Festival Didgeridoo FATT 2011

 

 

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

De 1 a 3 de Setembro, a Associação Portuguesa de Didgeridoo volta a organizar o Festival de Didgeridoo – FATT 2011. Este evento será a 9ª edição e mantêm o Didgeridoo como cerne deste evento, assim como as culturas do mundo, principalmente a cultura Yolŋu – Aborígene Australiana.

Será novamente na Aldeia do Ameixial, concelho de Loulé.

A edição anterior foi considerada um dos melhores eventos de Didgeridoo da Europa, os objectivos foram superados e as criticas do público foram óptimas.

A abertura do festival decorrerá a 1 de Setembro à noite com performances de fogo de Mark Juggler ( Crowlin Circus ) e jam sessions. As principais actuações serão no dia 2 e 3. Além dos concertos o evento é repleto de master-class, workshops e outras actividades para todo o público, dinamizadas por excelentes professores e monitores, para quem deseja aprofundar conhecimentos em diversas áreas.

No recinto do festival terá artesanato local e internacional, destacando a venda de vários instrumentos.  Com o objectivo de continuar a oferecer a melhor qualidade aos nossos visitantes, o recinto do evento foi melhorado e o parque de campismo terá mais condições para oferecer.

 

Nota:

 

1. Para quem não sabe o que é o Didgeridoo:

 

Didgeridoo é um instrumento musical de sopro, consistindo de um tubo oco, geralmente de madeira. Normalmente tem forma cilíndrica ou cónica, de comprimento variável. O som varia conforme o tipo de material, comprimento, espessura, diâmetro, forma e técnica de tocar. Funciona como um amplificador, mas também altera os sons provocados pelos lábios, língua cordas vocais, bochechas, palato, glote, diafragma, etc. São incontáveis as variações sonoras que podem ser criadas. 
Pode ser construído a partir de vários materiais como: bambu, madeira, agave, tubo de PVC, vidro, plástico, papelão, couro, cerâmica, etc. Pode ser feito de qualquer material que possa, natural ou artificialmente, tornar-se um tubo rígido. O Povo Yolngu utiliza tradicionalmente o eucalipto, visto que existem térmitas que tornam naturalmente ocas estas árvores. Este fenómeno existe apenas em algumas regiões da Austrália com um ecossistema particular.

Uma das lendas que contam a Origem do Didgeridoo:
"No início, tudo era frio e escuro. Bur Buk Boon ia preparar madeiras para o fogo, a fim de levar a protecção do calor e da luz para a sua família. Ao procurar madeira para a fogueira, Bur Buk Boon reparou num tronco oco e uma família de térmitas que o ocupava. Como não queria ferir as térmitas, Bur Buk Boon soprou para o interior do tronco. As térmitas foram lançadas em direcção ao céu nocturno, tornando-se nas primeiras estrelas a iluminar a paisagem. É devido ao movimento arqueado de Bur Buk Boon que distinguimos hoje a Via Láctea. Foi esta a primeira vez que o som Didgeridoo abençoou a Mãe Terra, protegendo-a com este som vibrante para a Eternidade..."

Acredita-se que o Povo Yolngu é a mais antiga das culturas existentes actualmente. Ainda hoje transmitem cuidadosamente algumas das suas tradições mais ancestrais, em geral sob a forma de canções e histórias. Muitas destas são acompanhadas por um Didgeridoo, que não só serve como acompanhamento musical, mas que transmite ainda uma camada adicional de significado aos rituais em que se utiliza.

A maioria dos estudiosos do assunto considera que a palavra "Didgeridoo" é uma onomatopeia (palavra cuja pronúncia imita o som natural da coisa significada), inventada por ocidentais. Mas alguns consideram possível que seja uma derivação de duas palavras irlandesas: dúdaire ou dúidire, que tem vários significados, como "corneteiro", "fumante inveterado", "soprador", "pescoçudo", "abelhudo", "aquele que cantarola", "cantor de canções populares com voz macia e aveludada", e a palavra dubh, que significa "negro", ou duth, que significa "nativo".

Na Austrália, há pelo menos 45 sinónimos para o nome Didgeridoo, dependendo da tribo ou da região. Estão entre esses sinónimos: bambu, bombo, kambu e pampuu, todos directamente se referindo a bambu, o que indica, entre outros estudos, que os primeiros Didgeridoos eram feitos de bambu. Há outros sinónimos que, na linguagem dos aborígenes, também têm alguma relação com bambu: mago, garnbak, illpirra, martba, jiragi, yiraki e yidaki, sendo esses dois últimos os nomes mais usados para Didgeridoo pelos aborígenes australianos.

A palavra ocidental Didgeridoo, sendo uma onomatopeia, pode ser escrita de diversas formas: didjeridu, didjeridoo, didgeridu, bem como as formas abreviadas didge, didj, didg...
Os povos Aborígenes utilizam diversos nomes específicos para cada tribo, clã ou região, tais como: yidaki, yedaki, yiraki, yiraga, yili-yiki, ulpirra, ilpirra, uluburu, kanbi, ganbi, ganbag, djalupi, djalupun, gunbark, mako, larwah, aritjuda, gurrmurr, lidding, džalubbu, ngorla, morlo, wuyimbarl, morle, dawurr, eboro, gurulung, kalumbu, yiraka, aritjuda, o-mol, garnbak, martba, jiragi, ngarrriralkpwina, yirtakki, wuyimba, artawirr, djibolu, martba, kurmur, ngaribi, paampu, bambu, entre outros.

 



Rabiscado por Lígia Laginha às 07:39 link do post | Comentar | Marafações predilectas