Lendas Louletanas (II) - A Lenda da Castelã de Salir

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Já aqui falamos de Salir, do seu Castelo e de como esta terra louletana está impregnada de vestígios do tempo em que os mouros estiveram por aquelas bandas. Essa ocupação árabe torna Salir numa terra de mouras encantadas e por isso vos trago hoje uma lenda que é bem conhecida por todo o Concelho de Loulé: A Lenda da Castelã de Salir.

 

A vila de Salir, no Algarve, deve o seu nome à filha do alcaide de Castalar, Aben-Fabilla, que fugiu quando viu o seu castelo ameaçado pelo exército de D. Afonso III. Antes de fugir, o alcaide enterrou todo o seu ouro, pensando vir mais tarde resgatá-lo.

Quando os cristãos tomaram o castelo encontraram-no vazio, à excepção da linda filha do alcaide que rezava com fervor que tinha preferido ficar no castelo e morrer a “salir”. De um monte vizinho, Aben-Fabilla avistou a filha cativa dos cristãos e com a mão direita traçou no espaço o signo de Saimão, enquanto proferia umas palavras misteriosas. Nesse momento, o cavaleiro D. Gonçalo Peres que falava com a moura viu-a transformar-se numa estátua de pedra. A notícia da moura encantada espalhou-se pelo castelo e um dia a estátua desapareceu.

Em memória deste estranho fenómeno ficou aquela terra conhecida por Salir, em homenagem pela coragem de uma jovem moura. Ainda hoje no Algarve se diz que em certas noites a moura encantada aparece no castelo de Salir.

 

Nota:

 

1. Retirado do site Lendas de Portugal.

 

 

Rabiscado por Lígia Laginha às 07:25 link do post | Comentar | Marafações predilectas