Terça-feira, 31.05.11

A arte de bem falar algarvio (VI)

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje a marafada traz-vos mais umas quantas palavritas do nosso "algarviês" para quando se deslocarem à nossa santa terrinha compreenderem o que a gente diz.

 

Cá vai disto:

 

Algarviada: Lavajado

Sinónimo: Todo sujo

 

Algarviada: Escangalhar

Sinónimo: Desmanchar ou desfazer

 

Algarviada: Escarapanudo

Sinónimo: Animal pouco meigo

 

Algarviada: Afoita

Sinónimo: Pessoa sem medo

 

Algarviada: Entretenga

Sinónimo: Distracção

 

Algarviada: Escalfado

Sinónimo: Cansado, fatigado.

 

Nota:

 

1. Mais uma vez as algarviadas aqui apresentadas e muitas mais foram retiradas dos dois volumes de "Algarviadas" da autoria de António Vieira Nunes. A marafada recomenda vivamente estes livrinhos.

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Segunda-feira, 30.05.11

A Maria das Bananas

 

 

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Como sabem todas as terras que se prezem têm as suas figuras "típicas", ou melhor, atípicas e que sobressaem exactamente pela sua singularidade. Certo é que estas perduram na memória de quem as conheceu e em muitos casos tidas como “loucas” são as mais castiças da época e do local de que fizeram parte.

 

Uma dessas figuras foi a chamada Maria das Bananas.

Mulher destemida que calcorreava a então vila de Loulé nas décadas de 70 e 80. Apelidada de Maria das Bananas por ter tido uma banca de fruta no Mercado Municipal de Loulé, vulgo Praça, era dona de um buço expressivo e metia medo aos mais audazes.

Muitos acreditavam que a Maria das Bananas era possuída por espíritos na medida em que sempre vociferando pelas ruas louletanas umas vezes o fazia com uma voz aguda, outras com uma voz grave quase masculina.

A Maria das Bananas destacava-se também pela forma garrida com que se vestia, sendo que o vermelho predominava nas suas indumentárias exuberantes. Quase sempre com o cigarro na boca ou na mão não passava despercebida a quem quer que fosse.

Não sei ao certo quando faleceu a Maria das Bananas mas já foi há alguns anos. Ainda esteve algum tempo num lar antes de partir. Morou numa rua perto das Bicas Velhas e pouco mais posso dizer.

Fica uma fotografia que por acaso encontrei na net para testemunhar as poucas palavras que escrevi sobre esta mulher que ficará para sempre guardada algures na memória dos louletanos.

 

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Domingo, 29.05.11

Ilustres Louletanos (VIII) - José Cavaco Vieira

 

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje voltamos a homenagear quem na nossa terra se destacou e o ilustre louletano escolhido foi: José Cavaco Vieira.

 

Agraciado pela Câmara Municipal de Loulé com a Medalha Municipal de Mérito - Grau Prata, em 1993, José Cavaco Vieira nasceu em Alte, em 1903. Um apaixonado pela cultura local, nos anos 30 e 40 dedicou-se a lançar as bases de uma etnografia popular, participada pelas populações locais e baseada em princípios científicos sérios de recolha e divulgação. Estudou em Lisboa, onde tirou o curso de Guarda-Livros e aprendeu línguas (francês e inglês). Foi presidente da Junta de Freguesia muitos anos e funcionário da Caixa Agrícola mais de três décadas. Foi membro fundador do Grupo de Amigos de Alte, que por sua vez criou o jornal "Ecos da Serra", em Dezembro de 1967, para apoiar moralmente os soldados no Ultramar e emigrantes. Neste jornal escreveu inúmeras crónicas, na célebre rubrica "Conversando", discorrendo sobre a etnografia, a política, a ecologia, a religião, a literatura e a biografia popular. Da sua visão artística e ecológica nasceram em Alte a escultura camoniana da Fonte Grande e também o Cristo de madeira que expôs em sua casa. José Cavaco Vieira sabia ainda tocar viola e violino. Faleceu na sua aldeia natal em 2002.

Em 23 de Novembro de 2003, no âmbito das comemorações dos cem anos do seu nascimento, foi inaugurada, em Alte, uma escultura em homenagem a José Cavaco Vieira da autoria de Fernanda Assis e Marcílio Campina.

 

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Sábado, 28.05.11

Freguesias do Concelho de Loulé (I) - Tôr

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje este blog marafado inaugura mais uma rúbrica que visa dar a conhecer as freguesias que constituem o nosso Concelho.

E a marafada decidiu começar por uma das mais novas freguesias, a Tôr. Segundo o site da Câmara Municipal de Loulé:

 

" Criada pelo Decreto-Lei nº 32/97, a nóvel freguesia da Tôr, resultante da divisão da freguesia de Querença em duas partes, dista de Loulé cerca de 7 km e situa-se no centro do Algarve. A divisão da freguesia de Querença era tradicional, com a Parte de Cima a corresponder à povoação de Querença e zonas limítrofes, e a Parte de Baixo a corresponder à povoação da Tôr e áreas adjacentes. Tal divisão sempre foi feita e reconhecida, desde tempos imemoriais, pela Ribeira da Benémola até à Ribeira das Mercês, seguindo-se nessa confluência uma linha direita, para sul, até ao limite da freguesia de São Clemente. A nascente dessa linha é a chamada Parte de Cima, ou seja, Querença; a poente da mesma linha fica a Tôr, desde sempre designada por Parte de Baixo. Há longos anos que os habitantes da Tôr aspiravam a que a sua localidade passasse a sede de freguesia. Já em 1931 foi esta velha aspiração assunto de debate nas Assembleias das Freguesias de então, tal como se comprova através da acta da Junta de Freguesia de Querença, datada de 21 de Fevereiro de 1931.

A agricultura, a indústria, o artesanato e o comércio formam a componente da vida económica da freguesia. A economia local, que antes se apoiava no sector agrícola com predominância nos frutos secos e produtos hortícolas, difruta agora de um novo panorama. A população jovem tem os seus empregos na cidade de Loulé e em Quarteira, Almancil, Vale de Lobo e Quinta do Lago, bem como na fábrica de cerâmica e nos estabelecimentos comerciais e industriais situados na localidade. Tem ainda a Tôr uma enorme riqueza subterrânea, pois encontra-se situada sobre um dos maiores aquíferos da Europa. A Tôr é dos principais abastecedores de água à cidade de Loulé.

No domínio do património cultural, são aspectos dignos de destaque e bem característicos da Tôr os moinhos de vento, os lagares, as noras, as eiras, os açudes, as minas de cal e de gesso e as grutas."

 

A esta informação se pode juntar que as povoações pertencentes à freguesia da Tôr são, para além da povoação da Tôr propriamente dita, as seguintes: Funchais, Barcalinho, Cerro das Covas, Carrasqueira, Fojo, Vendas Novas de Tôr, Vicentes, Monte Guiomar, Pasmora, Monte das Figueiras de Baixo (não confundir com o Monte das Figueiras de Cima que pertence a Querença), Figueira de Baixo, Andrezes, Castelhana, Nora, Ponte da Tõr, Olival, Morgado da Tôr, Nergal, Mesquita e Gemica.

 

Na freguesia de Tôr existem diversos edifícios de património arquitectónico, os mais importantes são: Igreja matriz de Tôr, Cruzeiro, Ponte da Tôr (que até há muito pouco tempo se julgava romana mas não é), Casa acastelada e o Casarão do Morgado.

 

Na freguesia produzem-se diversos objectos de artesanato, os mais importantes são cestos de cana e verga e empreita de palma.

 

A freguesia de Tôr, apesar da sua pequenez possui um rica gastronomia: As principais especialidades gastronómicas são: Pápas de Milho, Ensopado de Galo, Cachola de porco, Jantares de grão de bico, Doces de figo e doces de amêndoa, filhós e folar de Páscoa.

 

As principais coletividades da freguesia de Tôr são: Associação de Caçadores e Agricultores da Tôr, Associação Social e Cultural de Tôr, Sociedade Recreativa Torense, Clube de Jovens de Tôr - Ghost Boy Club.

 

Nota:

 

1. A informação aqui apresentada foi retirada do site da Câmara Municipal de Loulé e da Wikipédia.

 

2. Visitem a Tôr e não se vão arrepender!

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Sexta-feira, 27.05.11

O Centro Cultural de São Lourenço

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje este blog marafado decidiu homenagear um dos centro de cultura e arte do nosso belo Concelho.

 

Agraciado com a Medalha Municipal de Mérito Grau Ouro pela Câmara Municipal de Loulé em 1995, este Centro Cultural situa-se na localidade de S. Lourenço, em Almancil. Nesta pequena localidade foi fundado a 7 de Março de 1981 por uma iniciativa privada de um casal Franco-Alemão, Volker e Marie Huber.

Trata-se de uma galeria de arte de renome internacional que tem sido desde há várias décadas espaço acolhedor para alguns dos mais conceituados artistas plásticos, poetas e músicos, nacionais e estrangeiros, entre os quais se destacam: José de Guimarães, João Cutileiro, ou Günter Grass, Prémio Nobel da Literatura.

Ao longo destes anos de actividade, o Centro Cultural foi palco de inúmeras exposições de arte contemporânea e concertos musicais, sendo visitado por milhares de turistas nacionais e estrangeiros.

Este espaço fica localizado a cerca de cem metros da Igreja de São Lourenço, num conjunto arquitectónico de inegável beleza, que soube conjugar a divulgação da arte contemporânea com a preservação da arquitectura tradicional algarvia.

 

 

Nota:

 

1. No momento em que se publica este post, o Centro Cultural de São Lourenço acolhe a mostra "Holanda a Sul", uma exposição que reúne os trabalhos de quatro artistas holandeses com ligações fortes ao sul de Portugal.

 

2. Visitem!

 

Rabiscado por Lígia Laginha às 06:41 link do post | Comentar | Marafações predilectas
Quinta-feira, 26.05.11

"Horizontes do Futuro" traz António Costa Pinto a Loulé

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

O post de hoje é meramente informativo por isso vou fazer um copy past do jornal "Barlavento":

 

"António Costa Pinto vai estar no Salão Nobre dos Paços do Concelho de Loulé, no dia 26 de maio, às 21h30, para apresentar mais uma conferência inserida no ciclo “Horizontes do Futuro”.

“Crise e Qualidade da Democracia em Portugal” vai ser o tema desta apresentação, em que este politólogo se irá debruçar sobre uma matéria que está na ordem do dia no país. 
Num período de crise política, económica e social, com eleições antecipadas, o papel dos políticos, da Política e da própria democracia está a ser questionado por vários quadrantes da sociedade.

António Costa Pinto é professor no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Nasceu em Lisboa em 1953. 
É Doutorado pelo Instituto Universitário Europeu (1992, Florença). Foi Professor Convidado na Universidade de Stanford (1993) e Georgetown (2004), e Investigador Visitante na Universidade de Princeton (1996) e na Universidade da California- Berkeley (2000 e 2010). 
Foi presidente da Associação Portuguesa de Ciência Política. As suas obras têm incidido sobretudo sobre o autoritarismo e fascismo, as transições democráticas e as elites políticas, em Portugal e na Europa.

É autor de mais de 50 artigos em revistas académicas portuguesas e internacionais. Foi consultor científico do Museu da Presidência da República portuguesa e tem colaborado regularmente na imprensa, rádio e televisão."

 

Nota:

 

1. Não faltem!


Rabiscado por Lígia Laginha às 06:16 link do post | Comentar | Marafações predilectas
Quarta-feira, 25.05.11

Artesanato do Concelho de Loulé (I) - A empreita

 

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje este blog marafado dá-vos a conhecer um pouco do artesanato e das artes manuais do Concelho de Loulé. E decidiu começar por vos apresentar a empreita de palma. Um forma de sustento em tempos dos meus avós, a empreita é hoje vista como uma arte praticada por poucos e uma atractivo turisto.

 

A empreita, feita à base de palma, possui diversas fases:

Os ramos de palma são, primeiro, postos a secar. Parecem pequenos leques que, depois, hão de ser rasgados com o polegar, separando cada fina folha da palmeira anã.

Posteriormente a palma é demolhada para que não quebre ao ser entrelaçada. Ao demolhar segue-se a sua colocação em enxofre para ser clareada ou, para certos efeitos, tingida.

Depois começa então a confecção da empreita propriamente dita. A empreita consiste no entrelaçar das folhas de palma formando tiras que vão sendo enroladas e depois, quando unidas, formam então as alcofas.

Normalmente, sentadas em pequenas cadeiras deatabua, com um molho de palma enrolado num trapo velho humedecido, as mulheres faziam empreita escolhendo com arte cada folha, ripando as mais largas com os dentes para que a tira fosse sempre crescendo certinha.

Para cozer a empreita, ou seja, unir as diversas tiras, era feita a "baracinha". A baracinha consiste igualmente no entrelaçar das folhas de palma até formar uma espécie de "linha" depois utilizada, através de uma agulha de cobre, para ir cozendo a empreita e dando forma aos "sacos", alcofas", balaios, etc.

 

Segundo a wikipédia:

 

" A empreita de palma surgiu com a necessidade de embalar figos, amêndoas e alfarrobas para o seu transporte; passou, então, a ser utilizada noutros objectos quotidianos, na pesca, e com propósitos decorativos. A esteira popularizou-se devido à lacuna de mobiliário nas habitações mais humildes.

Originalmente, a matéria prima provinha do interior Algarvio, embora actualmente, devido à escassez da planta nesta região, as folhas de palma começaram a ser importadas do Sul de Espanha, aonde a produção de palma foi transformada em indústria.

Actualmente, a empreita é efectuada quase totalmente com propósitos decorativos, sendo uma das atracções turísticas na região. Verifica-se, igualmente, uma maior diversidade de materiais utilizados na empreita, como os plásticos e outros materiais reciclados."

 

Nota:

 

1. E pronto aqui foi contada uma pequena história sobre a empreita e o artesanato do nosso Algarve.

 

2. A marafada lamenta que estas e outras tradições se estejam a perder e apela para que os mais jovens se preocupem não só com o seu passado como procurem aprender, conhecer e preservar as suas tradições.

 

Rabiscado por Lígia Laginha às 07:28 link do post | Comentar | Ver comentários (6) | Marafações predilectas
Terça-feira, 24.05.11

Património Louletano (III) - O Palácio Gama Lobos e a Igreja de Sant´Ana

 

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje este blog marafado dá-vos a conhecer mais um pouco do património existente na Cidade de Loulé. E desta vez os eleitos foram o Palácio Gama Lobos e a I greja de Sant´Ana. Fica o aviso desde já que este é um tema polémico, na medida, em que ainda há muitas questões que se prendem com teorias genealógicas e outras. Neste sentido, a marafada louletana apenas deixará uma súmula sobre o assunto, súmula essa feita a partir da consulta de alguma documentação que é tida como a mais coerente. Atempadamente peço desculpa por alguma inconformidade que os mais entendidos possam encontrar e apelo a que partilhem os vossos conhecimentos aqui com o "Marafações de uma Louletana".

 

E assim sendo:

 

Uma lápide de pedra colocada na sacristia da Igreja de Sant´Ana atesta que a mesma terá sido edificada em 1725 pelo Padre João da Costa Aragão, filho do Tenente-Coronel Diogo Lobo Pereira, governador da Praça de Loulé. Ao que consta, o chamado “Solar dos Lobos” só foi iniciado cinquenta anos mais tarde pelo Capitão-Mor Manuel José da Gama Lobo Pessanha, filho de Nuno Mascarenhas Lobo e neto do referido Diogo Lobo Pereira.

Devido a divergências com o Juiz-de-Fora pouco depois do seu início a obra foi embargada e só quase cem anos depois é que o solar foi concluído por António José de Matos Mexia Costa.

Outra lápide, desta feita colocada no lado direito da Igreja, permite saber que em 1875 a Capela foi retocada através de dádivas de D. Maria Augusta Sovereira Zuzarte (prima e herdeira do último descendente dos Gama Lobo, Sebastião Alexandre da Gama Lobo) e e que entre 1891 e 1893 foi completamente renovada por devoção de António José de Matos Mexia da Costa, de sua esposa D. Maria Augusta Mascarenhas Matos e de sua filha D. Maria Bárbara Mascarenhas de Matos.

Nos finais do século XIX a casa e a quinta circundante são então propriedade da família Aragão Barros, rica e importante burguesia rural. Embora designado “Solar de Aragão”, a população louletana chamava ao edifício “A Boavista” ou a “Sr.ª de Sant´Ana”.

Na década de 30 de 1900 o “Solar Aragão” era ocupado por descendentes da família Aragão Barros que em 1936 alugaram o edifício e a quinta circundante a religiosos jesuítas espanhóis fugidos à Guerra Civil Espanhola. Em 1932 foi extinguida em Espanha a Companhia de Jesus e esta era detentora, na província da Bética, do Seminário de S. Luís Gonzaga, em Puerto de Santa Maria (perto de Cádis). Foram esses alunos e professores jesuítas que se transferiram para Loulé e aí criaram, actual edifício nas traseiras do solar, um colégio que era frequentado apenas por alunos espanhóis. Esse estabelecimento de ensino foi chamado de Colégio de Estudos Clássicos, ou de Humanidades e Línguas Clássicas, “Gonzaga”, e chegou a ser frequentado por 76 pessoas entre sacerdotes, escolares e coadjutores.

Depois de estabelecidos no solar arrendado, os jesuítas solicitaram à Câmara Municipal de Loulé autorização para ampliarem as instalações de acordo com projecto apresentado. A sua pretensão era construir um novo edifício nas traseiras do “Solar” com frentes para a estrada de Salir e interior da Quinta da Boavista. O novo edíficio, com rés-do-chão e 1.º andar, comportaria no 1.º piso, três salas de aula, quarto quartos, sentinas e duas casas de banho, bem como um refeitório e cozinha e, no 2.º piso, destinar-se-ia a camaratas para 34 pessoas e duas sentinas. Os diversos requerimentos apresentados foram assinados por José Maria Villoslada, padre e primeiro ministro do Seminário.

Em 1939, terminada a Guerra Civil Espanhola, os jesuítas espanhóis regressaram ao seu país e a família Aragão Barros retoma o “solar”.

Nos finais dos anos 50 e inícios dos anos 60, a Comissão Carnavalesca de Loulé começa a anunciar os bailes de Carnaval para o então já conhecido como “Palácio dos Espanhóis”.

Ao longo das últimas décadas o “solar” ou “palácio”, edifício brasonado, tem sido usado para diversos fins, nomeadamente como sede de escolas de música, sítio para o Rancho Folclórico ou as Majoretes de Loulé levarem a cabo os seus ensaios e espaço de outras actividades artísticas e culturais.

Quanto à Ermida a Câmara Municipal de Loulé procedeu ao seu restauro interior e exterior nos anos de 2006/2007. Nas Actas de Janeiro de 2008, a Câmara cedeu à paróquia de S. Clemente o espaço da Igreja de Sant´Ana para que aí fossem realizados os diversos serviços eclesiásticos. A 5 de Janeiro do mesmo ano realizou-se a cerimónia religiosa de bênção do espaço da Ermida de Sant ´Ana e das respectivas imagens que nela figuram. A partir dessa data a Ermida passou a ser o local onde se realizam praticamente todos os velórios das pessoas falecidas nas freguesias de S. Clemente e S. Sebastião.

Nos séculos passados esta ermida terá servido de capela particular dos Gama Lobos e nela podia encontrar-se a imagem de Sant´Ana, a única existente em Portugal, datada de c. de 1565. Trata-se de uma figura em madeira, com 120 cm por 52 cm, cujo autor se desconhece.

 

Nota:

 

1. Para mais informações sobre este assunto consultar, por exemplo, a "Monografia do Concelho de Loulé" de Ataíde Oliveira.

Rabiscado por Lígia Laginha às 07:20 link do post | Comentar | Marafações predilectas
Segunda-feira, 23.05.11

Ilustres Louletanos (VII) - José Alves Batalim Júnior

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje este singelo blog decidiu homenagear um homem que será sempre querido a Loulé, pelo menos para os mais velhos e para aqueles que o conheceram e cujas circunstâncias da vida obrigaram a precisar da sua ajuda. Esse homem é José Alves Batalim Júnior, ou seja, o Dr. Batalim, médico dedicado e altruísta a quem Loulé muito deve. Natural de Monchique, foi mais louletano do que o são ou foram alguns!

 

Assim sendo:

 

José Alves Batalim Júnior, nasceu na Vila de Monchique no dia 15 de Setembro de 1927.

Frequentou a Escola Primária em Monchique e concluiu o Ensino Liceal no Liceu João de Deus em Faro. Ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra em 1950, concluindo a licenciatura em 1956.

Com manifesta inclinação para a Cirurgia, opta por efectuar o Estágio Obrigatório num Serviço de Cirurgia.

Em 1958 é admitido no Internato Complementar de Cirurgia e é colocado no serviço de Cirurgia I dos Hospitais da Universidade de Coimbra. Apresentou-se, em1962, a exame da Especialidade de Cirurgia Geral pela Ordem dos Médicos, tendo sido aprovado por unanimidade com distinção.

Já com o título de especialista em cirurgia, organiza uma Equipa Cirúrgica que quinzenalmente se deslocava a Loulé para observar doentes e realizar intervenções cirúrgicas já programadas.

Durante o período que estudou em Coimbra, o Dr. Batalim dedicou-se também à prática desportiva. Foi director da Secção de Futebol da Associação Académica de Coimbra de1955 a1958. Praticou hóquei em patins e foi também dirigente desta Secção da Associação Académica.

Em 1963 decidiu voltar ao Algarve e foi admitido como médico-cirurgião do Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Loulé, do qual foi Director durante largos anos.

Após a transformação do Hospital da Misericórdia em Centro de Saúde de Loulé, passou a exercer a sua actividade como Assistente da Carreira Médica, encarregado da Consulta de Cirurgia.

Após a sua reforma por imposição de idade, foi contratado para continuar a sua actividade no Centro de Saúde de Loulé.

O Dr. Batalim e a sua esposa, Maria Augusta Mendonça Batalim, faleceram num trágico acidente de viação no dia 28 de Maio de 1999.

Em 2000 foi agraciado pelo Município Louletano com a Medalha Municipal de Mérito - Grau Ouro.

Em 2001 a Câmara Municipal de Loulé homenageou este ilustre louletano e a sua esposa com a colocação do seu busto em bronze no Largo Tenente Cabeçadas.

 

Nota:

 

1. Até sempre Dr. Batalim.

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Domingo, 22.05.11

Flora Louletana (I) - A Alfarrobeira

 

 

Bom dia queridos amigos e visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje este blog marafado inaugura mais uma rúbrica que pretende dar a conhecer a flora existente em Loulé. Parecendo um assunto de menor importância, lembro-me que quando estudei em Lisboa haviam pessoas oriúndas do Norte do país que desconheciam por completo o que era uma Alfarrobeira. Assim sendo, pareceu-me interessante, sobretudo para os que não sabem o que é e como é, abordar aqui as plantas, árvores e leguminosas que povoam o nosso lindo concelho.

 

E não podia deixar de começar por essa árvore extremamente abundante, não só em Loulé, mas também, um pouco por todo o Algarve. Mesmo aqueles que estão familiarizados com a Alfarrobeira, de certo, muitos deles, desconhecem as suas origens e diversas potencialidades. Assim sendo, a marafada apurou através da wikipédia, que:

 

"A alfarrobeira (Ceratonia siliqua) é uma árvore de folha perene, originária da região mediterrânica que atinge cerca de 10 a 20 m de altura, cujo fruto é a alfarroba (do hebraico antigo al charuv (חרוב), a semente, pelo árabe al karrub, a vagem, corrupção daquele outro termo). Também é designada pelos nomes vulgares de figueira-de-pitágoras e figueira-do-egipto.

Pensa-se que as suas sementes foram usadas, no antigo Egipto, para a preparação de múmias; foram, aliás, encontrados vestígios de suas vagens em túmulos.

Pensa-se que a alfarrobeira terá sido trazida pelos gregos da Ásia Menor. Existem indícios de que os romanos mastigavam as suas vagens secas, muito apreciadas pelo seu sabor adocicado. Como outras, a planta teria sido levada pelos árabes para o Norte de África, Espanha e Portugal.

A semente da alfarrobeira foi, durante muito tempo, uma medida utilizada para pesar diamantes. A unidade quilate era o peso de uma semente de alfarroba. Era considerada uma característica única da semente da alfarroba, o seu peso sempre igual. Hoje em dia, contudo, sabe-se que seu peso varia como qualquer outra semente.

Do fruto da alfarrobeira tudo pode ser aproveitado, embora a sua excelência esteja ainda ligada à semente, donde é extraída a goma, constituída por hidratos de carbono complexos (galactomananos), que têm uma elevada qualidade como espessante, estabilizante, emulsionante e múltiplas utilizações na indústria alimentar, farmacêutica, têxtil e cosmética.

Mas a semente representa apenas 10% da vagem e o que resta – a polpa - tem sido essencialmente utilizado na alimentação animal quando, devido ao seu sabor e características químicas e dietéticas, bem pode ser mais aplicado em apetecíveis e saborosas preparações culinárias.

A farinha de alfarroba é a fracção obtida pela trituração e posterior torrefacção da polpa da vagem. Contém, em média, 48-56% de açucar, 18% de fibra, 0,2-0,6% de gordura, 4,5% de proteína e elevado teor de cálcio (352 mg/100 g) e de fósforo. Por outro lado, as características particulares dos seus taninos (compostos polifenólicos) levam a que a farinha de alfarroba seja muitas vezes utilizada como antidiarreico, principalmente em crianças."

 

E depois de este palavreado todo resta apenas dizer que a Alfarrobeira existe sobretudo a sul do Tejo e que não se dá com climas extremamente frios.

Considerada o "cacau ou chocolate do Algarve" é usada na nossa gastronomia, nomeadamente na doçaria.

Pelo seu valor, agora bem menor do que outrora, a apanha da Alfarroba continua a ser uma parte importante da vida dos algarvios marafados. Chegado o mês de Agosto ouve-se o som do varejo e do negro fruto a cair no chão. É hora de apanhar e ensacar a alfarroba e esperar para vende-la a quem oferecer um melhor preço.

 

Nota:

 

1. Muito mais haveria a dizer sobre a alfarrobeira e as suas valências, no entanto, este blog pretende apenas dar a conhecer um pouco de cada assunto. Para saber mais podem sempre consultar manuais de botânica.

 

2. Um bom Domingo para todos.

 

A louletana está:
Rabiscado por Lígia Laginha às 09:18 link do post | Comentar | Marafações predilectas
Sábado, 21.05.11

Parabéns "Música Nova"

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje este blog marafado decidiu homenagear a aniversariante "Sociedade Filarmónica Artistas de Minerva", vulgo "Música Nova". 

Esta banda de música prefaz hoje o seu 135.º aniversário, assinalando a importante data com a realização de um concerto que inclui a cerimónia de entrada de sete novos elementos formados na sua escola. Este concerto ocorre hoje, no Cine-Teatro Louletano, pelas 16:00.

 

Resta agora falar um pouco sobre a Sociedade Filarmónica Artistas de Minerva:

 

A Banda da Sociedade Filarmónica Artistas de Minerva foi fundada no dia 21 de Maio de 1876.

Nasceu da Divisão da Sociedade Filarmónica de Loulé devido a um período conturbado da política local marcado por desavenças entre o partido “Progressista” e o partido “Regenerador”.

Por derivar de uma Filarmónica já existente, a Sociedade Filarmónica artistas de Minerva começou a ser apelidada de “Música Nova”.

O seu primeiro maestro foi o Dr. António Galvão, proprietário do solar onde a Filarmónica esteve instalada na década de 90.

Sem interromper a sua actividade, esta Filarmónica teve o seu período áureo entre 1985 e 1908, altura em que era regida pelo Maestro Joaquim Pires.

Na actualidade a Filarmónica Artistas de Minerva é subsidiada pela Câmara Municipal e mantém-se estável e activa tendo como regente José Lúcio Branco.

Durante a sua longa existência ganhou alguns prémios dos quais se destacam:

- 1.º Prémio do Certame Musical realizado em Silves em 6/10/1895;

- 1.º e 2.º Prémios do Certame Musical realizado em Faro em 22/6/1908;

 - Medalha de Cobre do 2.º Congresso da F.S. Educação e Recreio;

- Diploma de Medalha de Ouro de Instrução e Arte da F.P. Colectividades de Cultura e Recreio;

- Diploma de Mérito associativo pelos 114 anos de existência efectiva atribuído pela F. P. Colectividades de Cultura e Recreio;

- Medalha de Mérito Municipal (Grau Prata) pela Câmara Municipal de Loulé em Maio de 1993.

Participa regularmente em Festivais de Bandas Filarmónicas em Portugal e Espanha.
Organiza anualmente o Certame Musical " Ciclo de Bandas de Música-Municipío de Loulé ", vários Master Class, concertos de Orquestras Sinfónicas, concertos de Bandas Militares e concertos com outros Grupos de Música.
A sua Escola de Música funciona de 2ª a 6ª Feira com 3 monitores nas Disciplinas de Instrumentos de Sopro, Percussão, Formação Musical e Classes de Conjunto, sendo a sua frequência gratuita.
É geminada com a Banda de la Escuela de Música de Punta Umbria (Huelva).
É composta por 48 músicos de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 08 e os 64 anos. 

 

Nota:

 

1. Para saber mais sobre a História desta Filarmónica e de outras existentes no País podem consultar as obras de Pedro de Freitas, ilustre louletano, músico entre outras coisas, que estudou esta questão e escreveu sobre ela.

 

2. Parabéns Música Nova!

A louletana está:
Cantiga: Hino da Música Nova
Rabiscado por Lígia Laginha às 09:53 link do post | Comentar | Marafações predilectas
Sexta-feira, 20.05.11

Cancioneiro do Património Oral do Concelho de Loulé em apresentação na Biblioteca Municipal

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje este blog marafado recomenda a apresentação de mais um livrito que perpetuará a tradição oral do nosso Concelho. O 4.º volume do projecto "Património Oral do Concelho de Loulé", desenvolvido por Idália Farinho Custódio e Maria Aliete Galhoz, será hoje, 20 de Maio, apresentado na Biblioteca Municipal de Loulé, pelas 18 horas. Esta apresentação ficará a cargo de Carlos Nogueira, Professor da Universidade de Lisboa.

 

Antes deste "Cancioneiro" já foram publicados outros três volumes: "Contos" (vol.I), "Romances" (vol. II) e "Orações" (vol. III).

 

Aqui fica uma breve biografia das autoras:

 

Maria Aliete Farinho das Dores Galhoz nasceu em Boliqueime, no ano de 1929. Estudou no Liceu de Faro e licenciou-se em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É editora literária, poeta e ensaísta. Entre 1953 e 1972 foi professora do Ensino Secundário. Colaborou em pesquisas de Literatura Popular Portuguesa, tema sobre o qual publicou inúmeros estudos e fez várias conferências, no Centro de Estudos Filológicos, juntamente com Lindley Cintra e Viegas Guerreiro, no Centro de Estudos Geográficos, e no Centro de Estudos de Tradições Populares Portuguesas da Universidade de Lisboa. Tem colaboração dispersa nas revistas "Boletim de Filologia", "Colóquio", "O Tempo e o Modo", "Nova Renascença" e em vários jornais. Colaborou e fixou os textos de "Poemas Esotéricos" de Fernando Pessoa em 1993. No campo da investigação da Literatura Tradicional Oral Portuguesa publicou "Pequeno Romanceiro Popular Português" (1977), "Romanceiro Popular Português" (1998), "Memória Tradicional de Vale Judeu" (1996), "Memória Tradicional de Vale Judeu II" (1998), "Romanceiro do Algarve" (2005). Colaborou na edição de "Povo, Povo, Eu te pertenço" de Filipa Faísca em 2000. Escreveu três livros de poesia: "Poeta Pobre" (1960), "Décima Quinta Matinal Esquecida - "Acto da Primavera" (1967), "Poemas em Rosas" (1985). Em prosa publicou o livro de contos intitulado "Não Choreis Meus Olhos" (1971). Recebeu a Medalha Municipal de Mérito, grau prata, pela Câmara Municipal de Loulé, em 1994. Foi ainda condecorada com o título Doutora Honóris Causa pela Universidade do Algarve (1966) e com o grau honorífico de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique (1999).

 

Idália Farinho Custódio nasceu em Loulé, em Agosto de 1938. Licenciou-se em Filologia Românica na Faculdade de Letras de Lisboa, tendo leccionado no Algarve. Professora, poeta e escritora, sobretudo de livros para crianças, abrangendo neste género o conto e a poesia. Tem ainda dedicado o seu tempo à recolha da literatura oral e popular do Algarve, trabalho que coligiu em «Memórias Tradicionais de Vale Judeu» - 2 vols., publicado em 1996/97, em que contou com a colaboração de Maria Aliete Galhoz .

 

Nota:

 

1. A marafada recomenda qualquer um destes volumes por serem exempl e salvaguarda do nosso Património Oral que, infelizmente, se vai perdendo com a perda, passo a redundância, dos informantes.

Rabiscado por Lígia Laginha às 07:25 link do post | Comentar | Marafações predilectas
Quarta-feira, 18.05.11

O Museu Municipal de Arqueologia de Loulé e o Dia Internacional dos Museus

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

E porque hoje se comemora o Dia Internacional dos Museus, a marafada decidiu falar um bocadinho do Museu Municipal de Arqueologia de Loulé e dar a conhecer o programa que desenvolveu para celebrar a referida efeméride.

 

Assim sendo:

 

O Museu Municipal de Arqueologia de Loulé é um projecto que tem como objectivo salvaguardar e divulgar o património arqueológico do concelho. Situado em pleno Centro Histórico , encontra-se instalado na antiga Alcaidaria, edifício adossado a um importante tramo da muralha da cidade. Contribuindo para a sua revitalização e imprimindo-lhe uma nova dinâmica, a construção que remonta ao século XIV, viu nascer nas salas do piso térreo um espaço museológico, que integra uma série de elementos arquitectónicos e técnicas construtivas representativas da longa diacronia do local.

Numa primeira etapa, o Museu abre ao público a 25 de Maio de 1995, com projecto de arquitectura e museografia da autoria de Mário Varela Gomes, exibindo uma colecção de materiais resultantes de doações, recolhas de superfície e escavações arqueológicas. Quatro anos depois, a 16 de Dezembro de 1999, sofre uma ampliação, estendendo-se actualmente por três salas. Assim, fruto do esforço e apoio que a Autarquia tem vindo a desenvolver a nível da investigação arqueológica, cabe salientar o trabalho de conservação e restauro das técnicas de museografia, da arqueóloga, bem como a colaboração científica de Helena Catarino.

 

As Salas de Exposição:

 

A Sala 1 acolhe os visitantes com uma pequena recepção, onde também se podem adquirir publicações referentes a temas do concelho e da região, a revista do Arquivo Histórico Municipal e réplicas de algumas peças arqueológicas em exposição.

Como início de viagem através dos testemunhos do passado do concelho propõe-se a observação de um mapa com a localização geográfica das diversas proveniências de todos os artefactos expostos.

Seguidamente, um esquema simplificado sobre a evolução do Homem abre caminho para o espólio ilustrativo de várias fases da Pré e Proto-História. Dos seixos e lascas grosseiramente talhados do Paleolítico (Vitrine 1) passamos aos artefactos em pedra polida e às primeiras mós destinadas à transformação de gramíneas, do Neolítico.

Ainda na Vitrine 2 destaca-se uma placa de xisto (figura 2), objecto votivo ligado ao culto funerário tão característico de uma das fases da cultura megalítica do sul do país.


A terceira vitrine mostra fragmentos e exemplares de formas cerâmicas primitivas, feitas à mão e apenas secas ao sol, destacando-se os três recipientes inteiros pertencentes ao espólio funerário de sepulturas calcolíticas. Pode ainda observar-se uma pulseira em cobre, testemunho da descoberta da utilização deste metal, no período Calcolítico.

A Idade do Ferro está representada por 4 estelas funerárias com escrita do sudoeste, típicas da sua fase mais tardia (2ª Idade do Ferro).

À excepção das oferendas funerárias da Vitrine 3, provenientes da escavação de emergência da Vinha do Casão/Quarteira (1977-1981), todos os restantes materiais chegaram ao Museu através de doações e prospecções de superfície.
Quanto ao programa:
"Museus e Memória. Os objectos contam a sua história" é o mote lançado para as comemorações deste ano do Dia Internacional dos Museus.
Às 10h00 e às 15h00, o Ao Luar Teatro sobe ao palco do Pátio do Castelo com a peça "Fado de Cássima e o Canto das Mouras", em duas sessões dirigidas aos alunos do 1º Ciclo das escolas de Loulé.
Pelas 18h00, na sala polivalente da Alcaidaria do Castelo, os arqueólogos Pedro Barros e Samuel Melro apresentam o Projecto ESTELA - Sistematização da Informação das Estelas com Escrita do Sudoeste.
Nota:
1. A informação aqui postada foi retirada do site da Câmara Municipal de Loulé (www.cm-loule.pt)
2. Visite-nos! Não se vai arrepender. Palavra de marafada!

Rabiscado por Lígia Laginha às 07:31 link do post | Comentar | Marafações predilectas
Segunda-feira, 16.05.11

O que os algarvios comem (IV) - Ervilhas com Ovos

 

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Como ainda estamos na Primavera é tempo de comer ervilhas, ou melhor, griséus como nós algarvios marafados chamamos as ervilhas.

Embora existam muitas formas de cozinhar os griséus, a marafada elegeu a receita de griséus com ovos escalfados. Um prato que também se confessiona (e muito bem) no Alentejo mas em que cada um introduz as suas particularidades.

Então aqui fica a receita de griséus com ovos tipicamente algarvia:

 

 

Ingredientes:
Para 4 pessoas

  • 3 kg de ervilhas novas com casca ;
  • 1 ramo de salsa ou coentros ;
  • 150 grs de cebolas ;
  • 1 dl de azeite ;
  • 100 grs de banha ;
  • 100 grs de chouriço de carne ;
  • Um naco de toucinho ;
  • 4 ovos ;
  • sal q.b. 

Confecção:

Descasque e lave as ervilhas. Descasque, também, a cebola e corte bastante fina. O chouriço é cortado ás rodelas, depois de lhe ter tirado a pele, e o toucinho deve ser fatiado ou cortado aos bocadinhos.
Leve um tacho ao lume com azeite e banha. Deite dentro a cebola, o chouriço, o toucinho e o ramo de salsa. Deixe a cebola alourar.
Adicione as ervilhas e ponha a refogar, durante alguns minutos. Cubra com água. Tempere com sal e deixe cozer, tendo o cuidado de tapar o tacho.
Por fim, parta os ovos e coloque um de cada vez abrindo uns buraquinhos entre as ervilhas, deixando-os escalfar.

 

Nota:

 

1. Caso não tenham griséus de colheita podem usar congelados ou de lata que fica bom na mesma.

 

2. Bom apetite!

A louletana está: com água na boca
Rabiscado por Lígia Laginha às 06:44 link do post | Comentar | Ver comentários (1) | Marafações predilectas
Domingo, 15.05.11

O Mercado Municipal de Loulé

 

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje a marafada decidiu homenagear um dos ex-libris da nossa linda cidade de Loulé. Esse ex-libris é o Mercado Municipal ou como nós louletanos lhe chamamos desde sempre simplesmente "a Praça". Imagem de marca da nossa terra e lugar de eleição de muitos para comprar o melhor peixe e as melhores verduras, a Praça ergue-se imponente perante citadinos e turistas. Então aqui fica um pouco da história deste edifício que é também um "santuário" da nossa cultura e das nossas tradições:

 

O Mercado Municipal de Loulé foi inaugurado no dia 27 de Junho de 1908, altura em que a Câmara Municipal era presidida por José da Costa Mealha. O edifício foi construído segundo projecto do Arquitecto Alfredo Costa Campos, de Lisboa, embora o mesmo projecto tenha conhecido algumas alterações desde o documento inicial de 1903  que por sua vez já tinha por base um outro projecto de 1898 cujo o autor se desconhece.

A ideia de construir um mercado para o peixe, frutas e hortaliças era já antiga e consensual, no entanto, a sua localização e o número de mercados a construir não reunia o consenso dos Louletanos. A rivalidade era sentida sobretudo entre a Freguesia de São Sebastião e a Freguesia de São Clemente.

Segundo os jornais da época existiam diversas propostas quanto à localização do Mercado.

Em1891, aCâmara Municipal encomendou ao Construtor de Obras Públicas de Faro um projecto para o mercado de venda de peixe. Esse mercado seria construído junto ao Largo de Chafariz (actual Largo D. Afonso III)  e consistia numa planta rectangular com33 metrosde comprimento e19,5 metrosde largura, tinha 60 bancas com um metro quadrado cada e nove compartimentos para arrecadações.

Este projecto não foi concretizado mas reflecte a preocupação da Câmara relativamente à venda do peixe por ser a mesma que arrancava mais críticas aos Louletanos.

Após uma longa discussão, a Câmara decide então, em finais do século XIX, construir o Mercado ao lado do edifício dos Paços do Concelho e iniciam-se então as expropriações e respectivas demolições no início do século XX.

Em termos arquitectónicos, o mercado adoptou o estilo revivalista de inspiração árabe com quatro pavilhões e quatro portões de acesso.

Porém, a Câmara não tinha grandes disponibilidades financeiras naquele momento e a verba disponível era insuficiente para a execução da totalidade do projecto. Nesse sentido, foi pedido ao arquitecto que fizesse algumas alterações no projecto, as quais foram apresentadas em 1905 e que visavam basicamente a ala sul do Mercado, nomeadamente retirando dois torreões e algumas lojas para além de todos os azulejos do revestimento. As obras foram adjudicadas em 22/06/1905 a José Francisco dos Santos que as concluiria em 1908.

A partir deste momento e ao longo da sua existência o Mercado de Loulé tem sofrido diversas obras de melhoria, ampliação e remodelação.

Em 1933 o técnico de Arquitectura João Baptista Mendes, autor dos projectos do Cine-Teatro Louletano e do Salão Nobre dos Paços do Concelho, fez um projecto de ampliação do Mercado, contudo as grandes obras de ampliação foram feitas no princípio dos anos 80, nos mandatos dos Presidentes Eng. Júlio Mealha e Dr. Mendes Bota com a cobertura de betão da ala sul do mercado e mais recentemente a partir de 2004, no mandato presidido pelo Dr. Seruca Emídio, a grande obra de remodelação do Mercado com a construção dois torreões que constavam no projecto de 1905, com a reabilitação integral das fachadas, das estruturas metálicas existentes e substituição da estrutura em betão armado da ala sul por estrutura metálica e todo um conjunto de melhorias nas zonas de venda ao nível das condições de funcionamento e das redes técnicas do mercado. Após estas obras, o Mercado de Loulé reabriu a 1 de Fevereiro de 2007, para as mesmas funções para que fora concebido no inicio, mas mais moderno, com melhores condições de higiene e segurança e visando cada vez mais atrair o turismo para aquele que é o ex-libris da cidade de Loulé.

 

Nota:

 

1. Evidentemente que esta é apenas uma súmula daquilo que há a dizer sobre o Mercado de Loulé. Quem estiver interessado em saber um pouco mais a marafada recomenda a obra "O mercado municipal de Loulé : mercados públicos motores de desenvolvimento local" de Patrícia Santos Batista.

 

2. A louletana recomenda também que vão à "Praça"!

Rabiscado por Lígia Laginha às 07:00 link do post | Comentar | Ver comentários (1) | Marafações predilectas
Sábado, 14.05.11

O Grupo Folclórico da Casa do Povo de Alte

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje o post será dedicado a uma das Freguesias mais importantes do nosso Concelho, Alte, nomeadamente ao Grupo Folclórico da Casa do Povo da mesma Freguesia. Alte é uma das aldeias mais rústicas de Portugal e um atrativo não só para louletanos como para turistas provenientes das mais diversas terras e terrinhas.

O Folclore é também um simbolo da nossa cultura e os Grupos Folclóricos ilustres representantes da nossa etnografia e das nossas tradições.

 

Assim sendo:

 

O Grupo Folclórico da Casa do Povo de Alte foi fundado em Outubro de 1938 durante a realização de um concurso etnográfico ao nível nacional: o “Concurso das aldeias mais portuguesas”.

Foi seu fundador, entre os altenses, José Cavaco Vieira, que dirigiu este Grupo durante vários anos.

Desde da sua fundação, o Grupo Folclórico da Casa do Povo de Alte tem participadoem diversos FestivaisNacionaise Internacionais de Folclore e nas mais variadas festas de cariz etnográfico e cultural. Fez também parte de vários Congressos de Etnografia em Lisboa e na Região Autónoma dos Açores.

Fora do País, este Grupo esteve em Madrid no ano de 1949 participando no Concurso Internacional de Danças e Canções Populares, obtendo neste a Medalha e Diploma de Alto Mérito Etnográfico. Participou igualmente nas Festas de Ayamonte e representou o Algarve na Feira Internacional de Turismo,em Madrid. Recebeuo primeiro prémio num Festival Nacional de Folclore e tem sido galardoado ao longo da sua existência com diversas medalhas e taças.

Em 1994, o Grupo Folclórico da Casa do Povo de Alte foi agraciado com a Medalha Municipal de Mérito Grau Ouro.

Do seu reportório fazem parte os bailes de roda simples com pares no meio, cadeados, despiques, baile mandado, topes, marcadinhas, corridinhos, etc.

Os instrumentos musicais utilizados são geralmente o acordeão, os ferrinhos, a “gaita de beiços” e as castanholas.

Os seus trajes são Domingueiros e de Cerimónia, visto que o Grupo Folclórico da Casa do Povo de Alte recria o tradicional casamento camponês na sua Aldeia, nomeadamente no dia 1 de Maio de cada ano.

 

Nota:

 

1. Esta informação é só um cheirinho do muito que há a saber sobre Alte e os seus atributos. Por isso, a marafada aconselha a visita a essa terra fantástica e o contacto real com uma das aldeis mais portuguesas de Portugal.

 

A louletana está:
Cantiga: Corridinho
Rabiscado por Lígia Laginha às 07:35 link do post | Comentar | Marafações predilectas
Sexta-feira, 13.05.11

Ilustres Louletanos (VI) - José Viegas Gregório

 

 

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Numa altura em que se aproxima o feriado municipal, este ano celebrado a 2 de Junho, e com ele a Festa da Espiga, festividade conhecida e aclamada por todos os louletanos que se prezam, este singelo blog decidiu fazer uma justa homenagem ao criador da referida festa, José Viegas Gregório.

 

José Viegas Gregório nasceu em Salir no ano de 1915. Iniciou a sua actividade no comércio e passados alguns anos dedicou-se à agricultura.

Em 1952 iniciou a sua actividade pública, assumindo o cargo de Secretário da Junta de Freguesia de Salir. Seis anos depois foi eleito presidente da mesma Junta, funções que exerceu até Setembro de 1974. Regressaria à presidência da Junta de Freguesia nas eleições de 1982, mandato que cumpriu até 1985.

Uma das suas grandes paixões era o coleccionismo de tudo quando pudesse de alguma forma estar ligado a Salir. Daí o vasto acervo que deixou e que inclui diversos vestígios históricos, jornais e documentação da mais variada que inclui cartazes, programas de festividades realizadas em Salir e um vasto espólio fotográfico. Durante 43 anos foi correspondente do jornal “O Século” e colaborou em diversos jornais locais e regionais.

Contudo, José Viegas Gregório será sempre lembrado sobretudo pela criação da chamada Festa da Espiga, realizada em Salir, por sua iniciativa, desde 1968. A importância que este evento alcançou, desde o inicio, como cartaz turístico do interior algarvio foi tal que a Câmara Municipal mudou para este dia o seu feriado municipal.

Em 1991 foi alvo de uma homenagem pública promovida pela Junta de Freguesia de Salir tendo sido atribuído na altura o seu nome a uma das principais artérias da referida Freguesia.

Em 1993 foi agraciado pela Câmara Municipal de Loulé com a Medalha Municipal de Mérito Grau Bronze.

Em 2005 foi inaugurada, em Salir, a Biblioteca José Viegas Gregório.

José Viegas Gregório faleceu a 13 de Outubro de 2007.

 

Nota:

 

1. Oportunamente a marafada voltará a falar na Festa da Espiga e no seu criador.

A louletana está:
Cantiga: Tia Anica, mana Anica
Rabiscado por Lígia Laginha às 07:34 link do post | Comentar | Marafações predilectas
Quinta-feira, 12.05.11

Quarteira comemora 12.º Aniversário como Cidade

 

 

 

Bom dia caríssimos visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje a marafada decidiu dar a conhecer o programa das comemorações do 12.º ano da elevação de Quarteira a cidade. Fiz um copy past da página do Município (www.cm-loule.pt) a qual podem visitar para saber mais informações.

 

Programa:


9h00 - Hastear da Bandeira Nacional ao som do Hino Nacional - Centro Autárquico
 
9h15 - Homenagem aos melhores alunos no ano de 2011 e lançamento do livro "Poeta saído do Bosque", de Manuel Costa Oliveira - Centro Autárquico

11h00 - Inauguração do novo Depósito de Água


11h30 - visita à obra de prolongamento da Avenida Sá Carneiro à Fonte Santa


12h00 - Visita à Escola da Fonte Santa


12h30 - Visita ao antigo Bairro dos Pescadores


21h30 - Concerto com Viviane - Praça do Mar

 

Nota:

 

1. Parabéns lindíssima cidade à beira-mar plantada :)

Rabiscado por Lígia Laginha às 07:25 link do post | Comentar | Marafações predilectas
Terça-feira, 10.05.11

Património Louletano (II) - Convento de Santo António

 

 

Boa tarde caríssimos visitantes do “Marafações de uma Louletana”.


Hoje este blog marafado vai dar-vos a conhecer mais um pouco do património cultural, histórico, religioso e arquitectónico da nossa querida cidade louletana. E o eleito é o Convento de Santo António:


O primeiro Convento dos Capuchos de Santo António, da Ordem de S. Francisco dos Capuchos da Província da Piedade, que existiu em Loulé, estava localizado a Sul do actual edifício. Tal acontece porque inicialmente era aconselhado aos frades mendicantes que construíssem os seus conventos longe das povoações de forma a melhor cumprir os seus deveres místicos e religiosos. Mais tarde houve uma mudança de preferência para locais próximos dos meios urbanos facilitando o cumprimento do peditório do pão, celebração de missas aos devotos e a recolha de esmolas. Assim, o antigo Convento quinhentista foi abandonado dando lugar a um edifício mais próximo da povoação.

Nos séculos XVI e XVII a acção mecenática da parte da Coroa e da Nobreza favoreceu o aparecimento dos conventos. Em Loulé, os instituidores do primeiro Convento de Santo António foram D. Nuno Rodrigues Barreto e sua mulher, D. Leonor de Milão, os quais foram aí sepultados depois de falecer. Posteriormente, os seus restos mortais foram transladados para uma capela do novo Convento. Actualmente, podemos ver a lápide dos instituidores nos claustros do convento.

A construção do novo Convento iniciou-se em 1675 num terreno cedido por André de Ataíde. A primeira pedra foi lançado elo então bispo do Algarve, D. Francisco Barreto II, em 11 de Agosto de 1675. As obras terminaram a 22 de Junho de 1691.

A arquitectura sóbria obedece às linhas dos outros conventos da Província da Piedade. Ao longo dos anos sofreu diversas alterações, sobretudo depois do terramoto de 1755 e da extinção das Ordens Religiosas em 1834.

O claustro do convento, de planta quadrada, mantém ainda a sua forma original. É composto por três arcos por banda, assentes em pilares de pedra, rectangulares. Os arcos são de volta perfeita no piso inferior. No piso superior, os arcos são abatidos e atestam ser de um período posterior aos arcos primitivos. O piso térreo tem abóbadas e o superior não possui algum fecho. A Igreja era de planta rectangular, com abóbada de berço e tinha três altares.

A cerca do Convento constituía um elemento identificativo do seu conjunto, e nela encontravam-se os pomares, a horta e o jardim, onde era abundante a água. Os frades eram auto-suficiente e subsistiam através do trabalho agrícola e da produção de azeite, esta última atestada pelo engenho de lagar ainda existente nas traseiras do edifício.

Após a extinção das Ordens Religiosas em 1834, o convento foi usado como armazém, fábrica de curtumes e habitação. Actualmente aí se realizam eventos culturais tais como exposições, espectáculos e outros.

Foi considerado Imóvel de Interesse Público pelo Decreto-Lei n.º 181/70, de 28 de Abril.


Nota:


1. Informação retirada de um  desdobrável com texto da Dr.ª Luísa Martins.

Rabiscado por Lígia Laginha às 18:29 link do post | Comentar | Marafações predilectas
Domingo, 08.05.11

Mãe Soberana por Carlos Porfírio

 

 

 

Bom dia caros visitantes do “Marafações de uma Louletana”.


Hoje é dia de Festa em Loulé, Festa Grande em honra da nossa Padroeira. Como tal a marafada decidiu dedicar este post a uma das mais belas pinturas que existem da Nossa Senhora da Piedade. Esta pintura, óleo sobre tela, foi executada em 1970 pelo pintor farense Carlos Porfírio. Última obra deste pintor e cineasta cuja obra revelava uma grande influência futurista.

 

 

 

Homem aventureiro e que procurava saber mais fixou residência em Madrid e em Paris, no entanto, devido à II Grande Guerra acabou por regressar a Portugal em 1939.

Foi director e editor do “Portugal Futurista” e dirigiu os filmes "Sonho de Amor", 1945 e "Um grito na Noite", 1948.

A Carlos Porfírio se deve também a criação do Museu Etnográfico de Faro.

Para além da obra “Mãe Soberana” é autor de outras pinturas que revelam bem o seu gosto pelas tradições algarvias tais como: “Lenda das Amendoeiras em Flor”, concebida para a sala designada “Lendas do Algarve” do Museu Etnográfico de Faro; “A Moira do pente de oiro”, “O Touro Preto”, entre outras.

 

Notas:

 

1. Viva a Mãe Soberana! Viva os Homens do Andor!

A louletana está:
Cantiga: Hino da Mãe Soberana
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