Quinta-feira, 11.08.11

Património Louletano (VI) - O castelo de Loulé

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje falemos um pouco de um dos atributos patrimoniais de maior importância da Cidade de Loulé: O castelo.

 

O castelo de origem árabe, reconstruído no séc. XIII, possuía um grande perímetro amuralhado, parte do qual ainda é visível.

Voltada para a Rua da Barbacã destaca-se uma torre albarrã, de alvenaria, datada da Baixa Idade Média. Outra das torres visíveis é a denominada Torre de Vela, também esta uma torre albarrã, de taipa, localizada na antiga Rua da Corredoura, actual Rua Engenheiro Duarte Pacheco, e perto desta destaca-se a Porta de Faro, que ainda conserva traços da primitiva construção almóada. No arrabalde sul, ou Mouraria, à saída da Porta de Faro, após a reconquista, foi destinada uma área aos mouros forros que receberam foral de D. Afonso III, em 1269. Era nestas ruas que estariam localizadas as instalações artesanais, a comprovar pelos topónimos outrora ou ainda hoje existentes.

Não existem vestígios da primitiva alcáçova, no entanto pressupõe-se que estaria situada no mesmo local onde hoje se encontra a alcaidaria que alberga vários espaços culturais (Museu Municipal; Cozinha Tradicional; Centro de Documentação com hemeroteca, fototeca, bibliografia e estudos variados sobre a história local e regional, personalidades, acontecimentos e outros).

Conservam-se, pela cidade, as muralhas almóadas de taipa, construídas, ou pelo menos, reforçadas no século XII, as quais são visíveis em pequenos tramos, camuflados por casas que foram sendo construídas adossadas à mesma, e outros panos de muralha que foram sendo descobertos em recentes intervenções efectuadas pela autarquia.

 

Nota:

 

1. A marafada faz saber que a partir desta semana e até 17 de Setembro os espaços visitáveis albergados pelo Castelo (Cozinha tradicional e Museu de Arqueologia) possuem o seguinte horário:

 

- De segunda a sexta-feira: 10h00 - 19h00

- Sábado: 9h30 - 14h

 

Visite-nos! 

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Segunda-feira, 18.07.11

Conferência “Pedro de Freitas, O Escritor e Musicólogo Popular”

 

 

Boa tarde caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Num post de 24 de Abril de 2011 a marafada apresentou neste blog o ilustre louletano Pedro de Freitas.

 

Hoje, pelas 18h00, na Alcaidaria do Castelo, realiza-se a Conferência “Pedro de Freitas, O Escritor e Musicólogo Popular”, apresentada por Susana Barrote, na qual irá abordar momentos da vida, a sua obra literária, periódica e musical, as lutas de vida e as campanhas musicais.

“Este trabalho de investigação pretende estudar as múltiplas intervenções históricas, culturais e político-sociais associadas à intervenção biográfica de um homem (Pedro de Freitas) que pretendia representar as massas populares da sociedade portuguesa e que lutava por lhes conferir melhores recursos culturais”, refere Susana Barrote, autora de uma tese sobre esta temática, na Universidade de Salamanca.

Rabiscado por Lígia Laginha às 13:54 link do post | Comentar | Marafações predilectas
Segunda-feira, 04.07.11

Começa hoje a Universidade de Verão - Estudos sobre o Mediterrâneo II

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Na primeira quinzena do mês de Julho, na Alcaidaria do Castelo de Loulé e noutros espaços da zona história da cidade, irá decorrer a 2.ª edição da Universidade de Verão - Estudos sobre o Mediterrâneo II.

A Universidade do Algarve, nesta iniciativa, oferece um conjunto de actividades educativas e complementares, tanto para estudantes universitários como para todos aqueles cidadãos que queiram ampliar, ou actualizar, a sua formação académica e as suas competências socioprofissionais.
A Universidade de Verão é uma iniciativa integrada no CHARME Loulé, projecto de revitalização o casco medieval da cidade. 
A Universidade de Verão irá decorrer diariamente, das 18h às 20h e das 21h às 23h, durante duas semanas, onde terão lugar
diversos cursos breves que poderão ser frequentados gratuitamente, sendo emitido um certificado de frequência para o qual é
obrigatória a presença em 80% das sessões.
Visitando o site da Câmara Municipal de Loulé podem ter acesso ao folheto que contém o conteúdo programático desta iniciativa.

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Quarta-feira, 18.05.11

O Museu Municipal de Arqueologia de Loulé e o Dia Internacional dos Museus

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

E porque hoje se comemora o Dia Internacional dos Museus, a marafada decidiu falar um bocadinho do Museu Municipal de Arqueologia de Loulé e dar a conhecer o programa que desenvolveu para celebrar a referida efeméride.

 

Assim sendo:

 

O Museu Municipal de Arqueologia de Loulé é um projecto que tem como objectivo salvaguardar e divulgar o património arqueológico do concelho. Situado em pleno Centro Histórico , encontra-se instalado na antiga Alcaidaria, edifício adossado a um importante tramo da muralha da cidade. Contribuindo para a sua revitalização e imprimindo-lhe uma nova dinâmica, a construção que remonta ao século XIV, viu nascer nas salas do piso térreo um espaço museológico, que integra uma série de elementos arquitectónicos e técnicas construtivas representativas da longa diacronia do local.

Numa primeira etapa, o Museu abre ao público a 25 de Maio de 1995, com projecto de arquitectura e museografia da autoria de Mário Varela Gomes, exibindo uma colecção de materiais resultantes de doações, recolhas de superfície e escavações arqueológicas. Quatro anos depois, a 16 de Dezembro de 1999, sofre uma ampliação, estendendo-se actualmente por três salas. Assim, fruto do esforço e apoio que a Autarquia tem vindo a desenvolver a nível da investigação arqueológica, cabe salientar o trabalho de conservação e restauro das técnicas de museografia, da arqueóloga, bem como a colaboração científica de Helena Catarino.

 

As Salas de Exposição:

 

A Sala 1 acolhe os visitantes com uma pequena recepção, onde também se podem adquirir publicações referentes a temas do concelho e da região, a revista do Arquivo Histórico Municipal e réplicas de algumas peças arqueológicas em exposição.

Como início de viagem através dos testemunhos do passado do concelho propõe-se a observação de um mapa com a localização geográfica das diversas proveniências de todos os artefactos expostos.

Seguidamente, um esquema simplificado sobre a evolução do Homem abre caminho para o espólio ilustrativo de várias fases da Pré e Proto-História. Dos seixos e lascas grosseiramente talhados do Paleolítico (Vitrine 1) passamos aos artefactos em pedra polida e às primeiras mós destinadas à transformação de gramíneas, do Neolítico.

Ainda na Vitrine 2 destaca-se uma placa de xisto (figura 2), objecto votivo ligado ao culto funerário tão característico de uma das fases da cultura megalítica do sul do país.


A terceira vitrine mostra fragmentos e exemplares de formas cerâmicas primitivas, feitas à mão e apenas secas ao sol, destacando-se os três recipientes inteiros pertencentes ao espólio funerário de sepulturas calcolíticas. Pode ainda observar-se uma pulseira em cobre, testemunho da descoberta da utilização deste metal, no período Calcolítico.

A Idade do Ferro está representada por 4 estelas funerárias com escrita do sudoeste, típicas da sua fase mais tardia (2ª Idade do Ferro).

À excepção das oferendas funerárias da Vitrine 3, provenientes da escavação de emergência da Vinha do Casão/Quarteira (1977-1981), todos os restantes materiais chegaram ao Museu através de doações e prospecções de superfície.
Quanto ao programa:
"Museus e Memória. Os objectos contam a sua história" é o mote lançado para as comemorações deste ano do Dia Internacional dos Museus.
Às 10h00 e às 15h00, o Ao Luar Teatro sobe ao palco do Pátio do Castelo com a peça "Fado de Cássima e o Canto das Mouras", em duas sessões dirigidas aos alunos do 1º Ciclo das escolas de Loulé.
Pelas 18h00, na sala polivalente da Alcaidaria do Castelo, os arqueólogos Pedro Barros e Samuel Melro apresentam o Projecto ESTELA - Sistematização da Informação das Estelas com Escrita do Sudoeste.
Nota:
1. A informação aqui postada foi retirada do site da Câmara Municipal de Loulé (www.cm-loule.pt)
2. Visite-nos! Não se vai arrepender. Palavra de marafada!

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Quinta-feira, 05.05.11

Memórias de Maria Velleda em Loulé

 

 

Bom dia caríssimos visitantes do "Marafações de uma Louletana"

 

O post de hoje é dedicado à divulgação de mais uma iniciativa que de certo atrai aqueles que se interessam pela história local e pelas suas personalidades. Como a marafada não é dotada de dotes jornalisticos vai mais uma vez fazer a copiazinha da notícia que figura no site da Câmara Municipal de Loulé (www.cm-loule.pt):

 

"Esta sexta-feira, 6 de Maio, pelas 18h00, na Alcaidaria do Castelo, Luís Guerreiro, Chefe de Divisão de Cultura e Museus da Câmara Municipal de Loulé, apresenta o livro "Memórias de Maria Veleda - feminista, republicana, escritora e conferencista", com introdução e notas de Natividade Monteiro. Nas comemorações do Centenário da República, a publicação das "Memórias de Maria Veleda" constitui uma homenagem à sua autora, escritora brilhante e sensível, conferencista das mais insignes, republicana coerente, feminista entusiasta que, pelo seu perfil e percurso singular, marcou o movimento de emancipação feminina e a época em que viveu."

 

Notas:

 

1. A marafada louletana recomenda não só a assistência a esta apresentação como a visita à alcaidaria do Castelo de Loulé. É já amanhã!

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Domingo, 03.04.11

Toponímia Louletana (I) - Rua Dom Paio Peres Correia

 

 

 

 

 

A identidade e a História de uma cidade está directamente relacionada com os seus topónimos. Assim, conhecer a toponímia de um local é também ter acesso à sua cultura, aos acontecimentos e personalidades que se distinguiram nesse mesmo local. Desta forma, uma das rúbricas que fará parte do blog "Marafações de uma Louletana" será a "Toponímia Louletana".

 

 

Começamos pela Rua Dom Paio Peres Correia:

 

A Rua D. Paio Peres Correia tem início no Largo D. Pedro I e finda na Praça da República. Situa-se precisamente nos limites das Freguesias de S. Sebastião e S. Clemente.

Antiga Rua de Nossa Senhora da Conceição ou Rua do Castelo, tomou a actual designação em 26/03/1919.

O topónimo Rua da Nossa Senhora da Conceição devesse ao facto de uma Ermida com o mesmo nome se situar nesta rua. A Ermida de Nossa Senhora da Conceição situa-se junto à Porta da vila medieval, no exterior das muralhas, e foi edificada em meados do século XVII. Na sua fachada está colocada uma lápide evocativa do voto de acção de graças, emitido por D. João IV, consagrando Nossa Senhora da Conceição padroeira de Portugal. Construída em Estilo Chão, possui a particularidade de ter a fachada totalmente revestida em cantaria. No interior destaca-se o retábulo em talha, uma obra do escultor Miguel Nobre executada em 1745 e dourada por Diogo de Sousa e Sarre e Rodrigo Correia Pincho.

Voltando à Rua D. Paio Peres Correia, em 1918 a mesma conheceu profundas obras de remodelação, tendo a Câmara, segundo o que se pode ler na Acta de Vereação datada de 13/02/1918, adquirido a José Joaquim Marcelo Adelino Pereira, residente nesta vila, vinte e três metros quadrados de terreno da Rua da Estalagem (outro topónimo pela qual esta rua era conhecida) para alargamento e alinhamento desta. Na intervenção levada a cabo foi demolida a muralha da Alcaidaria e construída, sobre o alicerce da muralha e parte do pátio, uma casa. Esta mesma casa foi adquirida pela autarquia louletana em 1985 para proceder à sua demolição e requalificação do espaço do pátio do Castelo.

Resta-nos falar um pouco do célebre fidalgo que dá nome a esta rua desde 1919. D. Paio Peres Correia (século XIII), notável fidalgo, chefe peninsular da Ordem de Santiago, foi o responsável pela conquista de Loulé aos mouros em 1249. Faleceu em 1275 e encontra-se sepultado na capela-mor da Igreja de Santa Maria de Tavira. 

 

Notas:

 

1. A informação que aqui se apresenta foi retirada da obra "Dicionario Toponímico: Cidade de Loulé" do historiador Jorge Filipe Maria da Palma. A louletada marafada recomenda vivamente esta obra.

 

2. Nesta rua fica situado o Castelo de Loulé, monumento secular que pode ser visitado pela módica quantia de 1 euro e 50 cêntimos. No castelo pode igualmente visitar o Museu de Arqueologia, a Cozinha tradicional e desenvover investigações de carácter histórico e etnográfico no Centro de Documentação. Este espaços encontram-se abertos ao públicos nos dias de semana entre as 9 horas e as 17h30 m. Cozinha, Museu e Muralhas também acessíveis ao Sábado até às 14 horas. Bem hajas todos os os visitantes.

 

Até à próxima marafação :)

 

Rabiscado por Lígia Laginha às 09:29 link do post | Comentar | Marafações predilectas

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