muito boa tarde.Gosto muito do seu trabalho.Hoje e...
  • Parabéns pelo artigo...Foi editado em 2010 pela Câ...
  • olá viva,adoro a alcofa redonda. Será k posso ter ...
  • Um dos meus bisavôs teve uma dessas indústrias de ...
  • Tão lindo, tudo caiado, branquinho ! Pena que est...
  • Cara Lígia,Tomei a liberdade de utilizar esta sua ...
  • Olá, procuro os proprietários da capela de Sta . C...
  • Muito bom blog ;))
  • tenho uma cataplana a estrear e vai começar por um...

mais comentados

As marafações passadas de validade