Quarta-feira, 27.07.11

Artesanato do Concelho de Loulé (II) - Os bonecos de trapo de Filipa Faísca

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Filipa Faísca, uma octogenária natural de Querença, distinguem-se, entre outras vertentes, pela confecção de bonecos que trapo. Mas estes bonecos de trapo não são uns bonecos quaisquer. São antes de mais figuras representativas do mundo rural algarvio, aludindo às tarefas desempenhadas pelas pessoas do interior. Assim, salientam-se bonecos com a ceifeira, a apanhadora de alfarroba, o apanhador de medronhos, a fiadeira, entre outros. Presença habitual nas feiras de artesanato, Filipa Faísca de Sousa é também poetisa e intérprete de contos tradicionais. Dedica-se de corpo e alma aos seus bonecos de trapo e coloca nos mesmos um pouco da etnografia do Concelho de Loulé, tendo em conta os pormenores do vestuário, dos instrumentos de trabalho e até da maquilhagem. Os bonecos de Filipa Faísca atraem bastante os estrangeiros e podemos dizer que esta humilde senhora é já uma referência no mundo cultural louletano. Os seus bonecos vendem-se também no Posto de Turismo de Querença e pode ser adquiridos a partir da módica quantia de 13 euros.

 

Nota:

 

1. Aqui fica o contacto desta artesã para os interessados: Morada: Borno - 8100 - 113 Querença, Loulé / Telefone: 289422359


Rabiscado por Lígia Laginha às 07:19 link do post | Comentar | Marafações predilectas
Quarta-feira, 13.07.11

Feira Popular em Loulé

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje tem inicio em Loulé a XX Feira de Artesanato, este ano com a designação de Feira Popular buscando inspiração nos festejos que decorreram na Quinta do Pombal (hoje Parque Municipal de Loulé) em 1946 e 1952.

Uma aposta num modelo mais genuíno de forma a diferenciar-se das inúmeras feiras e festas que por esta altura do ano acontecem um pouco por todo o lado. A entrada é livre o recinto funciona diariamente das 20h00 às 00h00.

A ideia é recuperar o sentido de entretenimento para toda a família, nas noites quentes de Verão e para tal foi dada especial atenção ao público mais jovem que tem direito ao “fantástico” carrossel, mas também a fitas do “Noddy” no cinema ao ar livre que procurará reviver as antigas salas de cinema. Na mesma tela, e para adultos e crianças, vão passar as antigas comédias portuguesas como “A Canção de Lisboa”, “O Leão da Estrela”, “Os Três da Vida Airada” ou a “Aldeia da Roupa Branca”.

Os mimos para os mais pequenos contam também com um espaço para jogos tradicionais, teatro de fantoches, oficina de música, marionetas, trabalhos manuais e culinária, jogos didáticos e parede de escalada ou performances, entre outras atividades, especifica a organização, a cargo do município de Loulé.

Para fazer a diferença, as bancas de venda de artesanato, livros, plantas, produtos agroalimentares, vão ter um design especial, para criar um ambiente “de outros tempos”

E não poderiam faltar as tasquinhas de comes e bebes onde se poderão provar sabores tradicionais.

Também o programa musical revela o cunho da cultura popular, com a Noite de Fado Amador marcada para o dia 17 julho (22h00), enquanto o Festival de Folclore decorre a 16 julho, a partir das 21h00, integrado nas comemorações do aniversário do Rancho Folclórico Infantil e Juvenil de Loulé.

Participam o Rancho Infantil e Juvenil de Loulé, Grupo Folclórico e Cultural da Boa Vista (Portalegre), Grupo Folclórico As Ceifeira de S. Martinho de Fajões (Oliveira de Azeméis), Rancho Folclórico Infantil de Vila Nova de Erra (Coruche), Grupo Coral de Alvito, Grupo Musical de Santa Maria (Faro) e o Rancho Folclórico do Montenegro.

No dia de abertura da feira a 13 julho a animação está a cargo da música folk dos Musicalbi, no dia seguinte actua o cantautor Luis Galrito e no dia 15 a partir das 21h00 pode dar-se um pezinho de dança no baile com Mário Neves.

A Feira Popular irá decorrer até Domingo no Largo do Tribunal de Loulé.

 

Nota:

 

1. Juntem-se a nós louletanos nesta que é uma feira de sabores, saberes e tradições.

Rabiscado por Lígia Laginha às 07:12 link do post | Comentar | Marafações predilectas
Quarta-feira, 25.05.11

Artesanato do Concelho de Loulé (I) - A empreita

 

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje este blog marafado dá-vos a conhecer um pouco do artesanato e das artes manuais do Concelho de Loulé. E decidiu começar por vos apresentar a empreita de palma. Um forma de sustento em tempos dos meus avós, a empreita é hoje vista como uma arte praticada por poucos e uma atractivo turisto.

 

A empreita, feita à base de palma, possui diversas fases:

Os ramos de palma são, primeiro, postos a secar. Parecem pequenos leques que, depois, hão de ser rasgados com o polegar, separando cada fina folha da palmeira anã.

Posteriormente a palma é demolhada para que não quebre ao ser entrelaçada. Ao demolhar segue-se a sua colocação em enxofre para ser clareada ou, para certos efeitos, tingida.

Depois começa então a confecção da empreita propriamente dita. A empreita consiste no entrelaçar das folhas de palma formando tiras que vão sendo enroladas e depois, quando unidas, formam então as alcofas.

Normalmente, sentadas em pequenas cadeiras deatabua, com um molho de palma enrolado num trapo velho humedecido, as mulheres faziam empreita escolhendo com arte cada folha, ripando as mais largas com os dentes para que a tira fosse sempre crescendo certinha.

Para cozer a empreita, ou seja, unir as diversas tiras, era feita a "baracinha". A baracinha consiste igualmente no entrelaçar das folhas de palma até formar uma espécie de "linha" depois utilizada, através de uma agulha de cobre, para ir cozendo a empreita e dando forma aos "sacos", alcofas", balaios, etc.

 

Segundo a wikipédia:

 

" A empreita de palma surgiu com a necessidade de embalar figos, amêndoas e alfarrobas para o seu transporte; passou, então, a ser utilizada noutros objectos quotidianos, na pesca, e com propósitos decorativos. A esteira popularizou-se devido à lacuna de mobiliário nas habitações mais humildes.

Originalmente, a matéria prima provinha do interior Algarvio, embora actualmente, devido à escassez da planta nesta região, as folhas de palma começaram a ser importadas do Sul de Espanha, aonde a produção de palma foi transformada em indústria.

Actualmente, a empreita é efectuada quase totalmente com propósitos decorativos, sendo uma das atracções turísticas na região. Verifica-se, igualmente, uma maior diversidade de materiais utilizados na empreita, como os plásticos e outros materiais reciclados."

 

Nota:

 

1. E pronto aqui foi contada uma pequena história sobre a empreita e o artesanato do nosso Algarve.

 

2. A marafada lamenta que estas e outras tradições se estejam a perder e apela para que os mais jovens se preocupem não só com o seu passado como procurem aprender, conhecer e preservar as suas tradições.

 

Rabiscado por Lígia Laginha às 07:28 link do post | Comentar | Ver comentários (6) | Marafações predilectas

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