Domingo, 25.09.11

red

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Sábado, 24.09.11

O regresso do Mercadinho

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

A partir de hoje, sábado, 24 de Setembro, e até ao início de Dezembro, a Câmara Municipal de Loulé apresenta mais um ciclo de Outono da iniciativa Mercadinho de Loulé.

 

A Rua D. Paio Peres Correia e o Largo D. Pedro I, no coração da Zona Histórica da cidade, recebe cinco mercados temáticos, aos sábados, das 10h00 às 17h00.

 

Artesanato Tradicional (24 Setembro e 29 Outubro), Artesanato Urbano e Design (1 Outubro e 5 Novembro), Prazeres e Experiências (8 Outubro e 12 Novembro), Reutilização, Reciclagem e Produtos Biológicos (15 Outubro e 19 Novembro) e Antiguidades, Velharias e Coleccionismo e Artes e Livros (22 Outubro e 26 Novembro) são as temáticas propostas.

 

No dia 1 de Dezembro, na Avenida José da Costa Mealha, tem lugar edição final deste Mercadinho de Outono, com a todas as temáticas envolvidas.

 

A entrada é livre.

 

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Sexta-feira, 23.09.11

Visitas Orientadas ao Cemitério de Loulé

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

A Câmara Municipal de Loulé volta a associar-se às Jornadas Europeias do Património, e nos próximos dias 23 e 24 de Setembro, vai promover visitas orientadas ao Cemitério de Loulé. “Património e Paisagem Urbana” é o tema lançado em 2011 nesta iniciativa anual do Conselho da Europa e da União Europeia, que envolve cerca de 50 países, no âmbito da sensibilização dos cidadãos europeus para a necessidade de proteger e valorizar as características da paisagem nas cidades, vilas e aglomerados urbanos, entendida no seu sentido mais amplo.

As visitas orientadas por Luís Guerreiro e Luísa Martins, ambos investigadores da História e Cultura local, visam ir além da ideia do cemitério enquanto espaço de pesar pelo desaparecimento de alguém. Constituem, também, fonte riquíssima de informações das localidades e das pessoas, para além da parte arquitectónica, da estatuária e obras de arte que integra. No caso de Loulé, aqui jazem figuras proeminentes da cultura local como o poeta António Aleixo ou o político e comerciante José da Costa Mealha. Durante estas visitas guiadas será feita uma alusão à vida e obra destes louletanos. Aliás, cada vez mais, um pouco por toda a Europa, os cemitérios adquiriram também esta vertente aliada ao turismo e um dos casos mais emblemáticos é o Cemitério Père-Lachaise, em Paris, que recebe diariamente muitos turistas. Refira-se que o Cemitério de Loulé foi inaugurado em 1918, por altura da pneumónica que atingiu Loulé e vitimou muitos louletanos e, também por este facto, constitui um elemento importante do património histórico concelhio e do conhecimento do passado.

 

Nota:

1. Os interessados em participar nestas visitas orientadas deverão fazer uma inscrição prévia, através da Divisão de Cultura e Museus, dcm@cm-loule.pt ou telefone 289 400 885.

 

 

2. As visitas terão lugar pelas 10h00 dos dias 23 e 24.

 

 

 

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Quinta-feira, 22.09.11

Flora Louletana (IV) - o carrasco

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje falamos de carrascos:

 

O carrasco é uma planta frequentemente encontrada no interior algarvio. Pertence à família das faias, na qual se inserem outras plantas como o sobreiro, a azinheira e o castanheiro.

O carrasco só excepcionalmente atinge grande porte, não passando habitualmente de um arbusto com 11,5 metros de altura.

A sua folha apresenta as duas faces de cor verde brilhante e sem pêlos. As flores surgem na Primavera e só têm um sexo. As masculinas vêm em espigas amareladas, as femininas crescem solitárias ou em pequenos grupos na extremidade dos ramos. Estas últimas, após a fertilização, transformam-se em frutos, as conhecidas bolotas, que se mantêm verdes durante muito tempo e só amadurecem no Verão ou no Outono seguintes.

Durante numerosos anos o carrasco foi usado para alimentar os fornos a cal existentes em todo o Barrocal Algarvio.

Os carrascais têm a vantagem de proteger o solo contra a erosão provocada pelas águas da chuva, dando igualmente abrigo a muitas aves e outras espécies da fauna selvagem. 

 

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Terça-feira, 20.09.11

As portas de outrora - o caso das aldrabas

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Falar do património identitário de um povo é falar dos seus usos e costumes, dos seus edifícios e objectos, da natureza em que se enquadra, etc. Nesse sentido hoje decidi escrever algumas linhas sobre um objecto, a aldraba, que se encontrava presente nas portas dos nossos antepassados.

Criada com uma função diária (servia para quem chegava à porta de uma habitação anunciar a sua visita), a aldraba tinha ainda outro fim: servia de ferrolho, isto é, é necessário girar a aldraba que fazendo mover uma tranqueta serve para abrir ou fechar a porta

No tempo em que os árabes ocuparam o Algarve, algumas portas podiam ter três aldrabas que simbolizavam que no interior da casa haviam um homem, uma mulher e uma criança. Cada aldraba, segundo o sexo e a idade, tinha um tamanho e som diferenciados. 

A aldraba, diferente da "manita que é um batente, representava o contorno da mão de Fatma, a filha do Profeta Maomé, e nesse sentido, possuir tal objecto na porta de entrada da casa era uma forma de defender os seus habitantes dos maus olhados e atrair a sorte.

Hoje as aldrabas foram sendo substituídas por batentes, campainhas e puxadores. Algumas portas modernas possuem imitações quase perfeitas destes objectos que aqui adquirem uma função meramente decorativa.

 

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Segunda-feira, 19.09.11

No tempo dos alguidares de barro

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje decidi falar-vos de um utensílio que pouco a pouco foi desaparecendo do quotidiano devido à sua substituição pelos plásticos e esse utensílio é o alguidar de barro. Alguidar é uma palavra de origem árabe, de al-gidâr, e este utensílio foi mais um legado que os mouros nos deixaram. O alguidar de barro vermelho era uma peça essencial no ambiente doméstico dos meus pais e avós, sendo as suas utilidades inúmeras: era nele que se amassava e deixava a massa a levedar para fazer o pão, era para este alguidar que se cortavam as carnes do porco durante a desmancha, era no alguidar que se deixava o chamado “migado”, isto é, carne de porco com calda de pimentão que servia para encher a tripa do porco e fazer chouriças, era no alguidar que se lavava a loiça, etc.

Quando por descuido o alguidar se partia não era deitado fora. Chamava-se o “conserta alguidares e mais uma caterva de coisas” e este, através de uma técnica muito própria, colocava-lhe uns “gatos”, isto é, espécie de grandes agrafos que uniam as partes partidas do alguidar e o tornavam a vedar dando-lhe mais uns anitos de vida.

Haviam alguidares dos mais variados tamanhos, dependendo das tarefas a que se destinavam, e alguns ostentavam um determinado tipo de decoração.

Nos dias de hoje o plástico leva a dianteira, no entanto, por essa serra algarvia são muitos os que não dispensam o alguidar de barro.

 

Nota:

 

1. Na imagem podem ver um alguidar de barro com alguns dos "gatos" que referi.


 

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Domingo, 18.09.11

A arte de bem falar algarvio (VII)

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje aqui a marafada traz-vos mais uma quantas palavrinhas em "algarviês" com os respectivo sinónimo por todos conhecido. 

 

Então aqui vai:

 

Algarviada: Pinguna

Sinónimo: Pingo do nariz

 

Algarviada: Moncalho

Sinónimo: Ranho a escorrer do nariz

 

Algarviada: Sevão

Sinónimo: Porco de engorda

 

Algarviada: Gafêroso

Sinónimo: Animal de má qualidade

 

Algarviada: Deslaiado

Sinónimo: Sem acção, queixinhas

 

Algarviada: Escaçilho

Sinónimo: Repreensão, descompostura

 

Nota:

 

1. Mais uma vez estas algarviadas foram retiradas da obra com o mesmo nome da autoria de António Vieira Nunes. Obra esta que, felizmente, já conta com dois volumes.

 

 

 

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Sexta-feira, 16.09.11

Ilustres Louletanos (XVII) - Maria Aliete Galhoz

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Maria Aliete Farinho das Dores Galhoz nasceu em Boliqueime, no ano de 1929. Estudou no Liceu de Faro e licenciou-se em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É editora literária, poeta e ensaísta. Entre 1953 e 1972 foi professora do Ensino Secundário. Colaborou em pesquisas de Literatura Popular Portuguesa, tema sobre o qual publicou inúmeros estudos e fez várias conferências, no Centro de Estudos Filológicos, juntamente com Lindley Cintra e Viegas Guerreiro, no Centro de Estudos Geográficos, e no Centro de Estudos de Tradições Populares Portuguesas da Universidade de Lisboa. Tem colaboração dispersa nas revistas "Boletim de Filologia", "Colóquio", "O Tempo e o Modo", "Nova Renascença" e em vários jornais. Colaborou e fixou os textos de "Poemas Esotéricos" de Fernando Pessoa em 1993. No campo da investigação da Literatura Tradicional Oral Portuguesa publicou "Pequeno Romanceiro Popular Português" (1977), "Romanceiro Popular Português" (1998), "Memória Tradicional de Vale Judeu" (1996), "Memória Tradicional de Vale Judeu II" (1998), "Romanceiro do Algarve" (2005). Colaborou na edição de "Povo, Povo, Eu te pertenço" de Filipa Faísca em 2000, bem como num conjunto de volumes subordinados ao tema "Património Oral do Concelho de Loulé" em parceria com Idália Farinho Custódio e Isabel Cardigos. Escreveu três livros de poesia: "Poeta Pobre" (1960), "Décima Quinta Matinal Esquecida - "Acto da Primavera" (1967), "Poemas em Rosas" (1985). Em prosa publicou o livro de contos intitulado "Não Choreis Meus Olhos" (1971). Recebeu a Medalha Municipal de Mérito, grau prata, pela Câmara Municipal de Loulé, em 1994. Foi ainda condecorada com o título Doutora Honóris Causa pela Universidade do Algarve (1966) e com o grau honorífico de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique (1999).

 

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Quinta-feira, 15.09.11

Património Louletano (IX) - Igreja Matriz de Alte

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje voltamos a abordar o património existente no Concelho de Loulé e vamos até Alte, freguesia do interior, uma das aldeias mais rústicas de Portugal, dotada de grandes tradições e rica em belezas naturais e patrimoniais. Destas últimas destaca-se a Igreja Matriz:

 

Do núcleo de imaginária existente na Matriz de Alte, composto por quinze exemplares de madeira, destaca-se a imagem de Santa Margarida. Outrora era o orago de uma pequena ermida situada na freguesia, presentemente em ruínas, no sítio de Santa Margarida.

De referir o dinamismo sugerido pela posição curvilínea do corpo e dos braços da santa e pelo dragão, de cauda agitada e boca aberta. Para além da palma de mártir, sobressai o dragão fantasiado, de grandes dimensões, que está sob os pés da santa, atributo comum aos primeiros evangelizadores de uma região idólatra.

Pelas suas características formais e iconográficas pode inserir-se na época barroca, concretamente no segundo quartel do séc. XVIII, levantando a hipótese de ter sido feito pelo melhor escultor algarvio, o mestre Manuel Martins.

Dona Bona, mulher de Garcia Mendes de Ribadaneyra, 2° senhor de Alte e 1° vidama do Algarve, terá fundado nos finais do século XIII, a igreja matriz, consagrada a Nossa Senhora da Assunção, "em acção de graças por seu esposo ter regressado da oitava cruzada à Palestina " (Isabel Raposo, Alte na roda do tempo, ed. Casa do Povo de Alte, 1995, p. 134).

O templo então construído refere-se seguramente a uma capela particular, que não estava sujeita a jurisdição do Bispo de Silves nem à Ordem Militar de Santiago, detentora do padroado dos templos existentes no termo de Loulé. Só assim se justifica não vir incluída na listagem dos benefícios taxados em 1321, respeitantes a templos localizados no bispado do Algarve.

Na Visitação da referida Ordem, de 1517-1518, é indicado a propósito do templo actualmente correspondente à igreja matriz: " achámos, por informação que disso tomámos, que a dita ermida foi fundada de novo pelos moradores de redor dela e eles a tornaram a fazer de novo como está e se faz à custa deles "(Suplemento da Revista Al'ulya, n° 5, 1996, p. 94).

Em 1534, na Visitação seguinte, continua a ser uma ermida pertencente a freguesia de S. Clemente de Loulé, cujo mordomo, Jerónimo Matoso, é morador na aldeia de Alte ( As Visitações da Ordem de Santiago ás Igrejas do Concelho de Loulé. Ed. SEC.-Faro,1993 ).

Finalmente, em 1554, já é referida pelos Visitadores de Santiago como Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição e correspondentemente como sede de freguesia. (Visitação de Igrejas Algarvias da Ordem de Santiago de 1554, Ed. ADEIPA, Faro,1988).

O terramoto de 1755 provocou alguns danos neste templo, que prontamente foram reparados, destacando-se a abertura de dois óculos elípticos no frontispício e a renovação da ornamentação interior de diversas capelas.

A última grande campanha de obras foi realizada em 1829. Os responsáveis tiveram a preocupação de a sinalizar convenientemente, colocando dois algarismos dessa data de cada lado da tarja que remata o portal principal. Vejamos as intervenções então realizadas: no frontispício da igreja - a construção de uma nova empena em massa e a abertura de um janelão emoldurado de cantaria e rematado por um frontão triangular; no interior do templo - o engrossamento com argamassa das arcarias e das colunas, incluindo embasamentos, fustes e capitéis e a colocação de novos retábulos de madeira em diversas capelas.

Inexplicavelmente, o templo que estava a ser concluído em l518, já com três naves, foi reconstruído por volta de 1538, sendo então utilizado o formulário manuelino. Sobrevivem como interessantes testemunhos dessa época a cobertura abobadada da capela-mor "com três arcos e represas de pedraria" e o portal principal "com seu sobrearco e pilares de pedraria (...) e nele uma tarja com uma cruz e os Mistérios da Paixão".

Em 1554 as obras estavam praticamente prontas, faltando somente terminar o campanário, cujo portal de acesso, de verga recta com diversos emolduramentos perspectivados, já utiliza as normas renascentistas. Deste período era também o retábulo da capela-mor, já desaparecido, que constituía um interessante exemplar da talha algarvia, de marcenaria.

As quatro capelas laterais do lado do evangelho foram ornamentadas com talha entre 1751 e 1789, período em que vigorou na região algarvia o formulário Rococó.

Desses retábulos sobressai o da capela do Morgado, em cujo remate se ostenta o brasão dos Condes de Alte. Trata-se do exemplar mais erudito, com planta em perspectiva côncava, estrutura tetrástila com banco, corpo e ático. As colunas têm o fuste compósito e o vocabulário ornamental acusa duas fases distintas, uma com concheados e cabeças de anjos e outra mais tardia, provavelmente resultante de uma intervenção oitocentista.

Os restantes retábulos são mais modestos, parecendo ter sido executados pela mesma oficina, de modesto estatuto. Apresentam planta plana ou recta, estrutura tetrástila mas sem colunas, prolongando-se a talha pelo arco.

Dos nove retábulos que ornamentam as capelas deste templo, somente o de Nossa Senhora do Monte do Carmo se integra na época barroca, tendo sido construído entre 1735 e 1751, período em que vigorou na região algarvia formulário `joanino".

Desconhece-se o responsável pelo risco e pela feitura da talha. Trata-se, no entanto, de um artista farense de muita cotação, provavelmente Tomé da Costa, genro e continuador da oficina de Manuel Martins.

Apesar de se tratar de um exemplar de modestas dimensões, utiliza a tipologia mais frequente no Algarve: planta plana, composição tetrástila com banco, corpo e ático. A ornamentação utiliza principalmente a folhagem de acanto, tratada com exuberância. As colunas têm o fuste compósito, prenúncio da transição para o Rococó.

Num anexo da igreja matriz, onde se expõe um pequeno núcleo museológico de arte sacra, encontram-se duas tábuas maneiristas, que parecem cobrir pintura muito mais antiga. Representam S. Lourenço e S. João Baptista, necessitando ambas de uma urgente intervenção de conservação e consolidação.

Devem ter pertencido ao retábulo outrora existente na capela lateral do lado da epístola, dedicado a S. Sebastião, tendo sido substituídas no século XIX por telas com representações idênticas.

Apesar de se desconhecer a identidade do mestre que as pintou, elas foram seguramente executadas, nos finais do século XVI, por uma oficina local, provavelmente sediada na cidade de Tavira, pois apresentam semelhanças com uma tábua existente na Igreja Matriz de Santiago desta cidade.

O intradorso da capela lateral do lado da epístola, dedicada a S. Sebastião, está revestido com azulejos de superfície lisa, de padrão polícrome, identificados por Santos Simões como exemplares de fabricação sevilhana do último quartel do século XVI, misturados com alguns exemplares da primeira metade do século XVI.

A escadaria de acesso ao púlpito foi revestida com azulejos figurativos reaproveitados da capela de Nossa Senhora do Carmo, provavelmente após o terramoto de 1755.

Os azulejos mais interessantes encontram-se nas paredes laterais e na cobertura da capela-mor. Representam anjos músicos rodeados por nuvens e cabeças de serafins. Foram colocados neste templo na primeira metade do século XVIII, provavelmente pelos irmãos Borges, os principais assentadores.

 

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Quarta-feira, 14.09.11

Lendas Louletanas (II) - A Lenda da Castelã de Salir

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Já aqui falamos de Salir, do seu Castelo e de como esta terra louletana está impregnada de vestígios do tempo em que os mouros estiveram por aquelas bandas. Essa ocupação árabe torna Salir numa terra de mouras encantadas e por isso vos trago hoje uma lenda que é bem conhecida por todo o Concelho de Loulé: A Lenda da Castelã de Salir.

 

A vila de Salir, no Algarve, deve o seu nome à filha do alcaide de Castalar, Aben-Fabilla, que fugiu quando viu o seu castelo ameaçado pelo exército de D. Afonso III. Antes de fugir, o alcaide enterrou todo o seu ouro, pensando vir mais tarde resgatá-lo.

Quando os cristãos tomaram o castelo encontraram-no vazio, à excepção da linda filha do alcaide que rezava com fervor que tinha preferido ficar no castelo e morrer a “salir”. De um monte vizinho, Aben-Fabilla avistou a filha cativa dos cristãos e com a mão direita traçou no espaço o signo de Saimão, enquanto proferia umas palavras misteriosas. Nesse momento, o cavaleiro D. Gonçalo Peres que falava com a moura viu-a transformar-se numa estátua de pedra. A notícia da moura encantada espalhou-se pelo castelo e um dia a estátua desapareceu.

Em memória deste estranho fenómeno ficou aquela terra conhecida por Salir, em homenagem pela coragem de uma jovem moura. Ainda hoje no Algarve se diz que em certas noites a moura encantada aparece no castelo de Salir.

 

Nota:

 

1. Retirado do site Lendas de Portugal.

 

 

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Terça-feira, 13.09.11

O que os algarvios comem (XV) - Conquilhas à Algarvia

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".
Hoje trago-vos um prato muito apreciado pelas gentes algarvias sobretudo como entrada.
Também apelidada de condelipa e de uma série de outras designações, a conquilha é o nome vulgar de bivalves do género Donax. Vivem junto à rebentação do mar, enterrados na areia, a uns poucos centimetros de profundidade. Encontram-se nas praias do Algarve e são relativamente fáceis de capturar, sem ser necessário qualquer instrumento auxiliar. Actualmente, a conquilha é considerada como uma boa entrada para o almoço ou jantar.
Então aqui fica a receita de conquilhas à algarvia:

Ingredientes:
Para 4 pessoas

  • 1 kg de conquilhas ;
  • 2 colheres de sopa de azeite ;
  • 3 dentes de alho ;
  • coentros ;
  • limão ;
  • pimenta

Confecção:

Lavam-se as conquilhas e põem-se de molho em água com sal durante 12 horas (2 marés).
Cortam-se os alhos em rodelas e alouram-se no azeite. Juntam-se as conquilhas e deixam-se abrir sobre lume brando mexendo de vez em quando.
Retiram-se imediatamente do lume (para não secarem) e polvilham-se com coentros picados e pimenta e regam-se com sumo de limão.
Servem-se com gomos de limão.

 

Nota:

 

1. Et voilá. Bon apetit!

 

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Segunda-feira, 12.09.11

Semana Loulé Município Educador

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

O regresso às aulas está aí e por terras louletanas esta será a Semana Loulé Município Educador.

 

De acordo com a Carta das Cidades Educadoras (AICE; 2004): “Todos os habitantes de uma cidade terão o direito de desfrutar, em condições de liberdade e igualdade, os meios e oportunidades de formação, entretenimento e desenvolvimento pessoal que ela lhes oferece”.

Em 2007, o Município de Loulé aderiu à Associação Internacional das Cidades Educadoras (AICE), integrando desde então a Rede Territorial Portuguesa de Cidades Educadoras. A Cidade Educadora tem na sua génese a ideia de que educar é uma responsabilidade de toda a sociedade, e de que a Educação não se deve centrar exclusivamente na Escola, sendo um direito de todos e ao longo de toda a vida.

Porque importa dar visibilidade às acções educativas, sejam elas de carácter formal, informal ou não formal, entre os dias 12 a 17 de Setembro irá ter lugar a Semana “Loulé Município Educador”, uma iniciativa que terá como objectivo apresentar o Projecto Educativo Local à comunidade e divulgar as acções e actividades de várias entidades que contribuem para a construção de Loulé Município Educador. A “Semana Loulé Município Educador “ pretende assim, sem pretensiosismo, mostrar um pouco do que são os contributos dos diversos serviços, entidades e pessoas para afirmar Loulé como Município Educador, um projecto colectivo.

A programação da Semana “Loulé Município Educador” inclui um conjunto de actividades diversificado e dirigido a diferentes públicos alvo. As actividades programadas para a Semana incluem palestras e sessões de sensibilização sobre várias temáticas, visitas guiadas a equipamentos e recursos educativos como o Arquivo Municipal e os pólos museológicos, sessões de cinema e teatro, o peddy-paper “Marchar com História”, atelier’s e actividades de expressão plástica e mostras de actividades desportivas e educativas, entre outras. Podem fazer o download do programa aqui.

 

 

Contamos com a vossa participação!

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Sábado, 10.09.11

Património Louletano (VIII) - O Castelo de Salir

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Numa altura em que decorre o "Salir do Tempo 2011" aqui ficam algumas notas sobre o património histórico desta magnífica região do interior louletano. 

 

Em Salir existiu uma povoação rural islâmica, inicialmente uma alçaria não fortificada, com casas dispersas, em contacto directo com campos agrícolas e pequenas hortas e pomares. Da inicial defesa comunitária da povoação (castelo-celeiro, com abundância de silos) surgiu, no período almóada, uma fortificação de taipa, da qual restam apenas quatro torres e panos das muralhas incorporados em construções que lhes sobrepuseram.

Quem chegue ao morro do castelo pela encosta sudoeste depara com a primeira torre, entre os muros de um grande edifício, voltada para uma ruela que acompanharia o exterior da muralha sul. Seguindo por uma estreita rua, para norte, chega-se à segunda torre, designada por Muro Maior (torre albarrã), que se localiza sobre a encosta poente, junto à área onde as escavações arqueológicas pusera a descoberto um tramo de muralha e um conjunto de edifícios dos séculos XII-XIII. Sobre a encosta norte encontra-se outra, num forte declive da rocha e já muito destruída. A nordeste fica a Torre chamada de Alfarrobeira, também construída sobre o forte declive da rocha.

As escavações arqueológicas, em vias de integração museológica, revelaram silos (num total de dez) e canalizações, que terminaram em aberturas na muralha; uma estreita ruela, com 1,80m de largura, também a terminar na muralha; e estruturas habitacionais. Apesar de incompletas (as escavações em pleno centro urbano efectuaram-se apenas num pequeno quintal), pode considerar-se que as casas almóadas de Salir são pequenas, simples e pobres construções de taipa com base de pedra, agrupadas num bairro periférico encostado à muralha poente.

O material arqueológico recolhido abrange uma cronologia entre finais do século XI, inícios do século XII e, sobretudo, dos séculos XII/XIII, quando a povoação se encerra no interior do recinto fortificado.

Os vestígios encontrados revelam uma densa ocupação almóada. Mas a alçaria de Salir é certamente anterior a este período, facto confirmado em prospecções arqueológicas e pelo achado de uma lápide funerária, datada de inícios dos séculos XI (lápide obituária de Ibne Said, que faleceu em 1016), encontrada em terrenos localizados a sul do castelo, onde estaria o cemitério islâmico.

A reconquista de Salir foi consumada (a data é incerta) pelos cavaleiros da Ordem de Santiago, sob o comando de D. Paio Peres Correia, a seguir à conquista de Tavira. Ocupada a povoação (as escavações revelaram restos de armas em camadas de incêndios), e aqui se delineou a estratégia para a reconquista de Faro e de Loulé.

 

Nota:

 

1. Esta informação foi retirada de CATARINO, Helena – O Algarve Islâmico: Roteiro por Faro, Loulé, Silves e Tavira, s.l., Comissão de Coordenação da Região do Algarve, s.d.

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Sexta-feira, 09.09.11

Presidentes da Câmara Municipal de Loulé (VI) - José Cláudio da Silva Mendes

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

José Cláudio da Silva Mendes tomou posse em 20 de Junho de 1928. A criação de "Escolas Móveis" foi a sua prioridade. Foi solicitado ao engenheiro Manuel Alves Costa um projecto e orçamento para o lavadouro municipal e um estudo e projecto de organização do plano geral da rede de esgotos da vila. Aprovou-se o alvitre apresentado nos jornais de Lisboa por Mário Lyster Franco acerca de um busto de Francisco Xavier de Athaíde Oliveira.

Foi eleito Presidente em sessão camarária de 8 de Novembro de 1930. Nesta fase de governação concelhia adaptou-se uma dependência do Matadouro Municipal para laboratório de análise e inspecção do leite que era vendido à população.

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Quinta-feira, 08.09.11

Salir do Tempo 2011

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

O Salir do Tempo – Festival de Artes Medievais, evento que desde 2009 anima esta vila do interior de Loulé, vai realizar-se entre 9 e 11 de setembro, ganhando este ano uma nova dinâmica, com enfoque nas artes do período da Idade Média. 

A vila de Salir em meados do século XIII é o palco desta experiência de regresso ao passado que será vivenciada pelos visitantes, através da projeção de elementos vivos de uma época longínqua. 

“Ponto estratégico durante o período da Reconquista, quando a transição do domínio muçulmano para o cristão deu origem às mais variadas demonstrações de força, Salir viveu também momentos intercalados pelas permanentes tentativas de normalização do quotidiano, em que as artes tinham um papel importante na sociedade de então”, recorda a autarquia de Loulé, que promove o evento. 

Transformado num festival de artes, cuja Reconquista nos transporta aos séculos mais importantes da nossa história, o Salir do Tempo marca um período em que as leis da Cristandade, os valentes cavaleiros, a música medieval, os monges copistas e os alquimistas se misturavam em vários mundos dispares aqui recriados neste cenário rural. 

Assim, entre cristãos e muçulmanos, nestes Festival de Artes coabitam músicos, atores e artistas. O programa de animação do Salir do Tempo integra performances musicais e teatrais que visam a contextualização histórica e a criação de um ambiente alegre. 

A música, a dança, a poesia, os cuspidores de fogo e a representação de diversos personagens vão proporcionar momentos de interação lúdica com os espetadores. 

A recriação do mercado medieval, baseado em produtos dessa época, onde vários mercadores presentes com as suas bancas de produtos tradicionais como o mel, cortiça, cestaria ou frutos secos, e os artesãos com os seus ofícios, também faz parte deste cenário. 

Do outro lado, é a cultura muçulmana em destaque, com as dançarinas do ventre, as bancas de bijuteria e acessórios, as djellabas, os cabedais, os espelhos, os cachimbos de água, as pratas, os candeeiros, as especiarias, a tenda de chá, a tatuadora de henna e a tenda de camelos. 

Enquanto forte herança cultural, a gastronomia tem também um papel importante nesta recriação histórica. A base da alimentação do século XIII é apresentada aos visitantes de forma genuína, e os alimentos servidos em tábuas de madeira e as bebidas em copos de barro, de acordo com a «etiqueta» da época. 

E para encarnar as personagens e entrar no espírito da festa, a organização propõe a quem visite o Salir do Tempo o aluguer de trajes da época: miúdos e graúdos terão assim à sua disposição fatos de nobres, gente do povo, representantes da Igreja ou das forças militares de então. 

Quanto à animação musical, estará a cargo de Sharq Wa Garb, interpretando música medieval árabe, no dia 9; Cuarteto Aquitânia, exibindo sons medievais judaico-sefarditas, dia 10; e Trovas D’ Amigo, especializado no repertório medieval galaico-português, dia 11. 

As portas do recinto abrem às 19:00 horas. A entrada é livre.

 

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Quarta-feira, 07.09.11

Ilustres Louletanos (XVI) - Idália Farinho Custódio

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Agraciada pela Câmara Municipal de Loulé, em 1998, com a Medalha Municipal de Mérito Grau Prata, Idália Farinho Custódio nasceu em Loulé, em 1938. Licenciou-se em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa. Leccionou na Escola E.B 2,3 Engenheiro Duarte Pacheco de Loulé. Em termos literários, participou com poemas em diversas antologias como a "IV Antologia de Poesia Contemporânea". A autora tem se dedicado igualmente a recolhas etnográficas desde os anos 60, acompanhando Maria Aliete Galhoz na sua pesquisa em Vale Judeu, assim como na colecta para o vol. II do "Romanceiro Popular Português" da mesma autora. Em 1994, uma dedicação mais sistemática á pesquisa de Vale Judeu resultou na publicação de "Memória Tradicional de Vale Judeu" e "Memória Tradicional de Vale Judeu II". É também autora, com Isabel Cardigos e Maria Aliete Galhoz, de várias obras subordinadas ao tema “Património Oral do Concelho de Loulé” de que já foram publicados os volumes: contos, romances, orações e cancioneiro. Destaca-se igualmente no campo da poesia, nomeadamente infanto-juvenil, com obras como "Até à Estrela do Mar", editada em 2000. No âmbito infanto-juvenil é também autora de diversos contos como "A Viagem da Parker 51" (1985) ou "O Segredo da Rainha" (1991).

 

Rabiscado por Lígia Laginha às 08:06 link do post | Comentar | Marafações predilectas
Terça-feira, 06.09.11

Exposição de Pintura Colectiva “Formas de Ver”

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

De 3 de Setembro a 9 de Outubro estará patente na Galeria de Arte da Praça do Mar, em Quarteira, a exposição de pintura colectiva "Formas de Ver".

 

Mais uma vez este grupo reúne-se para com o seu talento, arte e sensibilidade expor a sua Forma de Ver.

Para além da grande amizade que os une, cada um, com trabalhos diferentes, possuem algo muito importante em comum: a forma “ idêntica “ de sentir, de ver tudo aquilo que transmitem de uma forma espontânea.

Todos eles têm uma maneira própria de ver as formas, pois não se limitam a olhar! Eles sentem o que vêem...dai Formas de Ver!

Com as suas mãos transformam o que observam de uma forma tão pessoal, que, inconscientemente, despertam a todos quantos visitam esta exposição o gosto, a sensibilidade para deixar de olhar e passar também a sentir e a ganhar novas Formas de Ver.

 

Nota:

 

1. A Galeria de Arte da Praça do Mar está aberta ao público de Segunda a Sábado nos seguintes horários:

 

Segunda a Sexta-Feira: das 10H às 19H

Sábado: das 9h30 às 14H

 

Este horário é apenas aplicável até ao dia 17 de Setembro, altura em que se voltará ao horário dito normal:

 

Segunda a Sexta-Feira: das 9H às 17h30

Sábado: das 9H às 13H.

 

2. Visitem! A entrada é gratuita.

Rabiscado por Lígia Laginha às 07:29 link do post | Comentar | Marafações predilectas
Segunda-feira, 05.09.11

Freguesias do Concelho de Loulé (VI) - Almancil

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Hoje voltamos a falar das freguesias que constituem o concelho louletano e a eleita é Almancil.

 

A sua criação como freguesia reporta-se ao ano de 1836, por Decreto Régio de 6 de Novembro. Almancil, sede social da freguesia, passou à categoria de Vila em 18 de Dezembro de 1987. Localizada no litoral do Concelho de Loulé, debruça-se sobre o Atlântico e ocupa uma extensa orla marítima, onde se relevam as belíssimas praias de areias puras e finíssimas, com águas de temperaturas amena, mediterrânica. No seu desenvolvimento sócio-económico, Almancil cresce a um ritmo que é considerado um dos maiores do Concelho de Loulé e da própria região do Algarve. É um estatuto que lhe é conferido pelo fluxo turístico, que se releva em quantidade e em qualidade, e que por outro lado, lhe advém das enormes poupanças de uma grande parte dos seus emigrantes: na década de 50 / 60, mais de metade se não mais da população de Almancil trabalhava no continente americano, em particular na Venezuela.

De referir também que, desde os tempos mais remotos, a freguesia de Almancil é possuidora de uma riquíssima bolsa de terrenos agrícolas, o Ludo, que se situa entre o mar e o Barrocal e onde se produzem os mais saborosos citrinos de toda a região. Famosa é, também, a sua olaria chegando a admitir-se que os riquíssimos azulejos que adornam a Igreja de São Lourenço foram aqui confeccionados.

Esta Igreja, considerada de uma beleza ímpar e de elevadíssimo valor patrimonial pelos painéis de azulejo, que ostenta, em que nos dá a conhecer a vida e a obra do seu oráculo, o mártir São Lourenço, constitui incontestável ex-líbris. Encontra-se aqui sediado o Centro Cultural de São Lourenço, um pólo de atracção para artistas e apreciadores da arte e da cultura em geral. 

Revestem-se de uma enorme importância os empreendimentos turísticos, nomeadamente a Quinta do Lago e Vale do Lobo, mundialmente reconhecidos tal como as Dunas Douradas e o Vale do Garrão, que conferem à freguesia uma inegável projecção internacional. Almancil tem na prática do Golfe um dos seus maiores atractivos: campo de golfe de "San Lorenzo", Quinta do Lago, Pinheiros Altos e Vale do Lobo são considerados como um dos melhores da Europa. 

As suas infra-estruturas hoteleiras, com os hotéis da Quinta do Lago e Dona Filipa, em Vale do Lobo, e os seus acessos, (a via do infante fica a 5 minutos), são mais-valias para a freguesia. Possui restaurantes de qualidade, dois deles fazem parte do Guia Michelin, e de oferta diversificada em termos gastronómicos. Almancil é, por excelência, uma região comercial e de serviços que cresce diariamente em todas as vertentes. 

De realçar a rara beleza natural que se contempla na área ocidental do Parque Natural da Ria formosa, onde se nos oferecem espécies raras da flora e da fauna. 

O futuro de Almancil será de um desenvolvimento crescente já que é nesta freguesia, mais precisamente em S.João da Venda, que foi construído o Estádio Algarve, recinto que acolheu o Euro 2004 no Algarve para onde estão previstas infra-estruturas inseridas no Parque das Cidades, como o Hospital Central do Algarve, Pavilhão de Congresso e Área Verde.

 

 

Rabiscado por Lígia Laginha às 11:08 link do post | Comentar | Marafações predilectas
Domingo, 04.09.11

O que os algarvios comem (XIV) - Cozinha de batatas

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

Falar em Verão é também falar na apanha do tomate, tomate esse que quando maduro é cozinhado e resulta num molhinho muito especial.

 

Hoje trago-vos uma receita na qual o uso de tomates caseiros e madurinhos faz toda a diferença: Cozinha de Batatas.

 

Ingredientes:

½ Kgs de Batatas; 
1 dl de Azeite ou 2 colheres de sopa de banha de porco; 
8 fatias de pão; 
2 tomates maduros; 
1 Cebola pequena; ´
4 Dentes de alho; 
1 Colher de chá de calda de pimento; 
Água q.b. 
Salsa q.b. 
Sal q.b

Preparação:
 

Arranjam-se os tomates sem peles e grainhas. Numa panela coloca-se o azeite, a cebola, os alhos cortados, a salsa, a calda de pimento e os tomates cortados e deixa-se refogar até a cebola ficar molinha. Depois do refogado terminado acrescenta-se cerca de 1 litro de água, o sal e as batatas cortadas às rodelas. Deixam-se cozer as batatas e depois colocam-se as fatias de pão no fundo de uma travessa e despeja-se o molho e o restante cozinhado por cima destas, deixando-se repousar um pouco para amolecer o pão e está pronto a ser servido.


Nota:

 

1. Bom apetite.

 

2. Se torrarem as fatias de pão ainda sabe melhor.

 

3. Há quem acrescente outros ingredientes a esta receita tais como feijão verde, chouriço, etc.


A louletana está: com água na boca
Rabiscado por Lígia Laginha às 10:04 link do post | Comentar | Marafações predilectas
Sexta-feira, 02.09.11

O Arquivo Municipal de Loulé

 

Bom dia caros visitantes do "Marafações de uma Louletana".

 

O Serviço de Arquivo Municipal foi criado na dependência orgânica do Departamento Administrativo pelo Aviso n.º 1815-A/2005 (2.ª série), Diário da República, n.º 56, de 21 de Março de 2005, Apêndice n.º 38. Este Serviço unificou numa só estrutura, as atribuições, funções e objectivos específicos dos chamados Arquivos Gerais e do Arquivo Histórico Municipal.

As novas instalações do Arquivo Municipal foram inauguradas por Sua Excelência o Presidente da República, na presença do Sr. Presidente da Câmara Municipal de Loulé, no dia 4 de Agosto de 2007.

A infra-estrutura arquivística foi construída no interior das fachadas de um edifício com história. No início do século XIX serviu de aquartelamento aos 25 homens da guarnição francesa que, a 18 de Junho de 1808, se renderam ao Major José da Costa Leal e Brito.

Já no século XX teve diferentes usos, designadamente enquanto sede do Sindicato Nacional dos Sapateiros do Distrito de Faro e Escola Primária. A 7 de Julho de 1993, quando servia ao comércio de empreita, palma e chapéus, foi destruído por um incêndio.

O novo edifício teve o apoio da Direcção Geral de Arquivo (ex-IAN/TT), no âmbito do PARAM, em resultado do Acordo de Colaboração celebrado a 2 de Outubro de 2001 entre aquele organismo e a Câmara Municipal de Loulé, também contou com financiamento do PROAlgarve.

O Arquivo Municipal passou assim a oferecer instalações modernas e funcionais aos investigadores e aos Serviços da Câmara.

Os 4 depósitos localizados na cave, no rés-do-chão e no 1.º andar, têm capacidade para 4.521 metros de documentos, controlo individual e remoto de temperatura e humidade e protecção contra fogos através do sistema de extinção INERGEN.

No 1º andar, a Sala de Leitura dispõe de 13 secretárias individuais.

Há ainda diferentes espaços para actividades de âmbito educativo e cultural.

Também os documentos de valor administrativo de utilização menos frequente que estavam depositados um pouco por todo o edifício da Câmara Municipal de Loulé são agora preservados, organizados e comunicados em instalações planeadas para responderem às necessidades específicas dos arquivos. Igualmente a incorporação dos documentos do até então existente Arquivo Histórico foi de capital importância para a salvaguarda do seu espólio.

No que respeita à documentação mais antiga, Loulé possui um rico acervo documental, tanto pela raridade de alguns dos seus documentos, como pela antiguidade e sequência temporal das séries, destacando-se as Actas de Vereações (desde 1384), Correspondência (desde 1761), Tombos e Inventários (desde 1738), Autos de Arrematação (desde 1530), Receita e Despesa (desde 1375), Impostos (desde 1469), Eleições (desde 1559), Justiça (desde 1438), Actividades Económicas (desde 1412), Expostos (desde 1703), Juiz dos Órfãos (desde 1406), tal como documentação oriunda do Administrador do Concelho de Loulé, das Corporações Religiosas, das Sociedades Recreativas e dos Sindicatos sediados em Loulé.

 

Morada:
R. Cândido Guerreiro, s/n. 8100-681 Loulé

 

Horário de Funcionamento:

Segunda a Sexta

9h00-12h30 e 14h00-17h30

 

Telefone:
289 400804


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